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Futebol 'Não cabe pensar em 2030 agora', diz Trajano após queda do Brasil Do UOL, em São Paulo 05/07/2026 21h23 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Pensar em 2030 "não cabe" no dia da eliminação e a seleção precisa primeiro "sofrer" e entender o que aconteceu, disse José Trajano no Posse de Bola , do Canal UOL. O debate ocorreu após o Brasil cair nas oitavas da Copa do Mundo 2026, em derrota para a Noruega, e ouvir de Carlo Ancelotti que o time precisa de "novas ideias" e de jovens meio-campistas para um novo ciclo. Quer saber uma coisa? Eu estou falando que, à medida que o programa vai correndo, eu vou ficando mais Trajaninho [irritado]. Pensar no futuro agora, pensar em 2030 agora não cabe. Nós estamos diante de uma tragédia, de uma vergonha. Nós temos que sofrer, esse momento agora é de sofrimento. Tem que acabar esse sofrimento para começar a pensar depois. Estamos engolindo em seco ainda. Nós temos que tentar entender, ou não, o que aconteceu. Não só nossa derrota de hoje, como todo o papel do Brasil na Copa do Mundo. José Trajano Milly Lacombe Vini, Raphinha, Casemiro: a geração sem personalidade Mauro Cezar Vini bate pênalti mal e não deveria ter cobrado Alicia Klein A Copa do Mundo de Neymar foi um sucesso Alexandre Borges Os riscos de promover provocadores políticos Trajano ampliou a cobrança a Ancelotti e à CBF. Para ele, o treinador teve tempo para preparar o time e não apresentou "novidade", além de ter "convocado mal" e "escalado mal" ao longo do trabalho. A situação é eliminatória, nós fomos mal. Os amistosos, nós fomos mal. Os quatro jogos que nós jogamos fomos mal. Não apresentou nenhuma novidade. Convocou mal, escalou mal, não apresentou nenhuma novidade agradável, não mostrou um dedo dele como técnico vitorioso em relação à seleção. Foi um vexame, foi uma vergonha o Brasil ser eliminado nas oitavas. José Trajano Danilo Lavieri apontou que a estratégia montada para enfrentar Erling Haaland até fazia sentido no início, mas virou teimosia quando não funcionou. Ele também questionou a decisão no pênalti perdido por Bruno Guimarães e a ausência de protagonismo de Vinícius Júnior na cobrança. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Eu entendo quando ele fala que o Brasil já tinha essa ideia de ficar com pouca, não tanto com a bola, para não pressionar tão alto, para não dar velocidade para o Haaland. Ok. Faz sentido. Mas, a partir do momento que você vê que não está funcionando e você continuar ali cozinhando, isso que me choca mais. O Brasil foi como se estivesse jogando um amistoso. Danilo Lavieri PVC levou a discussão para além do jogo e defendeu um debate estruturado sobre formação, sobretudo no meio-campo. Na leitura dele, a eliminação expôs um problema de identidade: o Brasil aceitou jogar com apenas 35% de posse de bola, algo que ele considera incompatível com a vocação histórica da seleção. Eu entendi que o Brasil precisa descobrir novos meio-campistas. Ele trouxe para cá uma geração em que tinha muito mais atacante do que meio-campistas e o time tem 35% de bola. O Brasil não pode cair nas oitavas de final e fazer a pior campanha desde 66 e ficar conformado. Não pode. Doze anos depois do 7 a 1, que também não era para ter conformismo. PVC Continua após a publicidade Relacionadas 'Cafajeste'? 'Nunca me enganou'? Colunistas debatem Neymar contra a Noruega Danilo Lavieri: 'Não consigo entender por que Vini Jr. não bateu pênalti' PVC: 'Brasil não tem direito histórico de ter 32% de posse contra Noruega' Arnaldo Ribeiro concordou que a posse de bola não explica tudo, mas criticou a ideia de "dar a bola" ao adversário e esperar o erro. Para ele, mesmo contra seleções fortes como Argentina e França, a seleção não pode abrir mão do que chamou de "DNA do futebol brasileiro". O fato do Brasil enfrentar qualquer adversário, pode ser a Argentina ou a França, dando a bola para o adversário, simplesmente jogando no erro, não faz parte do DNA do futebol brasileiro. Nunca fez, nunca fará. E o maldito que pensou nisso está errado. Arnaldo Ribeiro Já Walter Casagrande fez uma crítica ao ambiente em torno da seleção e disse ver um retrato de desconexão entre desempenho e cobrança. Para ele, a eliminação nas oitavas veio acompanhada de uma cultura de "cortes" e "dancinhas", que esvazia a pressão por resultado. A torcida brasileira é a torcida TikTok. E o time do Brasil é o TikTok da dancinha. Eles foram eliminados nas oitavas, mas todo mundo fez corte. Todo mundo ganhou seguidores. A seleção brasileira é a mesma coisa, é reflexo uma coisa da outra. É uma torcida de TikTok. É um time de TikTok. Walter Casagrande Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Mauro Cezar: Eliminação era esperada; trabalho de Ancelotti é ruim Jornais detonam seleção no dia após eliminação: 'Brasil é um mito distante' Justiça condena Havan por se apropriar de voz de Paulo Vieira em propaganda 9 trocas simples na dieta que ajudam a baixar o colesterol Vini, Raphinha, Casemiro: a geração sem personalidade e sem rumo