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Esporte Futebol Copa do Mundo Julio Gomes: 'O haitiano gosta mais do Brasil que o brasileiro' Do UOL, em São Paulo 19/06/2026 00h51 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A paixão pelo Brasil no Haiti chama mais atenção do que o próprio jogo, disse Julio Gomes no Fim de Papo , do Canal UOL. Direto de Porto Príncipe, o comentarista contou que ouviu relatos de torcedores que tratam a seleção brasileira como "time do coração". Na véspera de Haiti x Brasil, pela Copa do Mundo 2026, Julio descreveu um país que vive crise de segurança e falta de infraestrutura, mas que se mobiliza para acompanhar o Mundial em telões montados numa área considerada mais segura da capital. A impressão que eu tive no meu primeiro dia aqui do Haiti é que o haitiano gosta mais do Brasil do que o brasileiro. Julio Gomes Juca Kfouri A triste goleada do Canadá sobre o Qatar Narrativas em Disputa Caso Master vira munição contra Lula nas redes Josias de Souza Wagner enfia espinho do Master no pé de Lula Mauro Cezar O que fará o Haiti frente ao Brasil? Ao explicar o contexto, Julio disse que ficou hospedado em um bairro "mais seguro" de Porto Príncipe e evitou circular em áreas dominadas por disputas entre grupos armados. Ele contou que, quando o sol se põe, a cidade escurece e as pessoas se recolhem. A hora que escurece é breu e as pessoas se recolhem, porque aí entra o perigo. Onde tem luz é porque tem gerador. E nas ruas, muitas pessoas botam fogo no lixo pra iluminar o caminho e pra deixar a rua minimamente iluminada. Julio Gomes Rodrigo Mattos avaliou que esse cenário ajuda a entender dificuldades da seleção haitiana na Copa do Mundo 2026, como restrições de viagem e de presença de torcida. Para ele, ainda assim o Haiti tem jogadores acostumados ao futebol profissional. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Esse contexto é importante para entender o que é o time do Haiti. O time do Haiti é um time que tem jogadores talentosos, fortes, rápidos, mas tem, óbvio, esse contexto de um prejuízo da sua preparação. Não podiam jogar em casa, nas eliminatórias. Rodrigo Mattos Gabriel Sá também apontou que o Brasil precisa tratar o jogo como obrigação depois de uma estreia que, segundo ele, teve "vacilo" contra o Marrocos. Ele projetou mudanças pontuais e cobrou resposta em campo. Não tem como a gente olhar para esse jogo e achar tolerável o empate, uma derrota, tem que vencer e tem que vencer bem. A seleção brasileira nessa Copa do Mundo já deu ali um certo vacilo contra Marrocos. Gabriel Sá Continua após a publicidade Relacionadas Ancelotti elogia Endrick, mas não indica vaga de titular: 'Tem que esperar' Retranca ou jogo mais faceiro? O que fará o Haiti frente ao Brasil? Técnico do Haiti comemora Neymar fora: 'Já venci o Brasil sem ele' Julio voltou ao tema da relação do haitiano com a seleção brasileira e disse que, nas entrevistas que fez, ouviu a ideia de uma torcida "herdada", passada de pais para filhos. Na leitura dele, isso mexe com os jogadores do Haiti, que crescem vendo o Brasil como "seleção das pessoas". Eu ouvi assim: "A gente nasce torcendo pelo Brasil. A gente nasce assistindo os jogos do Brasil com os nossos pais, nossos amigos. O Brasil é o nosso time. O Brasil é a nossa seleção". Então, esses jogadores viveram isso na infância deles. Não é só uma admiração pelos jogadores atuais da seleção brasileira. É uma questão de você estar jogando contra o teu time do coração. Julio Gomes Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Meia do Canadá quebra a perna após dividida em jogo contra o Qatar; veja Seis apostas de SP, MG, MA, PR e CE acertam Lotofácil e levam R$ 1,5 milhão Fratura de Koné entra para a lista de lesões chocantes em Copas: relembre Resumo da novela 'Quem Ama Cuida' da semana: capítulos de 19/6 a 27/06 México 1 x 0 Coreia do Sul | Melhores Momentos | Copa 2026