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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Por que o Brasil merece e precisa voltar a ser o país do futebol Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 26/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Maracanã, Brasil x Chile Imagem: reprodução/Instagram Faz uma semana que a Copa do Mundo acabou e parece que tudo está absolutamente normal. Não está. O Brasil fez sua pior campanha em 60 anos de Mundiais, Carlo Ancelotti foi para sua casa, no Canadá, Vinicius Júnior para Ibiza, Neymar foi jogar pôquer em Las Vegas. Nós sabemos como estamos nos sentindo. Nós somos, ou temos de ser, o país do futebol, das meninas e meninos, de homens e mulheres. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo É mais do que um movimento cultural e lúdico. Também é pela importância econômica e deveria ser uma questão de Estado. Num país em que as pesquisas indicam, há 33 anos, que a maior torcida é quem não torce para ninguém, imagine trazer 15% dos 30% indicados como neutros para dentro da economia do futebol... Seriam pelo menos 25 milhões de torcedores. A Faria Lima preferirá "consumidores". Dá no mesmo. É duas vezes a população de Portugal, quase quase dez vezes o Uruguai, um terço da Itália, metade da Espanha. Até ladrão de galinha está perdendo dinheiro. A briga atual é entender por que clubes devem participar da ressurreição das seleções brasileiras. Não é difícil entender. Se você for ao centro de Londres e afirmar com ênfase que o Palmeiras joga de vermelho e preto e o Flamengo de verde, vai ter gente acreditando. Porque a marca do futebol daqui ainda é a seleção brasileira. E, por mais que se entenda que o público prefere o clube, o mundo só vai prestar atenção ao Brasileirão, de verdade, se nosso futebol for relevante. Ou seja, se a seleção estiver, no mínimo, nas semifinais de Copa do Mundo. Continua após a publicidade Algum dirigente que viva no Leblon dirá que não. Eurico Miranda gostava de ouvir que fazia bem ao Vasco e mal ao futebol brasileiro. Recusava-se a pensar quando se argumentava que, se fazia mal ao futebol do Brasil, fazia mal ao Vasco: "Nunca diga que faço mal ao Vasco", dizia. O Vasco era conhecido no Equador, onde ganhou a Copa Libertadores. O Flamengo, em Lima, no Peru. O Palmeiras, em Montevidéu. A diferença é ser marca reconhecida em Nova York, Londres, Tóquio, Berlim, Hong Kong... O Brasil só chegava lá quando era relevante. A briga mais recente é da CBF tentando derrubar contratos da FFU com os clubes que venderam 10% a 20% de seus direitos comerciais por até 50 anos. Se os contratos são abusivos, derrube-se. Se não, cumpra-se. Perca dinheiro quem pensou errado ou quem recebeu o dinheiro e gastou-o. Continua após a publicidade Ou que todos se unam numa liga só, que se torne uma empresa em que dinheiro e poder fiquem divididos, mas que se faça a indústria do futebol crescer. Em vez de ganhar dez, é possível ganhar mil. O futebol representa 1,37% do PIB da Espanha, 0,7% no Brasil. É metade. Poderia ser o dobro. São 600 mil empregos formais e informais. No Santiago Bernabéu e Camp Nou, 20% do público é composto por turistas. No Maracanã, nas semifinais de Libertadores, também. Mas só na semifinal. Taxistas, garçons, recepcionistas de hotéis, vendedores ambulantes nas praias e no estádio, qualquer pessoa com quem você conversar nesse dia, no Rio, terá trabalhado em algum momento para alguém que visitou a cidade por causa de futebol. Se não for pela nossa alegria, que seja para gerar emprego. E também pela nossa cultura. O país do futebol das meninas e meninos, homens e mulheres, a partir da Copa do Mundo feminina de 2027. Continua após a publicidade O plano tem de ser 40 anos em quatro. Cem anos em dez. O Brasil merece e precisa voltar a ser o país do futebol. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio Gretchen defende novo nariz de Simone após críticas: ?Está lindo? Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Flávio diz que aumento de Lula no Bolsa Família é 'comprar voto' dos pobres Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump