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O Octógono retorna ao Meta Apex neste sábado (31), para a realização do UFC Vegas 123 . Na luta principal da noite, Renato Moicano enfrenta o australiano Tom Nolan em um confronto válido pelo peso-leve. Atual 12º colocado no ranking da categoria, o brasileiro busca uma vitória para se aproximar novamente dos primeiros colocados. Em entrevista à ESPN , Moicano falou sobre os planos para o futuro da carreira e revelou que ainda tem três lutas previstas em seu contrato com o UFC . O brasileiro afirmou que pretende cumprir o vínculo atual antes de avaliar as possibilidades para a sequência da trajetória no MMA , mas não descartou atuar em outras organizações ou até participar de eventos de boxe e confrontos envolvendo influenciadores. "Eu tenho mais três lutas no contrato no UFC. E eu planejo fazer essas três lutas, encerrar meu contrato, e depois ver o que tem aberto pelo meu caminho de luta ainda. Vai saber se o UFC me renova um bom contrato. Tem muito evento acontecendo também", afirmou. O lutador também comentou a possibilidade de criação de um sindicato para representar os atletas do UFC, especialmente nas negociações por melhores pagamentos. O tema ganhou repercussão após declarações recentes de Moicano sobre as condições financeiras dos profissionais da organização e o desequilíbrio nas negociações entre os lutadores e a empresa. O brasileiro se posicionou favoravelmente à liberdade de organização dos atletas, desde que a adesão seja voluntária. Para ele, os próprios lutadores devem decidir se querem criar uma entidade representativa e escolher quem ficará responsável por defender os interesses da categoria. "Sou a favor da liberdade das pessoas se organizarem para poder negociar. Obviamente, é uma força desigual em relação ao UFC, mas é a vida, não tem muito mercado", declarou. Moicano reconheceu que existe uma diferença significativa de poder entre a organização e os atletas, principalmente aqueles que ainda estão construindo seus nomes no esporte. Segundo o peso-leve, enquanto lutadores populares podem encontrar oportunidades em outros eventos, a realidade é diferente para a maioria dos profissionais, que possuem menos alternativas no mercado. Sobre a remuneração, o brasileiro afirmou que os atletas deveriam receber bolsas maiores, mas defendeu que a discussão aconteça diretamente entre os lutadores e o UFC. Ele também acredita que o crescimento do MMA e o surgimento de novos mercados podem contribuir para uma valorização gradual dos profissionais. "Eu acredito que deveria ser pago mais, mas isso tem que ser uma negociação dos atletas direto com a organização", explicou. O peso-leve também citou a própria trajetória como exemplo. Segundo ele, começou no UFC recebendo pouco e conseguiu aumentar seu valor de mercado com o desempenho e a popularidade conquistada ao longo da carreira. Ainda assim, Moicano afirmou que pretende buscar melhores condições financeiras nos próximos acordos. Para o brasileiro, além da possibilidade de criação de um sindicato ou de movimentos coletivos, os lutadores também precisam trabalhar individualmente para aumentar o próprio valor comercial. "Uma das formas mais fáceis de ganhar mais é olhar para você, ver o que pode melhorar, se tornar mais atraente para o mercado e para o UFC e, consequentemente, aumentar o valor do seu trabalho. Foi o que eu fiz", concluiu. Com três lutas restantes no contrato, Moicano ainda tem compromissos importantes pela frente no UFC, mas já começa a projetar os próximos passos da carreira. Enquanto busca uma vitória sobre Tom Nolan neste sábado, o brasileiro mantém em aberto a possibilidade de renovar com a organização ou explorar novos caminhos no MMA, sem deixar de lado a busca por melhores condições financeiras.