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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Na contramão da 'Copa das estrelas', Espanha reforça aposta no coletivo Julio Gomes Colunista do UOL 10/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Mikel Oyarzabal e Lamine Yamal, da Espanha, comemoram em jogo contra a Arábia Saudita Imagem: Mattia Ozbot/Getty Images Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Messi, Mbappé, Haaland, Kane. Na Copa do Mundo das superestrelas, falta uma aparecer. É Lamine Yamal, o jovem prodígio da Espanha. Ele fez apenas um gol, no jogo contra a Arábia Saudita. Problema? Não, pelo menos no discurso dos espanhóis. Para chegar a uma semifinal de Copa somente pela segunda vez em sua história (a outra foi em 2010, ano do único título), a seleção ibérica segue apostando firme no coletivo, em um jogo de associações, entrega e sacrifício. Talvez o grande exemplo seja Oyarzábal, artilheiro da Espanha com quatro gols. Questionado pelo UOL se ele seria uma estrela da equipe, o atacante de voz baixa e postura tímida foi taxativo: "Eu me considero apenas um competidor que tenta fazer o melhor pelo time. O importante para nós é que a equipe funcione". "O grupo é nossa base. O que é ruim para a colmeia, é ruim para abelha", filosofou o técnico Luis de la Fuente, que assumiu a seleção espanhola após a Copa de 2022 e na caminhada conquistou a Euro dois anos atrás. Juca Kfouri A França de hoje lembra o melhor Brasil Aline Sordili Consumo na Copa sai do estádio e entra no algoritmo Alicia Klein Onde estão mulheres e negros nas transmissões? José Fucs O Itamaraty e a falácia da intervenção dos EUA A prova de que o que o técnico diz é a realidade é o próprio Oyarzábal, que não joga em uma grande equipe europeia - atua na Real Sociedad -, mas se beneficia do trabalho do time. "O treinador me pede para pressionar os defensores, tirar tempo para que pensem, forçar decisões sob pressão e tentar recuperar a bola no campo ofensivo. Quando conseguimos isso, criamos grandes oportunidades porque pegamos o adversário desorganizado", explica. O grupo e o coletivo. O coletivo e o grupo. São palavras que não saem da boca dos jogadores espanhóis, até mesmo reservas, como Gavi, que começou a Copa como titular e perdeu a posição. "Somos muito unidos e fazemos muitas brincadeiras nos treinamentos. Isso não impede que, quando chega a hora de competir, a gente compita com máxima intensidade. O ambiente é muito bom e essa é uma das nossas maiores qualidades. Jogue ou não, todos estão preparados. A qualquer momento pode surgir uma oportunidade para entrar e decidir uma partida", contou Gavi. Nas oitavas de final, a Espanha venceu Portugal com atuações decisivas de dois jogadores que entraram no segundo tempo, Ferrán Torres e Merino. Ferrán disputa posição com Baena, mas a probabilidade é que o time que venceu os portugueses seja mantido em Los Angeles, contra a Bélgica. "Escalar é o trabalho mais difícil. Cada jogo é diferente e algumas características de alguns jogadores se adaptam melhor para atacar ou defender o rival da vez. Se a gente troca, não é para castigar ninguém, é simplesmente porque no jogo imediato um outro jogador pode encaixar melhor. Aqui não tem cara feia, isso não cabe no vestiário. O mais importante é gerir um grupo, mais que o lado tático", explica o treinador De la Fuente. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Julio Gomes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora China: cobras escapam de criadouro após enchentes; país aguarda novo tufão Irã inicia nova era política após sepultamento de Khamenei Quem a seleção França lembra O que explica a crise de Brasil, Alemanha e Itália, maiores campeãs da Copa Mulher de direita no Congresso apoia política de paridade; homem, rejeita