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Futebol Calleri volta à Bombonera 11 anos após encantar Maradona e ofuscar Tévez Valentin Furlan Do UOL, em São Paulo (SP) 07/09/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Calleri retorna à Bombonera uma década depois de conhecer o São Paulo Imagem: Amilcar Orfali/LatinContent/Getty Images Onze anos depois de deixar o Boca Juniors, Jonathan Calleri está de volta à Bombonera. Desta vez, porém, estará do outro lado: será o capitão do São Paulo, justamente contra o técnico que o lançou às graças da torcida. A bola rola nesta terça-feira, às 21h30 (de Brasília), pela ida das quartas de final da Copa Sul-Americana. De aposta a titular A relação entre Calleri e o Boca começou de forma bem menos especial. Em 2014, aos 20 anos, o atacante chegou a Buenos Aires como uma aposta, sem garantia de espaço no elenco e com a possibilidade de ser emprestado. O cenário mudou rapidamente. Calleri ainda pegou o fim do ciclo de Carlos Bianchi, que deixou o comando do Boca em agosto de 2014. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Com a chegada de Rodolfo Arruabarrena, ganhou espaço e virou titular. Já era, em pouco tempo, um dos favoritos do torcedor. No meio de 2015, Calleri estava consolidado no time que liderava o Campeonato Argentino. Foi naquele período que aconteceu a noite que ajudou a eternizar seu nome entre os torcedores do Boca. Dia de Tévez, aplausos a Calleri Em 18 de julho de 2015, o Boca enfrentou o Quilmes. A Bombonera estava lotada para receber Carlos Tévez, que voltava ao clube depois de 11 anos. Mesmo quando todos os holofotes apontavam para a lenda argentina , o jovem Calleri encontrou uma maneira de dividir o protagonismo. No segundo tempo, em um contra-ataque, recebeu a bola de frente para o goleiro Walter Benítez. Tévez aparecia pelo meio, e Calleri tentou tocar para o novo companheiro — claro que tentou. A bola, porém, bateu em um defensor e voltou para o atacante. Continua após a publicidade Sem confiança para finalizar com a perna esquerda, Calleri improvisou. De letra — ou melhor, 'rabona'. Carlos Tévez cumprimenta Calleri após golaço do atual jogador do São Paulo, em 2015 Imagem: Amilcar Orfali/LatinContent/ Getty Images O argentinou encobriu o goleiro, marcou um gol antológico na Bombonera lotada e fechou o placar na vitória por 2 a 1 no retorno do ídolo. O gol ganhou ainda mais repercussão porque Diego Maradona acompanhava a partida de um dos camarotes da Bombonera . As reações da lenda argentina repercutiram nas redes sociais. A combinação era difícil de superar: Tévez de volta, Bombonera lotada e Maradona no camarote. Todo mundo estava na Bombonera para ver o camisa 10 voltar — e acabaram também aplaudindo o camisa 27. Naquele momento, o atacante já não era mais a aposta que chegara ao clube no ano anterior. Tinha virado titular, protagonista e um jogador identificado com a torcida. Continua após a publicidade Não porque fosse torcedor do Boca — Calleri é fã do All Boys — , mas pelo que construiu em campo. Arruabarrena retornou ao clube em junho. Mais de uma década depois, os dois se reencontram no mesmo estádio, agora em lados opostos. Do Boca ao São Paulo Calleri deixou o Boca no início de 2016 para seguir a carreira no exterior e, naquele mesmo ano, chegou ao São Paulo. A primeira passagem pelo Tricolor durou apenas seis meses, mas foi suficiente para criar outra relação importante. Em 13 de abril, São Paulo e River Plate se enfrentaram pela fase de grupos da Libertadores. Calleri marcou os dois gols da vitória por 2 a 1 e fez um gesto de silêncio em direção à torcida argentina. A provocação tinha contexto. No São Paulo, Calleri usava a camisa 12 em referência à torcida do Boca, justamente o maior rival do River. Antes da partida, também havia prometido a amigos que faria um gol e beijaria a caneleira que usava. Cumpriu as duas promessas. Continua após a publicidade Calleri se desentende com D'Alessandro e jogadores do River Plate durante partida pela fase de grupos da Libertadores, em 2016 Imagem: William Volcov/Brazil Photo Press/LatinContent via Getty Images Depois de deixar o São Paulo no fim de 2016 e seguir para a Europa, continuou acompanhando o Tricolor. Ao mesmo tempo, já nesta segunda passagem pelo Morumbis, também nunca deixou de acompanhar o Boca. De volta à Bombonera Agora, onze anos depois daquela 'rabona' e dez depois de deixar o clube argentino, Calleri volta ao estádio que ajudou a projetá-lo internacionalmente. Desta vez, Arruabarrena ainda estará à beira do campo, mas Maradona não estará no camarote. Muito menos Calleri estará ao lado de Tévez ou vestindo azul e ouro. Será o capitão do São Paulo, poucos dias depois de assinar uma renovação de contrato que pode estender sua passagem no Morumbis até 2029. Naquele sábado em julho de 2015, todos tinham ido à Bombonera para ver Tévez. Nesta terça, vão todos reencontrar Calleri. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Lula e Janja vão a SC pela 1ª vez na campanha e buscam voto feminino Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso