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Kléberson diz que gostaria de ver Danilo como substituto de Paquetá Pentacampeão em 2002, Kléberson acredita que a Seleção Brasileira pode viver um roteiro parecido agora na busca pelo hexa. "Arma secreta" de Felipão daquela vez, o ex-volante gostaria de ver Danilo Santos como o substituto de Paquetá no jogo contra a Noruega, neste domingo, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google ✅ Clique aqui e siga o canal do ge PR no WhatsApp Kléberson observa em Danilo Santos uma característica que ele mesmo teve durante a Copa de 2002 e o ajudou a ser um dos personagens essenciais para garantir o título do Brasil: a leveza ao entrar em campo. — Eu vejo a história bem parecida assim com a do Danilo [Santos], do Botafogo. Ele é um atleta que foi chamado logo nas partes finais e, quando ele entrou, senti que a camisa do Brasil ficou leve pra ele. Senti que ele desfrutou do momento — disse o ex-atleta, em entrevista ao ge. 1 de 5 Kléberson analisa mundial de 2026 — Foto: Jairton Conceição/RPC Kléberson analisa mundial de 2026 — Foto: Jairton Conceição/RPC Com uma lesão muscular na posterior da coxa esquerda, Lucas Paquetá não vai conseguir estar em campo contra a Noruega. Com isso, abre uma vaga para um meio-campista ou até para um atacante, dependendo da decisão do técnico Carlo Ancelotti. — Eu sei que com essa lesão do Paquetá, pode ser que tenha essa possibilidade, ele, Martinelli ou qualquer outro atleta que o Ancelotti queira colocar, mas eu enxergo ele bem parecido na maneira que eu entrei, no finalzinho, não sentindo o peso, próximo dos grandes. Então seria um jogador interessante de ver ali — completou. Surpresa em 2002 Geninho revela bastidores de papo com Felipão para mudança tática e arma secreta do penta Antes de conquistar a titularidade na Copa do Mundo de 2002 e dar a assistência para o gol do título da Seleção, Kléberson traçou uma trajetória de paciência ao lado dos companheiros estrelados daquele elenco que se tonaria pentacampeão do mundo. O volante conquistou a vaga na Copa depois de ter sido campeão brasileiro pelo Athletico em 2001 e era um dos rostos menos conhecidos do time de Felipão. Durante o Mundial, entrou contra a Costa Rica e a Bélgica, e se tornou titular nas quartas de final contra a Inglaterra. + Geninho revela bastidores de papo com Felipão para mudança tática e "arma secreta" do penta Na época, na preleção antes da partida decisiva contra a Inglaterra, Felipão conversou com o volante e foi ali que o treinador conseguiu tirar todo o clima de pressão de Kléberson para o jogo, quando disse que os adversários não conheciam o atleta. — Como eu era muito novo, eu senti a pressão que tinha um Rivaldo, um Ronaldo, um Roberto Carlos, um Cafu. Eu senti o tanto que esses jogadores tinham que se concentrar e se preparar para um momento importante que é uma Copa do Mundo — relembrou. — Quando o Felipão começou a apontar para cada jogador e chegou em mim e olhou e falou: Kléberson, ninguém sabe quem é você, ninguém está esperando qual é o seu futebol, eu só quero que você jogue igual você joga no Athletico Paranaense. Ali tirou toda aquela pressão que eu poderia ter — contou o penta. 2 de 5 Brasil x Inglaterra Copa do Mundo 2002 — Foto: Martin Rose/Bongarts/Getty Images Brasil x Inglaterra Copa do Mundo 2002 — Foto: Martin Rose/Bongarts/Getty Images Depois da vitória sobre a Inglaterra, Kléberson não saiu mais do time titular. Na final contra a Alemanha, chutou uma bola na trave de Oliver Kahn e deu a assistência para Ronaldo marcar o gol do título. — Eu sabia as ações que tinha que fazer de campo, Eu já tinha treinado, já tinha passado por esse período muito com o Atlético Paranaense. E eu naquele momento no Brasil, eu que estava executando melhor essa função. Então para mim foi muito fácil me adaptar, jogar livre, arriscar um pouco mais, ser um pouquinho mais ousado, mas fazendo aquilo que eu fazia no Athletico — observou. Denílson neles: "Papai" Felipão conta bastidores do penta em 2002 Noruega e o carinho dos torcedores Kléberson viu de perto a Noruega, próxima adversária do Brasil na Copa do Mundo. O ex-jogador esteve na partida do time de Haaland contra Senegal, no Metlife Stadium, em Nova Jersey, pela fase de grupos, e notou o carinho que torcedores de outros países têm tido com a seleção norueguesa. — Toda a Copa do Mundo sempre tem uma seleção que começa a ser carinhosa por todos os países e a Noruega está indo para esse caminho. Eu estive no jogo deles e percebi o quanto as outras torcidas, outros países estão gostando do estilo da Noruega jogando — disse Kléberson. Troca de Passes discute o possível substituto de Lucas Paquetá Dentro de campo, o ex-volante analisa que o Brasil precisa estar atento aos contra-ataques e proteger bem a área para tentar parar Haaland. — A Noruega é um time que tem jogadores muito altos, jogadores muito bons no um contra um, e tem uma verticalidade muito boa com o Haaland. Então qualquer situação ele pode segurar muito bem a bola lá na frente, pode atacar bem os espaços e é um jogador que dentro da área exige muito cuidado — analisou. — É um jogo difícil, o Brasil precisa estar muito atento, porque nós somos uma seleção que gosta de ficar com a bola e eles vão procurar bastante verticalidade. Eu acho que o Brasil vai empurrar eles para trás, mas temos que estar atentos nessa questão dos contra-ataques — emendou. Expectativa por Endrick Kléberson fala sobre expectativa por Endrick e relembra fala de Felipão Além de Danilo Santos, Kléberson destacou outro jovem da Seleção Brasileira, elogiando a postura de Endrick nesta Copa do Mundo. — Eu tiro o chapéu para o Endrick, porque ele aceita essa pressão. Você vê ele pedindo para entrar, vê ele aquecendo empolgado para entrar em campo e realizar aquilo que ele gosta de fazer. Isso é muito valioso em um atleta jovem como ele — disse. 3 de 5 Endrick e Vini Jr. em Brasil x Escocia — Foto: REUTERS Endrick e Vini Jr. em Brasil x Escocia — Foto: REUTERS Pentacampeão aos 22 anos, Kleberson aponta uma diferença importante entre a trajetória que os mais jovens tinham futebol no início dos anos 2000 e agora. Para o ex-volante, hoje os jogadores mais novos já somam experiências fora do país, em grandes times europeus. — Esses atletas estão saindo mais jovens do que da época que eu saí. Estão tendo oportunidade de jogar em campeonatos europeus, de às vezes não dar certo em um lugar e mover para outro lugar. Eu, quando eu saí do Athletico, a minha experiência que tinha de jogo de altíssimo nível foi a final do Campeonato Brasileiro contra o São Caetano — afirmou. Protagonismo de Bruno Guimarães "Se consolidou": Kléberson elogia amadurecimento de Bruno Guimarães na Seleção Garçom da Seleção Brasileira na Copa, Bruno Guimarães começou a se destacar no futebol quando estava no Athletico e, assim como Kléberson, também foi campeão pelo clube. O penta analisou como o volante amadureceu e está vivendo o Mundial de responsabilidade em campo. + Campeões com Bruno Guimarães no Athletico elogiam boa fase do volante na Copa; assista — Ele está encarando com naturalidade e quando você tem um jogador desse calibre em uma partida, em qualquer momento ele pode mudar o jogo, como foi contra o Japão. Acho que há quatro anos, aquela bola que ele dominou, ele ia se sentir confiante tentar fazer o gol. Ele visualizou o espaço melhor e tocou a bola para o Martinelli. Então, você começa a ver a evolução do atleta — opinou. — A gente torce que ele continue nesse caminho e que a seleção possa tirar mais proveito para que a gente possa utilizar ele mais, que ele continue sendo o protagonista, porque esses são os atletas que podem ajudar a gente a conseguir esse tão sonhado título aí — completou. 4 de 5 Bruno Guimarães comemora vitória do Brasil sobre o Japão na Copa do Mundo — Foto: Getty Images Bruno Guimarães comemora vitória do Brasil sobre o Japão na Copa do Mundo — Foto: Getty Images Favoritismo da França A França é o time que mais chamou atenção de Kléberson na Copa de 2026. O ex-volante vê o time de Dechamps como a equipe que mais tem repertório ofensivo, além de contar com craques e jogadores que se destacam pelo duelo individual. — O Mbappé é um jogador que dispensa comentários. Eu adoro o Olise, é muito dinâmico, cria bastante, não tem medo de ir para o um contra um. E eu vejo a França como a equipe com maiores variações no terço final do campo. Esse é o time que eu gosto de acompanhar — elegeu. — Tem o Mbappé, que ataca tanto o corredor central, o corredor aberto, e tem outros jogadores também que fazem as mesmas situações. Quando eu olho os jogadores da França jogando, parece que eles estão jogando leve, sem pressão, estão jogando aproveitando aquele momento — completou. 5 de 5 Dembélé, Mbappé e Olise comemoram gol em vitória da França contra a Suécia na segunda fase da Copa do Mundo — Foto: Simon Stacpoole/Offside/Offside via Getty Images Dembélé, Mbappé e Olise comemoram gol em vitória da França contra a Suécia na segunda fase da Copa do Mundo — Foto: Simon Stacpoole/Offside/Offside via Getty Images 11 vídeos Mais do esporte paranaense em ge.globo/pr