🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Palavras-Chave

Entidades Principais

fifa copa do mundo nba mls gianni infantino usa del piero fox news

Conteúdo Original

Futebol Fifa aceitou 'americanizar' o futebol para adaptá-lo ao principal país-sede Rodrigo Mattos Do UOL, em Miami (EUA) 17/06/2026 05h30 Atualizada em 17/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Katy Perry cantou ao lado de Tius Luka, de 10 anos, na abertura da Copa do Mundo nos EUA Imagem: REUTERS/Lisi Niesner As propagandas nos intervalos de jogos da Copa na Fox News tentam convencer o público americano de que deve gostar de futebol, seja com frases didáticas com auto-ironia, seja com a presença de astros de cinema. Não é ainda certo que o futebol conquistou o público local —tudo vai depender da seleção do país. Mas uma certeza é de que os EUA transformaram o esporte na Copa. O evento, o jogo e as transmissões passaram a ter a roupagem e a lógica dos esportes americanos. Juca Kfouri Gênio Messi estava se guardando para a Copa Casagrande Dia histórico graças a Messi, Mbappé e Haaland Aline Sordili Duelo EUA x China joga bilhões de dólares no Brasil Daniela Lima Lula vai criar série de programas para atrair MEIs A Fifa já tinha iniciado esse processo na Copa do Qatar, em 2022. No Oriente Médio, incluiu música pop, jogo de luzes e câmeras nos torcedores. A ideia era "animar a galera", como ocorrem em jogos da NBA ou da NFL. Ao que se viu na última Copa, acrescentaram-se ainda mais elementos da indústria de entretenimento americana. Agora, os jogadores de todo o elenco entram juntos para cantar o hino no meio do campo, com grandes bandeiras expostas. A ideia foi do ex-jogador Del Piero, segundo o presidente da Fifa Gianni Infantino. Italiano, ele encerrou sua carreira jogando na MLS, a liga americana de futebol. Foi uma mudança em relação ao Mundial de Clubes em que a Fifa tentou apresentar jogador por jogador, como nos esportes americanos. Não deu muito certo: demorava e ninguém gostou. Outro elemento na Copa foi a inclusão de cheerleaders em shows de intervalo, exatamente como nos esportes mais praticados nos EUA. A própria venda de ingressos para a Copa foi americanizada. Além de ter inflado os preços iniciais, a Fifa estabeleceu o preço dinâmico para a revenda. Isso elevou os valores em até 22 vezes em levantamento feito pelo UOL antes do Mundial. A revenda é legal no mercado americano. Por isso, Infantino justificou que, se a Fifa não assumisse essa negociação, o mercado secundário passaria a controlar e lucrar com os ingressos com preços inflados. Torcedores tradicionais de futebol, da Europa e América do Sul, se revoltaram com a nova realidade. Continua após a publicidade Nem o campo fugiu da adaptação à lógica "made in USA". O calor excessivo em sedes anteriores obrigou a Fifa a prever hidratação em algumas partidas, como virou regra no futebol mundial. A entidade, no entanto, preferiu colocar a hidratação como obrigatória por três minutos para todo o Mundial, independente da temperatura. Resultado: o futebol virou um esporte com quatro quartos, igual a NBA. Os veículos detentores de direitos de transmissão passaram a ter direito a propagandas de até cerca de 2 minutos nesse intervalo. Ou seja, o futebol ficou bem parecido, por exemplo, com o basquete que tem quatro quartos com série de ações de marketing entre eles. A Fox News, que tem os direitos nos EUA, chegou a atrasar a volta de uma transmissão e pegou um jogo já recomeçado. O que seria uma heresia no Brasil é normal em esportes americanos. A emissora, no entanto, tratou de não repetir o erro pois descumpria a norma da Fifa de voltar 30 segundos antes do jogo. Houve um fator em que a lógica dos EUA não se sobrepôs à Fifa: o nome dos estádios. Todos têm naming rights vendidos, o que é uma grande fonte de receita, mas seus nomes na Copa são apenas os nomes das cidades. A federação internacional não permite associação de nenhum patrocinador à Copa sem que tenha um contrato remunerado. Por isso, os nomes das empresas foram tampados nos estádios. Isso causou estranheza entre os americanos, acostumados a chamá-los pelo naming right. Continua após a publicidade A Fifa e representantes do governo americano têm repetido que a Copa é como "78 Superbowls no país" , em comparação com o maior evento esportivo do país. Ambos de fato fizeram o possível para tornar os eventos o mais parecidos possíveis. Quem sabe assim convence os americanos de gostar do futebol. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Duelo entre EUA e China derrama bilhões de dólares no Brasil Recursos, extradição: o que acontece após o STF condenar Eduardo Bolsonaro Portugal estreia na Copa celebrando Ronaldo, mas já procura um sucessor Inglês que ia cruzar oceano com barco de 1 metro desiste e pede socorro Brasileiro Rafael Câmara dá volta por cima na F2 e chama a atenção da F1