Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Opinião A esfinge Ancelotti é menos indecifrável do que aparenta Juca Kfouri Colunista do UOL 06/07/2026 12h20 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O técnico do Brasil, Carlo Ancelotti, indo embora da Copa Imagem: Jeenah Moon Carlo Ancelotti chegou para mudar o futebol brasileiro e em um ano acabou mudado pelo futebol brasileiro. Chegou para tirar o bolor e embolorou-se. Conseguiu o milagre de renovar o contrato de um milhão de dólares por mês sem ter entregado o prometido durante a vigência do contrato anterior. Juca Kfouri Trump age como dono do mundo no caso Balogun Milly Lacombe Vini, Raphinha, Casemiro: a geração sem personalidade Casagrande Por que Neymar foge de perguntas difíceis Alexandre Borges Os riscos de promover provocadores políticos Mas se divertiu para valer nos carnavais do Rio e de Salvador. Além de virar garoto-propaganda de cerveja, belo exemplo para a garotada e esportistas em geral. Com mais quatro ano de contrato pela frente, terá tempo de conhecer também os carnavais de Olinda e de São Paulo, além do Festival Folclórico de Parintins e outras comemorações nacionais, ainda mais agora que ele já sabe cantar o Hino. Ancelotti curvou-se à mediocridade vigente na CBF, não tomou as devidas precauções para se blindar de certas companhias que nada acrescentaram à vida dele e foi mais um a prestar submissão a Neymar. Aparentemente morreu abraçado com ele, embora sempre possa apostar na ressurreição. Porque ficou a impressão de que o simpático e elogiável esforço dele em falar português acabou por servir mais para usar o discurso como meio de esconder o sentimento. Eram 100% para convocar que viraram para hora da Copa e que viraram para quando a Copa começasse, com a observação de que a Copa só começaria nas quartas de final. Continua após a publicidade Pois não começou! Repetiu-se a façanha de 36 anos atrás com a eliminação nas oitavas. E olhe que, então, sob o comando de Sebastião Ancelotti, quer dizer, Lazaroni, eliminado pela genialidade de Maradona num clássico em que a Seleção Brasileira jogou melhor. O Nonno não cuidou da própria biografia como um dos treinadores mais vitoriosos do futebol mundial. Aquiesceu em participar da festa brega e ostentatória da convocação, faturou mais algum da fábrica de automóveis, anunciou o nome do menino Ney e agora viverá o amargor de não mais ser visto como solução. Teria sido melhor para CBF o projeto inicial com a contratação de Jorge Jesus. Que conhecia o futebol brasileiro e se teve peito para barrar Neymar em clube da Arábia Saudita, imagine na Seleção. Continua após a publicidade Ancelotti não é uma esfinge. Revelou-se apenas mais um como homem ganancioso. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Bélgica recorre e contesta Fifa por liberação de Balogun contra os EUA Empresários dos EUA tentam convencer Trump que tarifar Brasil é ruim Traição abalou relação de líderes da Bélgica antes de se tornarem estrelas Trump confirma interferência em caso Balogun e diz que Claus é 'suspeito' Fifa mantém anulação de suspensão de Balogun; Bélgica vai contestar jogador