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Futebol Da ironia do créu à apatia: como a torcida brasileira reagiu à queda Luiza Oliveira Enviada do UOL, em Nova Jersey (EUA) 05/07/2026 20h10 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Haaland marca de cabeça para a Noruega contra o Brasil Imagem: Al Bello/Getty Images De um lado, a força do row. Do outro, a ironia do créu. A disputa bem humorada saiu das ruas de Nova York e tomou as arquibancadas. Mas o que era uma resposta irônica e criativa da torcida brasileira aos rivais se transformou em frustração no Metlife Stadium. A derrota por 2 a 1 para a Noruega e a eliminação precoce nas oitavas de final da Copa do Mundo deixou a torcida apática e sem reação. Alguns foram embora nos minutos finais e nem viram o gol de pênalti de Neymar. Antes do jogo, o jeito de torcer refletia a cultura de seu povo. A remada do row mostrava a força, a organização e a disciplina norueguesa. Gestos totalmente sincronizados com uma grande coreografia que não precisa de ensaio. Milly Lacombe Vini, Raphinha, Casemiro: a geração sem personalidade Mauro Cezar Vini bate pênalti mal e não deveria ter cobrado Alicia Klein A Copa do Mundo de Neymar foi um sucesso Alexandre Borges Os riscos de promover provocadores políticos Os brasileiros responderam ao seu feito com criatividade, ironia e bom humor. Dos lados tupiniquins, o "row" virou créu em alusão a um funk que vai da velocidade 1 a 5. A torcida verde e amarela estava presente em número muito maior e não necessariamente formada só por brasileiros. Chineses, japoneses e nacionalidades de todo o mundo se juntaram nos cânticos. Na hora da execução do Hino nacional, um grupo de indianos não conhecia a letra, mas cantarolaram o ritmo inventando uma letra própria. Tomaram bronca de uma torcedora que achou que foi desrespeitoso. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Nos minutos iniciais da partida, a torcida da Noruega atrás de um dos gols entoou o "row". Do lado oposto, os brasileiros responderam no ritmo do "creu, creu, creu". Após a velocidade 5, vem a cantoria "essa canoa vai virar, ole ole ola". Ao longo da partida, a torcida da Noruega se manifestava de um jeito mais contido. Com aplausos efusivos em um ou outro lance de ataque. Quando não faziam o "row", os torcedores erguiam os braços para cima também de forma coreografada. Os brasileiros, mais festivos, cantavam "Ole, ole, ole, vai começar a festa', ainda que o Brasil estivesse passando sufoco no jogo. Continua após a publicidade Nos jogos do Metlife, a parada para hidratação costuma provocar vaias que geralmente são substituídas por danças quando a música emplaca. Dessa vez, as canções escolhidas "Macarena" e "Hips Don't lie" da Shakira não empolgaram nenhuma das duas torcidas. Apenas alguns dançando a famosa coreografia do hit dos anos 80. Se os brasileiros eram mais cantarolantes durante o jogo, Erling Halaand mudou o cenário. O primeiro transformou o lado norueguês em festa no Metlife. O segundo fez torcedores noruegueses caíram em lágrimas diante da classificação iminente. Nos acréscimos, o pedido de pênalti em Casemiro levantou um grito na torcida brasileira. Apenas o último suspiro de quem mais uma vez vai embora cedo para a casa. O apito final fez explodir o mar vermelho no Metlife Stadium. Uma conexão perfeita entre torcida e jogadores no "row" que se tornou uma das cenas mais icônicas da Copa. Do outro lado, os brasileiros restantes no estádio seguiam apáticos apenas assistindo ao show. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora 'Vida virou um inferno', diz moradora de Pinheiros sobre barulho de bares Jornais detonam seleção no dia após eliminação: 'Brasil é um mito distante' Mauro Cezar: Eliminação era esperada; trabalho de Ancelotti é ruim Vini Jr. deveria ter batido pênalti contra a Noruega? Colunistas debatem Vini, Raphinha, Casemiro: a geração sem personalidade e sem rumo