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Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 Yuri Falcão Beatriz Ferreira Jogos Sul-Americanos de Santa Fe Bolinha Servílio de Oliveira Esquiva Falcão Yamaguchi Falcão Ezequiel Medina Gomez Seleção Brasileira de Boxe

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O boxe é uma das modalidades que mais trouxe medalhas para o Brasil na história dos Jogos Olímpicos . A primeira foi com Servílio de Oliveira, na Cidade do México em 1968, e a mais recente foi a de Beatriz Ferreira, bronze nas Olimpíadas de Paris em 2024. Outro momento especial do boxe brasileiro foi nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, quando a delegação trouxe para casa três medalhas, sendo duas conquistadas pela família Falcão. Esquiva trouxe a prata, enquanto Yamaguchi, a de bronze. Bia Ferreira segue na equipe olímpica. A família Falcão e a Oliveira também, mas agora com seus “herdeiros”. Luiz Oliveira, o Bolinha, é neto de Servílio e foi vice-campeão mundial no ano passado, além de já ter disputado os Jogos Olímpicos de Paris. Ao lado dele, Yuri Falcão, sobrinho de Esquiva e Yamaguchi, busca sua primeira participação olímpica e também ficou com a medalha de prata no Mundial de 2025. Com os Jogos Olímpicos de Los Angeles no horizonte, os dois representam famílias muito tradicionais do boxe brasileiro e conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fe, no mês passado. “Foi uma experiência maravilhosa. Foram três lutas em que a gente enfrentou bons adversários e, no meu caso, eu lutei contra um argentino na final. O estádio estava lotado, a arquibancada cheia e foi muito bom ter ganhado dele na casa dele.” contou Bolinha, que conquistou o ouro na categoria até 60 kg, em entrevista exclusiva para a ESPN . “Foi uma emoção gigante, o ginásio estava lotado, e pelo jeito, o brasileiro é muito querido lá. A gente quebrou a banca dos caras e mostrou mais uma vez que aqui é Brasil.” exaltou Yuri Falcão, que conquistou o ouro na categoria até 65 kg e foi o grande destaque dos Jogos com um nocaute impressionante. “Quando eu vi o moleque no chão, fiquei um pouco assustado e preocupado. Preocupado porque ele saiu de maca. Mas depois, graças a Deus, ficou tudo bem. Quando eu desci do ringue, aí sim eu comemorei com os parceiros e com o Bolinha.” O boxe brasileiro comemorou 10 medalhas nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé e liderou o quadro de medalhas da competição. Bolinha e Yuri comemoram juntos, assim como compartilham a rotina de treinos e as expectativas de crescerem em famílias de lendas do boxe. “A gente treina junto, sofre junto, se mata, tira peso, troca ideia e compartilha tudo. É quando a gente vê que tudo o que fez aqui deu certo. Meses treinando, tomando puxão de orelha”, destacou Yuri. “A gente só não sobe no ringue junto porque não pode”, brincou Bolinha. “Para a gente é como se fosse uma família. Todos os dias a gente está aqui junto. Finaliza o treino, a gente está junto e come junto. Então, é bem uma relação de família mesmo.” A família da seleção é quase uma extensão da de sangue. As luvas e as expectativas estão presentes desde a infância na casa dos dois campeões. “Sendo de uma família de boxeadores, as pessoas já esperam que a gente seja como os nossos familiares. Então, isso acaba nos incentivando a representar muito bem a família e conquistar os mesmos resultados, se não melhores”, explica Bolinha. Yuri também vive essa realidade. “As pessoas passam na rua e falam: ‘Esse aqui também vai ser boxeador’. A gente almeja chegar nesse patamar também, ou até maior. Eu brinco com meu tio, que eu já fui campeão sul-americano, medalhista pan-americano e mundial. Aí, ele fala ‘quando você ganhar nas Olimpíadas, você vem falar comigo’. Rola essa brincadeira e é muito legal.” Essa expectativa também existe dentro da própria família de Bolinha, que serve como combustível para o neto de Servílio de Oliveira. “Por ele ser meu avô, eu não tenho muito essa brincadeira, mas ele sempre fala: "você vai chegar lá". "Eu coloco isso na minha cabeça. Estou trilhando o meu caminho. Quero chegar lá e vou, é só uma questão de tempo. A gente está trabalhando muito duro todos os dias. Em todas as competições a gente entrega o melhor. Devagarzinho a gente está chegando.” Degrau a degrau, os ‘herdeiros’ do boxe estão se firmando como grandes candidatos ao pódio nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. Após o ouro nos Jogos Sul-Americanos, os dois buscam a vaga nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no ano que vem. Yuri já garantiu seu lugar após chegar nas semifinais do Campeonato Pan-Americano de Boxe, disputado nesta semana em Puebla no México. Bolinha acabou superado nas quartas pelo dominicano Ezequiel Medina Gomez e terá que disputar um torneio qualificatório no começo do ano que vem para carimbar o passaporte para Lima. Em 2027, o Mundial será outro degrau muito importante, já que será a primeira competição a classificar para os Jogos Olímpicos. Se tudo correr bem, depois será a vez de subir no ringue em Los Angeles, carregando o sobrenome ‘pesado’ de duas das famílias mais tradicionais do boxe brasileiro.