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Esporte Futebol Copa do Mundo Comitê da Fifa se defende: 'Na Uefa, anulação de cartões vermelhos é comum' Do UOL, no Rio de Janeiro 06/07/2026 19h19 Deixe seu comentário Folarin Balogun, dos EUA, recebe cartão vermelho do árbitro Raphael Claus Imagem: Phil Noble Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A Fifa emitiu uma nota em nome do presidente do Comitê Disciplinar da entidade, órgão que suspendeu a execução do gancho automático ao atacante Florian Balogun, dos Estados Unidos, permitindo que ele entre em campo no jogo de hoje, contra a Bélgica, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Para o órgão, anular a aplicação da suspensão por cartão vermelho é "medida disciplinar comum". O texto diz que "essa suspensão da execução foi decidida levando em consideração todas as circunstâncias específicas do incidente e as provas disponíveis", mas não houve detalhamento das razões para isso. PVC Principal problema do Brasil não é falta de jogador Mauro Cezar Espanha avança e joga melhor do que no início João Paulo Charleaux Trump vira a mesa e dá um golpe no futebol Helton Gomes Altman e Trump arquitetam dividir riqueza da IA Na nota, o órgão ligado à Fifa reforçou o mantra de que é "independente". Sobre a decisão, em si, recorreu a uma tecnicidade que, na prática, parece contraditória. "O Comitê Disciplinar da Fifa não reverteu a expulsão de Balogun determinada em campo pelo árbitro; ao contrário, manteve a suspensão de uma partida decorrente do cartão vermelho recebido pelo jogador em 1º de julho de 2026. O Comitê Disciplinar da Fifa apenas decidiu sobre as sanções disciplinares adicionais a serem impostas após o cartão vermelho", afirmou a entidade, em um dos trechos. A manifestação da Fifa veio após as falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reforçam o cenário de influência política decisiva no caso. Isso revoltou não só os belgas, como dirigentes da Uefa, a confederação da Europa. A Fifa usou o texto para rebater as acusações de que tenha cruzado um limite ao permitir que Balogun não cumpra a suspensão automática. "Na maioria das ligas de elite pertencentes a associações-membro filiadas à Uefa, a anulação de cartões vermelhos é uma medida disciplinar comum, sem que isso tenha gerado preocupações sobre o cruzamento de qualquer 'linha vermelha'. E, mais uma vez, deve-se enfatizar que, na decisão em análise, o cartão vermelho não foi anulado. Suspender os efeitos de um cartão vermelho com base em uma disposição expressa dos regulamentos aplicáveis é uma medida muito mais equilibrada", defendeu-se o órgão. Usando como base o artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, o Comitê Disciplinar decidiu suspender, por um período probatório de um ano, a execução da suspensão automática de partida. Continua após a publicidade A entidade bateu na tecla de que "tem discricionariedade para suspender a execução de quaisquer medidas disciplinares, desde que elas não estejam relacionadas à manipulação de partidas — o que, evidentemente, não ocorreu neste caso". A Fifa fez referência como precedente a suspensão do cumprimento de uma punição a Cristiano Ronaldo por cartão vermelho nas Eliminatórias. "Não há disposições no Código Disciplinar da Fifa nem no regulamento da Copa que proíbam o Comitê Disciplinar de exercer sua discricionariedade com base no Artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa", acrescentou a entidade. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora CR7 confirma despedida em Copas e faz comparação com Euro: 'Mesma dimensão' Vídeo mostra momento da queda de avião em praia no litoral de SC Aposta do Rio acerta Lotofácil e leva sozinha prêmio de R$ 1,9 milhão; veja Exército entrega 6 armas de Bolsonaro à PF, mas diz que faltam 2 Horas após rescindir com o Santos, Billal acerta com time da elite francesa