Conteúdo Original
O Corinthians atravessa a pausa da Data Fifa entre prancheta e urgência: Fernando Diniz pode redesenhar o ataque a partir do segundo tempo contra o Fluminense, com Memphis Depay atrás de um centroavante e Rodrigo Garro recuado para iniciar a construção. Os 12 dias de trabalho também miram a recuperação de Yuri Alberto, o condicionamento de Memphis Depay e um lugar mais central para Breno Bidon, numa tentativa de devolver confiança a uma equipe sem vencer há seis rodadas no Brasileiro. [ , ] Mas a pausa não silencia a pressão: Fernando Diniz continua no cargo enquanto o Corinthians discute Luís Castro e recebe ofertas por Ramón Díaz e Paulo Pezzolano. A conversa sobre treinadores vem acompanhada de uma cobrança mais funda — a de que trocar o comandante, sem mexer nos problemas estruturais do clube, pode apenas reiniciar o mesmo ciclo. [ ] Fora de campo, o aperto é bem menos abstrato: receitas antecipadas, pagamentos em aberto e vendas de jogadores que não se concretizaram deixam o caixa sob tensão. A perspectiva de perder força nos patrocínios ligados às apostas aumenta a inquietação, justamente quando parte do acordo com a Esportes da Sorte já foi antecipada para cobrir compromissos. E, em outra frente, a Polícia Federal foi ao Parque São Jorge verificar a situação da Mega Assessoria Operacional; encontrou outra empresa regular prestando o serviço e encerrou a visita. [ , , ] Em contraste com a turbulência, o futebol feminino oferece uma noite de decisão: o Corinthians abre contra o São Paulo, na Neo Química Arena, a final do Brasileirão Feminino. É a décima final seguida das Brabas, em busca do oitavo título; o São Paulo tenta sua primeira conquista nacional, com a volta marcada para o Morumbis. A tradição pesa, mas clássico de final nunca aceita viver só de memória. [ , ]