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Análise dos Times

Flamengo

Principal

Motivo: O jogador expressa grande admiração pelo Flamengo, descrevendo-o como 'maior time do mundo' e confiante na sua recuperação e sucesso. A análise é positiva sobre o clube.

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Lino diz que viver Flamengo no profissional é diferente: "Maior time do muno" Vestir a camisa do Flamengo não era novidade para Samuel Lino, mas a chegada ao time profissional pela primeira vez mostrou que esse universo era bem diferente do que ele havia vivido ainda nas categorias de base. O atacante encontrou um mundo completamente diferente ao desembarcar no Ninho do Urubu em 2025. Seis meses depois, já entende melhor a dimensão do clube e, apesar da pressão constante, se diz em paz com o desenvolvimento que tem confiança que terá. — Viver isso hoje na equipe principal é diferente. Na base, você tem uma pequena dimensão do que é o Flamengo , a torcida. Tive uma experiencia de jogar um Carioca sub-20 no Maracanã com a torcida, na Copinha também, quando os torcedores lotavam em estádios mais importantes. Em 2018 que eu falei "é, o Flamengo é um clube gigante. Sou muito novo, ainda não tenho noção disso". Agora, na equipe principal não tem como, a demonstração, as finais, os jogos que jogamos, tudo isso demonstra a grandeza do Flamengo — disse em entrevista exclusiva ao ge . — É mais do que eu esperava. Porque não é só o torcedor do Flamengo que fala do Flamengo . É o mais querido do mundo, mas também o mais odiado. No Brasil, parece que os outros times não gostam do Flamengo por estar sempre chegando e ganhando. Tem alguma coisa contra. Às vezes o torcedor do outro time que não tem nada a ver fala do Flamengo , dos jogadores. É normal. Mas jogar no maior time do mundo é assim mesmo. Todo mundo vai falar porque é o maior e o melhor - completou. Lino diz que alto valor não pesa e brinca com passagem de bastão a Paquetá Lino foi anunciado no dia 29 de julho pelo Flamengo . Ainda com 25 anos, ele tinha preferência pela Europa, mas viu o clube carioca oferecer um projeto atrativo. Filipe Luís foi fundamental no processo. Depois de uma estreia impressionante diante do Atlético-MG, o jogador ainda luta por mais regularidade, mas terminou a primeira temporada como o autor do gol do título do Campeonato Brasileiro. O atacante fez somente dois jogos na base rubro-negra em 2018, na Copinha, e não conseguiu se adaptar. Tanto dentro de campo como fora dele. Por isso, não ficou no clube e retornou anos depois como a contratação mais cara da história da Gávea até aquele momento, custando R$ 143 milhões. Era destino, segundo ele disse na apresentação . A chegada de Lucas Paquetá tirou dele o posto, mas o jogador garante que isso nunca influenciou. — É normal a pressão, a torcida querer falar. Aqui no Brasil é um valor muito alto. Entendo, eles têm razão. Mas da mesma forma que eu comecei e eles falaram muito bem, também podem cobrar, depois voltar a falar bem. Ser a contratação mais cara não pesa tanto, porque quando eu estava em outro clube e não era a contratação mais cara, eu tentava dar o meu melhor igual, 100% de mim em todos os jogos, nos treinos, tudo que tratasse do meu trabalho com o clube. O valor não entra nessa situação. Não tem peso nenhum. Entro em cada jogo para fazer o meu melhor. Independente se for a contratação mais cara ou mais barata, tentaria dar o meu melhor sempre. Aqui tem sempre pressão. Independente do valor o jogador é cobrado e pressionado. Agora esse status de contratação mais cara está com o Paquetá - contou. Lino confia em Flamengo "voando" e explica condição física em início de temporada O Flamengo inicia nesta quinta-feira a segunda disputa de título na temporada. O time enfrenta o Lanús, da Argentina, em La Fortaleza, às 21h30 (de Brasília), depois de perder a Supercopa do Brasil para o Corinthians no início do mês. Para Lino, o calendário contribui com o ambiente de pressão já no início de 2026. Ele confia que o time irá chegar à forma física ideal em breve. — É um ano agitado. Difícil falar porque não acho correto isso. É uma cobrança, no meu ponto de vista, que é um exagero por você vir de dois títulos importantes. Não fez uma pré-temporada adequada e tudo. Mesmo acontecendo isso, acho que é uma cobrança excessiva. Vamos melhorar. Infelizmente perdemos a Supercopa, viemos em um começo que não estamos acostumados, o torcedor flamenguista também não. Mas vamos melhorando. Nos próximos jogos vamos crescer e melhorar para voltar a ser o Flamengo que as pessoas estão acostumadas. — Jogar no Flamengo é tudo, uma carga de emoção e adrenalina muito grande. Às vezes você chega e fala "cara, quero dar um tempo". Nós, jogadores, pensamos em desfrutar dos dias que tínhamos porque não tivemos nem um mês de férias, que é o correto. Os outros do Brasil também não tiveram, não estou querendo dizer nada disso. Mas quando você tem muitos jogos e briga por título a carga emocional é muito forte. O corpo aguentar também não é fácil, os campos no Brasil não são fáceis. É normal esse período estar sendo difícil pela preparação física, às vezes notamos nos jogos. Mas estamos melhorando e daqui a pouco o Flamengo vai estar voando. Lino vê cobrança normal, explica queda no Flamengo e diz: "Minha cabeça está em paz" Problema de confiança? A passagem de Lino começou bem no Flamengo . Ele rapidamente ganhou a vaga de titular e chegou a ouvir de Filipe Luís a seguinte frase: "Acho que não vale o que pagamos nele, vale o dobro ou o triplo. Jogador fantástico". Depois, porém, viveu de altos e baixos, terminando o ano como titular na final da Libertadores e reserva na decisão do Intercontinental. O próprio treinador declarou alguns meses depois que precisava recuperar o atacante. Para ele, a queda não tem a ver com confiança. — Não, muitas coisas às vezes acontecem e as pessoas não sabem. Não sabem da vida pessoal e muitas coisas. O que aconteceu é que a primeira impressão que deixei foi um caos, de estreia e tudo. Depois veio Libertadores, dois jogos com o Inter. A gente indo bem, eu também indo bem. Depois dei uma baixada nessa intensidade e, quando se joga em um clube tão grande quanto o Flamengo , as pessoas não esperam isso. Se tem um jogo pior ou passa por um momento de três, quatro jogos ruins, a cobrança vem. É normal. Não somos robôs, programados para estar sempre bem todos os dias. Às vezes jogamos com uma dor, com problema pessoal em casa. São coisas que querendo ou não afetam o jogo e o rendimento. Mas nunca estive com falta de confiança ou o que quer que seja. É normal, aqui sempre vai ter essa cobrança, já entendi isso. Minha cabeça está em paz e sei que toda vez que entro em campo tento dar o meu melhor e 100% de mim. 1 de 3 Samuel Lino, atacante do Flamengo — Foto: Luiza Sá/ge Samuel Lino, atacante do Flamengo — Foto: Luiza Sá/ge Veja outras respostas de Lino Por que o time ainda está abaixo fisicamente? — Temos um calendário muito longo, com mais de 60 jogos. Nunca vivi isso. Também chegamos na final da Libertadores, fomos campeões, ganhamos o Brasileiro jogando no mais alto nível possível porque tinham times atrás que estavam buscando. Depois 15 horas de viagem para o Mundial e você não joga um jogo, joga três porque seu time chegou na final. Jogar no Flamengo é tudo, uma carga de emoção e adrenalina muito grande. Às vezes você chega e fala "cara, quero dar um tempo". Nós, jogadores, pensamos em desfrutar dos dias que tínhamos porque não tivemos nem um mês de férias, que é o correto. Os outros do Brasil também não tiveram, não estou querendo dizer nada disso. Mas quando você tem muitos jogos e briga por título a carga emocional é muito forte. O corpo aguentar também não é fácil, os campos no Brasil não são fáceis. É normal esse período estar sendo difícil pela preparação física, às vezes notamos nos jogos. Mas estamos melhorando e vamos continuar nesse tempo. Agora temos um tempo sem jogos de curto prazo, mais dias para respirar e descansar. Os dias vão ser bons para melhorarmos nossa condição física. Daqui a pouco o Flamengo vai estar voando. Achou que tudo aconteceu muito rápido quando chegou? — Na verdade, foi tudo muito rápido e intenso. Nem eu esperava tudo isso que aconteceu. De chegar, essa explosão toda, Flamengo , Seleção. Me surpreendeu bastante como as coisas aqui no Brasil acontecem muito rápido. Mas é normal, um clube dessa grandeza do Flamengo te proporcionar coisas muito grandes. Tem uma torcida apaixonada, uma mídia gigantesca. É normal acontecer esse tipo de coisa. Importância de Filipe Luís — O Filipe é muito importante porque ele fez um esforço para eu estar aqui. Foi uma peça importante na contratação e na chegada ao Flamengo . Na época, quando estava falando de vir para o Flamengo , sempre mantive o contato com ele. E ele foi muito importante de me passar confiança, me sentir bem aqui. A importância dele foi a maior. Ele foi o treinador e quem buscou, cobrou a diretoria para eu estar aqui hoje. Agradeço a confiança e a oportunidade. 2 de 3 Samuel Lino comemora gol contra o Ceará — Foto: André Durão Samuel Lino comemora gol contra o Ceará — Foto: André Durão Jogo do 8x0 com o Vitória foi o mais especial? — Tive muitos jogos bons, mas aquele ali não tem como não dizer. Foi especial. Marquei dois gols, ajudei com três assistências. Foi um 8 a 0, um jogo marcante no campeonato de 2025 que fomos campeões. Não tem como falar de outro jogo sem ser esse contra o Vitória. Algum jogo que não foi bom — Lógico que tem jogos que você está em um dia menos inspirado, acho que esse jogo foi contra o Palmeiras. Vou dizer que estava menos inspirado porque acho que naquele dia o time estava bem, inspirado e eu estava desconectado do time. Foi contra o Palmeiras em casa, fizemos um grande jogo. Foi de muita expressão, todo mundo esperava. Era o primeiro contra o segundo. Acho que foi um jogo que a equipe esteve muito bem, os jogadores se destacaram muito e eu estive mais tímido. Disputa por posição com Cebolinha — Isso é bom. Quando você encontra um jogador de qualidade e grupo de qualidade, você tem que elevar o nível. Sabe que o jogador que está disputando com você é de alta qualidade, de seleção, que decidiu um título para a Seleção em um passado recente da Copa América. Ter jogadores de alto nível nesse elenco como Cebolinha, Paquetá, Carrascal, Bruno Henrique, todos, é muito importante para elevar o nível e você estar ali 100% concentrado e buscando. Porque se der mole eles tomam, não tem uma posição de titular no Flamengo porque são muitos jogos, mas se você der mole estará sempre um jogador um passo à frente de você. 3 de 3 Samuel Lino comemora gol em Flamengo x Vitória — Foto: Alexandre Durão Samuel Lino comemora gol em Flamengo x Vitória — Foto: Alexandre Durão O que passou na vida que fortaleceu até chegar ao Flamengo — Ter saído muito cedo do Brasil e ficar longe da família e dos amigos não é fácil. Mas eu consegui me adaptar fácil e rápido a isso em Portugal. O que eu passei foi um primeiro ano muito duro em Portugal, ano de experiência nova, aprendizado. Tive que esperar a minha vez, meu momento. Às vezes nós, seres humanos, não estamos acostumados com isso. Queremos chegar e que as coisas sejam do nosso jeito. E não é. Foi um tempo muito difícil que me ajudou a crescer muito e levar essas coisas para o resto da vida profissional. Essa passagem pelo Rio de Janeiro está sendo melhor? — Já, agora estou bem adaptado, me sentindo bem aqui. Eu era muito novo na época, não tinha experiência, noção. Vivia no CT, não saía muito. Hoje, já conheço mais a cidade, restaurantes, praias, os lugares. Agora estou me sentindo muito bem e mais adaptado à cidade do Rio. Copa do Mundo é um sonho ainda? — É um sonho, sim. Não é um sonho que se acabou. Estou trabalhando para isso. Espero que seja bom para ter essa oportunidade. Pressão por ter vencido três Libertadores desde 2019 — A pressão de novo para ganhar, ter que classificar e chegar nas finais. Não tem como falar. O Flamengo no campeonato importante na América é brigar... é um torneio curto, mais curto que pontos corridos. O Flamengo com a capacidade que tem, o clube que é, o elenco. Entra para brigar pelo título. Que mudança percebe dos clubes brasileiros na Libertadores? — Acho que uma coisa que percebi quando jogamos com Estudiantes e Racing é que antigamente a Libertadores era muito isso de catimba, briga e tudo. Acho que no futebol moderno isso mudou muito. A qualidade e a técnica aparecem muito mais do que brigar e luta. Lógico que tem jogos que você precisa disso, mas acho que hoje a diferença é que as equipes brasileiras elevaram o nível técnico e a qualidade. Está sobressaindo das outras ligas na América. + Contratações do Flamengo para 2026: veja quem chega, quem fica e quem vai embora + Leia mais notícias do Flamengo 🎧 Ouça o podcast ge Flamengo 🎧 Assista: tudo sobre o Flamengo no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos