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Futebol Scaloni busca final colocando assado e mate à frente do esquema tático Danilo Lavieri e Luiza Oliveira Do UOL, em Atlanta (EUA) 15/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Thomas Tuchel, técnico da Inglaterra, e Lionel Scaloni, treinador da Argentina, durante a Copa 2026 Imagem: CHARLY TRIBALLEAU / AFP Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O confronto entre Argentina e Inglaterra, marcado para as 16h (de Brasília) desta quarta-feira, pela semifinal da Copa do Mundo, traz um encontro de treinadores que, ao menos publicamente, se mostram em polos opostos. À beira do gramado, Lionel Scaloni e Thomas Tuchel representam maneiras bastante distintas de liderar suas equipes. Atual campeão do mundo, Scaloni tem adotado um discurso leve ao longo do Mundial. Em praticamente todas as entrevistas, reforça que quer desfrutar da competição e da oportunidade de disputar mais uma Copa do Mundo. Também faz questão de agradecer constantemente aos jogadores e de lembrar que, no fim das contas, trata-se apenas de uma partida de futebol, deixando de lado até temas importantes como a rivalidade existente entre os países por causa da Guerra das Malvinas ou por conta de 'La Mano de Dios' em 1986. O argentino já afirmou que o que mais gosta na profissão de treinador não é a prancheta, o esquema tático ou o 4-3-3, mas a convivência com o grupo, os momentos de churrasco e as partidas de truco. Segundo ele, durante a carreira como jogador, era valorizado justamente pelo perfil agregador dentro do elenco. José Fucs O 'choque de gestão' proposto a Flávio Bolsonaro Sakamoto Senado ignora apelo pelo fim da 6x1 e vai descansar Marco Antonio Sabino Há sindicatos que envergonham os sindicatos Tony Marlon Rio acerta com proibição de anúncio de bets Essa proximidade também aparece durante os jogos. Scaloni não hesita em discutir estratégias diretamente com os atletas e tratou com bom humor a repercussão da leitura labial de uma conversa com Paredes nas quartas de final contra a Suíça. "A tradução foi um pouco errada, um pouco estranha, não falei tudo o que estava ali", brincou. Para ele, é natural trocar ideias com quem está em campo, já que são os jogadores que enxergam o jogo de perto. "Quem está dentro do gramado é o jogador, não é o técnico. Eles sentem o que precisa. Por que não poderia conversar com eles?". Emocionado com frequência durante as partidas, o treinador também costuma fazer declarações públicas de admiração a Lionel Messi. Do outro lado está Thomas Tuchel, que tem conduzido a Inglaterra de maneira mais rígida. Nos últimos dias, o alemão dominou as manchetes ao cobrar publicamente uma melhora da equipe mesmo após a vitória por 2 a 1 sobre a Noruega. As críticas provocaram uma resposta de Jude Bellingham, que afirmou que o treinador não entendia o que era enfrentar adversários como os noruegueses e defendeu a importância de um bom ambiente no grupo. Nem mesmo a repercussão fez Tuchel mudar o discurso. Na véspera da semifinal, voltou a apontar falhas da equipe. O treinador afirmou que a Inglaterra cometeu muitos erros técnicos na última partida, o que prejudicou o ritmo de jogo, e destacou a necessidade de acelerar a construção das jogadas e melhorar a execução ofensiva diante da Argentina. "Creio que cometemos muitos erros na última partida, erros técnicos que nos dificultaram a encontrar nosso ritmo. Temos melhorado na parte da defesa, como um todo no coletivo. E, de verdade, temos que estar no nível mais alto no ritmo de construção de jogo e aceleração do ataque, com execução. Temos conseguido evoluir e contra um rival difícil, vamos buscar isso". Apesar da postura mais exigente, Tuchel também é apontado como responsável por mudar a mentalidade da seleção inglesa. Entre os jornalistas que acompanham a equipe, há a percepção de que o time se tornou mais determinado e passou a reagir melhor em momentos de dificuldade, alimentando a esperança de que o tradicional " Football is coming home " finalmente se concretize nesta Copa. Continua após a publicidade O alemão também mostrou que não teme decisões impopulares. Para o torneio, deixou fora nomes de peso como Phil Foden, Cole Palmer e Trent Alexander-Arnold, e mantém o mesmo tom de cobrança em suas entrevistas. O tom público não significa que não há preocupação para que os seus atletas tenham também um bom momento na concentração, que teve o cuidado da Federação Inglesa para ter uma piscina, sessões de massagem e relaxamento e até uma mesa de bilhar. O fato é que, como de costume, após o apito final de amanhã um dos estilos poderá virar motivo de problema para quem estiver fora da grande final contra a Espanha. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Por que a F1 não se importa em dividir o domingo com a final da Copa? O 'choque de gestão' proposto por Daniella Marques a Flávio Bolsonaro Dominada, França perdeu o jogo e a chance de ser lembrada para sempre Genial/Quaest: Aprovação do governo Lula supera numericamente desaprovação Rodri bate recorde na Copa, e Yamal vai superar marca de Mbappé na final