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Só para assinantes Assine UOL Opinião Convocação de Ancelotti indica caminho de seleção que saiu da Copa perdida Pedro Lopes Colunista do UOL 09/09/2026 05h30 Deixe seu comentário Ancelotti observou João Pedro no Stamford Bridge Imagem: John Walton/PA Images via Getty Images Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A convocação da seleção brasileira será anunciada por Carlo Ancelotti hoje, às 15h, marcando o começo de um novo ciclo e começando a trazer as primeiras respostas de Brasil que terminou a Copa do Mundo soterrado por perguntas. Os próprios nomes da lista já irão indicar o que se passa na cabeça do treinador italiano. Qual é o seu plano? Ou até, ele tem um plano? São muitos problemas, e soluções que ainda precisam ser encontradas. É uma encruzilhada: optar pela ruptura e renovação drásticas do grupo, ou conduzir um processo mais gradual, ainda que a isso aprofunde a associação da camisa amarela ao período mais derrotado da sua história? Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Na opinião deste colunista, o segundo é o caminho seguro e possível. O Brasil já há tempos não produz jogadores de elite que sustentem um recomeço radical, e não pode - nem deve - prescindir de veteranos que ainda atuam no mais alto nível. Classificação e jogos Copa do Mundo No gol, candidatos a uma vaga como Carlos Miguel e Hugo Souza ainda dão sinais claros de irregularidade e oscilação. Bento, o mais jovem dos que brigaram por um lugar na Copa ficou de fora por uma falha grave às vésperas do Mundial. Goleiro é uma posição de longevidade, e Alisson pode ser importante na transição. Ele ainda é o melhor goleiro brasileiro em atividade. Nas laterais, o ciclo acabou para Danilo e Alex Sandro, mas Wesley ainda tem 23 anos. Mesmo Douglas Santos aos 31, ainda pode ser útil na passagem de tocha de uma posição carente e de soluções ainda pouco evidentes. Na defesa há nomes muito promissores como Vitor Reis, e jogadores experientes que ainda tem bastante a oferecer como Bremer ou Gabriel Magalhães. O mesmo vale para o meio, com o um desafio mais complicado: o de encontrar um novo Casemiro, ponto de equlíbrio e âncora defensiva. Continua após a publicidade No ataque, com a aposentadoria de Neymar com a camisa amarela, será necessário encontrar protagonistas para atuarem ao lado de Vini Jr. A seleção brasileira tem um papel a desempenhar nessa missão. Protagonistas são formados com minutos e história com a camisa da seleção. Caberá a Ancelotti conduzir uma transição que transforme nomes como Rayan, Estêvão e Endrick em nas peças incontestáveis do Brasil. Isso requer minutos como titular, investimento e aposta. Ancelotti começou seu trabalho na seleção indicando um apego às suas convicções: na relutância com Neymar, ou na utilização a conta gotas de Endrick. Na eliminação do Brasil diante da Noruega, gerou dúvidas ao abrir mão delas, quase todas, quase ao mesmo tempo. Agora o italiano terá oportunidade de mostrar, desde o primeiro degrau, o caminho que pretende construir. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Pedro Lopes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro'