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"Eu tenho a escalação bastante definida" diz Ancelotti sobre time e convocação para Copa Matheus Cunha concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira, antes do treinamento da seleção brasileira em Orlando, onde o Brasil enfrenta nesta terça a Croácia. A seleção croata eliminou os brasileiros na última Copa do Mundo, mas o atacante não vê motivo para o amistoso ser visto como revanche. Matheus Cunha descarta revanche contra a Croácia: "A gente vê como oportunidade" Para o jogador do Manchester United, a Seleção tem a oportunidade de enfrentar mais um adversário de grande nível às vésperas do Mundial, depois de um ciclo com pouquíssimos jogos contra times europeus. 1 de 1
Matheus Cunha em ação em Brasil x França — Foto: Rafael Ribeiro / CBF Matheus Cunha em ação em Brasil x França — Foto: Rafael Ribeiro / CBF - Croácia e França são seleções que estão nas prateleiras mais altas do futebol mundial. Normalmente a gente não tem tantas experiências como esses jogos. A gente joga dentro do futebol sul-americano. É maravilhoso estar tendo essa oportunidade - disse Matheus Cunha. "Não tem como ver como revanche, a gente vê como oportunidade. A gente quer entrar lá e sair vitorioso, porque não há outro pensamento com essa camisa que não seja ganhar o jogo", disse Cunha. Brasil sofre dois gols em contra-ataques e perde para a França Na última quinta-feira, o Brasil jogou mal contra a França e perdeu por 2 a 1, mesmo com um jogador a mais durante quase todo o segundo tempo. Segundo Matheus Cunha, a derrota não abalou a confiança da Seleção, a dois meses da Copa do Mundo. Veja na íntegra a coletiva de Matheus Cunha antes de amistoso da Seleção contra a Croácia - Não mudou nada na nossa confiança. Vocês jornalistas, como torcedores e nós jogadores temos a mesma ideia do que fazer. Ser campeão da Copa do Mundo, assim como grandes ídolos. Independentemente da derrota, que nos deixa decepcionados, nos demonstra também uma certa tranquilidade que a gente tem o caminho. Nada mudou na nossa confiança. É bom saber que temos uma margem de melhora grande. Ancelotti garante Danilo, do Flamengo, na Copa: "Estará na lista final porque gosto dele" Matheus Cunha, então, foi perguntado sobre o que a Seleção precisa melhorar. O atacante destacou que é preciso mais entrosamento do time brasileiro. - É uma mistura de tudo. Como todo mundo, a gente quer entregar o máximo que a gente pode. É muito de informações também do que a gente tem. Pedir uma bola em profundidade, outros gostam mais de bola curta... Tivemos algumas lesões, entrar e adaptar o mais rápido possível. É sobre isso de estar aqui e fazer todo mundo performar em um nível como nos clubes. Felipe Melo comenta sobre postura dos jogadores da Seleção no pós-jogo Brasil e Croácia jogam nesta terça-feira às 21h, em Orlando. É o último amistoso da seleção brasileira antes de o técnico Carlo Ancelotti divulgar a convocação para a Copa do Mundo. A lista final será divulgada no dia 18 de maio, no Rio de Janeiro. Antes do Mundial a Seleção ainda enfrentará o Panamá, dia 31 de maio, no Maracanã, e o Egito, dia 6 de junho, em Cleveland, nos EUA. Veja outras respostas de Matheus Cunha: Como enfrentar a Croácia? - As táticas ele (Ancelotti) tem sempre conversado com a gente para a gente se adaptar. A Croácia tem um estilo de jogo diferente, mais compacto. Sem dúvida ele vai preparar a gente para um jogo diferente, mas sem perder a nossa personalidade. Ele ainda não passou a definição 100%, ainda tem o treino de hoje. É estar sempre preparado para fazer o possível que ele desejar. Adaptação - Dentro de todas as expectativas que todos colocam em cima da gente, a gente tem as nossas também. A gente quer mostrar tudo o que a gente sabe, deixar todo mundo orgulhoso. Cabe a gente adaptar o mais rápido possível. A gente se decepciona quando não conseguimos entregar o que esperamos. Não é muito a questão de vir para a Seleção e ter um peso diferente. Estar aqui é um privilégio muito grande. É muito mais sobre adaptação, sobre o pouco tempo de treino que a gente tem. O objetivo final é a Copa do Mundo, onde a gente vai ter um período de adaptação um pouco maior. Fica muito nisso de chegar, adaptarmos e entregar o que sempre quis com pouco tempo. Alguma promessa para a Copa? - Lá em João Pessoa deve estar tendo muita promessa. Eu acho que nos aproximarmos e trazer a torcida é maravilhoso. Estar próximo é muito gratificante para mim. Como estado laico são muitas religiões. Ter fé e seguir em frente é muito motivador. Se puder juntar todas e nos ajudar a ter um caminho de êxito a gente está aceitando. Protagonismo - Para mim é muito claro, sempre que visto essa camisa nunca busco protagonismo. A simplicidade de ajudar nossos companheiros, isso eu tenho muito claro. É mais querer ser lembrado. Acho que além de mudança de posição é adaptação o mais rápido possível. Fico muito feliz de fazer parte do ciclo do Ancelotti. Ajudar todos para que todo esse protagonismo que todos nós queremos seja aquilo que a gente sempre esperou.