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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Real e Barcelona duplicam gastos e reativam rixa com 'balões' e Mourinho Thiago Arantes Colunista do UOL, em Barcelona 22/08/2026 05h30 Deixe seu comentário Bernardo Silva (à esquerda) e Rodri são reforços de Real Madrid e Barcelona para a nova temporada Imagem: Divulgação/Real Madrid e Barcelona Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A Liga Espanhola começou há uma semana, mas ainda não viu Real Madrid e Barcelona em campo. Os dois gigantes estreiam neste fim de semana, e o cenário é bem diferente das últimas temporadas. Após anos de contenção de gastos e movimentos modestos no mercado — a exceção foi a chegada de Mbappé ao Real, em 2024, sem custos de transferência —, os dois clubes colocaram a mão no bolso. O Real Madrid pagou 125 milhões de euros ao RB Leipzig por Yan Diomandé, de 18 anos, quebrando seu próprio recorde de valor por uma transferência. O atacante da Costa do Marfim puxou a fila de contratações, que também teve Marc Cucurella (50 milhões de euros), Carlos Espí (25 milhões de euros) e Denzel Dumfries (20 milhões de euros). Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo O clube da capital espanhola também acertou as chegadas do meio-campista Bernardo Silva, do Manchester City, e do zagueiro Ibrahima Konaté, do Liverpool, que estavam livres no mercado após fim de contrato. No total, o valor gasto foi de 225 milhões de euros (R$ 1,3 bilhão). Depois de anos com o pé no freio por causa de uma crise financeira e de restrições da própria liga, Barcelona também foi às compras. Em sua temporada mais ousada no mercado desde 2019-20, o clube catalão gastou 170 milhões de euros (R$ 973 milhões) com nomes como Anthony Gordon (85 milhões de euros), Karim Adeyemi (22 milhões de euros), Jesse Bisiwu (8 milhões de euros) e Rodri, recém-coroado melhor jogador da Copa do Mundo, por de 60 milhões de euros —com outros 20 milhões em variáveis por objetivos durante os próximos anos. Juntos, os dois gigantes gastaram 395 milhões de euros (R$ 2,4 bilhões), mais que o dobro das três temporadas anteriores. Os valores das contratações são os maiores desde a 2019-20, quando os valores chegaram a 665 milhões (4 bilhões, em valores atuais). Até hoje, o número é considerado totalmente fora da curva histórica: na época, o Real Madrid pagou 120 milhões de euros por Eden Hazard e 63 milhões por Luka Jovic; o Barcelona pagou 120 milhões de euros por Antoine Griezmann e 86 milhões por Frenkie de Jong, entre outras transação de ambos os clubes. O jogo dos 'balões' A chegada de Rodri ao Barcelona é considerada a grande aquisição do time culé no mercado. Não apenas pela esperada capacidade de se adaptar rapidamente ao estilo de jogo da equipe de Hansi Flick, mas também porque sua chegada ao clube significa uma vitória sobre o Real Madrid. Continua após a publicidade Há pelo menos três anos, o clube do Santiago Bernabéu tinha Rodri em uma lista de possíveis reforços. Depois da conquista da Copa do Mundo, o Real Madrid chegou a fazer uma proposta, mas o volante preferiu assinar com o Barcelona. O "balão" foi considerado histórico na capital catalã, mas ele também foi o troco por um movimento que o rival havia feito semanas antes, ao contratar Bernardo Silva. O português era um desejo do clube azul e grená havia anos, e chegou a negociar uma transferência, mas acabou seduzido pela chegada de José Mourinho ao Real Madrid. A rivalidade dos "balões" é algo intrínseco à rivalidade dos dois gigantes, desde que os Blancos tiraram Di Stéfano do rival, no fim da década de 1950. Casos como o de Luís Figo, no início deste século, e a novela de Neymar, na década seguinte, aumentaram a rixa histórica entre as duas equipes. Rodri e Bernardo Silva, em escala menor, são uma retomada desta tradição que construiu a história dos super rivais. Efeito Mourinho Mas, para a rivalidade Madrid-Barça, não há componente mais explosivo que o novo treinador da equipe madrilenha. José Mourinho foi auxiliar técnico de Bobby Robinson no Barcelona, mas sua história na Liga Espanhola foi escrita comandando o Real Madrid, entre 2010 e 2013. Continua após a publicidade De volta ao comando do maior vencedor da Champions League, o Special One está em outro momento da carreira — vem de passagens pouco brilhantes por clubes do segundo escalão europeu —, e promete causar menos polêmicas. Na sexta-feira, ele foi perguntado sobre que conselho o Mourinho de 2013 poderia dar ao Mourinho atual. O português respondeu que o Mourinho atual é que daria um conselho ao 2013: "seja mais tranquilo". Até quando o treinador conseguirá manter sua versão "paz e amor" é uma das questões a serem respondidas na atual temporada de La Liga. Há outras: como o Barcelona jogará sem Robert Lewandowski? O Atlético de Madrid conseguirá entrar na briga pelo título? Como será a volta do Deportivo da La Coruña à elite? Todas elas começam a ser respondidas pra valer neste fim de semana. No sábado às 16h30 com Espanyol x Real Madrid; e no domingo, o Barcelona enfrentará o Elche às 17h30 (horários de Brasília). Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. 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