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Futebol Como o Paraguai segurou a França em campo e o que os rivais podem aprender Do UOL, na Filadélfia e em São Paulo 05/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Mbappé sofreu com as provocações dos rivais no duelo contra o Paraguai Imagem: FRANCK FIFE / AFP Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Para uns, a única estratégia possível para enfrentar um adversário bem mais forte. Para outros, antijogo que deve ser combatido. A postura do Paraguai diante da França dividiu opiniões. Mas é fato que o time sul-americano conseguiu segurar a França em campo (na bola ou na falta dela) e dificultar a vida da principal favorita ao título da Copa do Mundo. A estratégia do técnico Gustavo Alfaro era clara: armar uma forte retranca. Postou uma defesa bem fechada com linha de cinco e fez uma marcação muito intensa nos principais nomes franceses, muitas vezes com dobra na marcação. Craques como Olise, Dembélé e Mbappé não conseguiram jogar, sofreram para trocar passes, associar e, especialmente, entrar na área. Especialmente Olise e Dembélé, que se revezavam entre o centro do campo e a ponta direita e se deparavam com dois adversários prontos para não deixá-los jogar. Aline Sordili ChatGPT vê Brasil favorito, mas alerta para Haaland José Trajano Brasil fica em desvantagem no meio com Martinelli PVC Por que Martinelli deve ser titular contra a Noruega Michelle Prazeres Por que valorizamos mais remédios do que descanso A execução desta parte da estratégia foi muito bem feita e pode servir como inspiração para adversários da França. A dificuldade de entrar na área foi tamanha que o jogo reverteu uma tendência nas finalizações da equipe na Copa. Pela primeira vez, a França teve mais finalizações de fora da área do que dentro da área. Foi também a partida com maior número de cruzamentos do ataque francês. No duelo válido pelas oitavas de final, a França teve 15 finalizações no total (sendo cinco na direção do gol), cinco finalizações dentro da área e dez finalizações fora da área. Foram também 23 cruzamentos. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Já na partida válida pela segunda fase contra a Suécia, a França chutou a gol bem mais: 25 finalizações (12 na direção do gol), 16 finalizações dentro da área e nove finalizações fora da área. O número de cruzamentos diminuiu: 16. Considerando a fase de grupos, a estreia contra Senegal foi a partida em que o time de Deschamps menos finalizou:11 finalizações (8 na direção do gol). Mas ainda assim, os arremates aconteceram mais dentro da área (sete) que fora (quatro). A França fez nove cruzamentos: 9. Diante do Iraque, 19 finalizações, 12 dentro da área e 7 fora, além de 14 cruzamentos. E contra a Noruega, 18 finalizações, sendo dez perto do gol oito fora. O total de cruzamentos foi nove. Continua após a publicidade É bem verdade que nas raríssimas vezes em que teve a bola, o Paraguai não soube o que fazer com ela e que, mesmo nos dias de maior dificuldade, a França tem vários coelhos da cartola de onde tirar. No duelo foi Desiré Doué que entrou no lugar de Barcola. Diferentemente do companheiro que gosta de campo para correr, Doué tem habilidade com bola nos pés a ponto de sofrer o pênalti decisivo no segundo tempo. O Paraguai também adotou uma estratégia questionada de catimba, inclusive com jogador pisando na marca da cal na hora do pênalti, e provocações. Muitas delas com Mbappé como alvo. Mbappé mostrou serenidade ao marcar de pênalti para fazer o sétimo gol dele na Copa do Mundo, mas demonstrou irritação em muitos momentos da partida pela postura dos adversários. Ele se recusou a cumprimentar o goleiro paraguaio Orlando Gill e deu risadas diante dos adversários. "Se tivermos que sujar as mãos, sabemos como fazer. Sabemos jogar futebol sujo. Eles pensaram que íamos chegar e jogar de smoking, mas estávamos lá", afirmou ele, após a partida. Do outro lado, o meia Mauricio, do Palmeiras, negou qualquer desrespeito ao adversário. "Não é anti-jogo, a gente tinha uma forma de defender muito clara. Nunca querendo machucar ou causar dano para os jogadores da seleção deles. Nossa identidade sempre foi marcação forte e disputar jogada. Não foi com maldade em nenhum lance. A gente procurou ao máximo fazer de acordo com jogo, mas nunca de forma desrespeitosa", disse. De fato, em termos disciplinares o jogo foi equilibrado. O Paraguai cometeu 13 faltas e a França 11. Os franceses levaram três cartões amarelos e o Paraguai, nenhum. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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