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O São Paulo adotou uma postura de cautela após a publicação da Medida Provisória que proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no Brasil . A MP foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada na sexta-feira (25). A medida atinge as apostas esportivas e os jogos online, além de prever o fim das autorizações concedidas pelos estados e pelo Distrito Federal.
Para continuar válida definitivamente, a medida precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. A MP tem vigência inicial de 60 dias, prorrogável por mais 60, e perde eficácia caso não seja convertida em lei dentro do prazo constitucional. Enquanto isso, o texto estabelece um cronograma para o encerramento das operações das casas de apostas.
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No caso do São Paulo , a situação envolve diretamente a Superbet , patrocinadora máster do clube. O Tricolor renovou o contrato com a empresa em abril de 2025, com vínculo válido até o fim de 2030. O acordo pode chegar a R$ 1 bilhão ao longo das seis temporadas, caso metas esportivas sejam atingidas, e também inclui outras propriedades comerciais do clube. Entre elas está o naming rights do Centro de Treinamento da Barra Funda, que passou a ser chamado de SuperCT.
O contrato ainda prevê uma cláusula que permite o encerramento da parceria caso as apostas esportivas sejam proibidas no país. Apesar disso, São Paulo e Superbet ainda não definiram qual estratégia será adotada diante da publicação da MP. Segundo informações divulgadas pelo UOL , pessoas próximas à diretoria afirmam que os dois lados ainda não tomaram decisões definitivas e preferem acompanhar os próximos passos da medida no Congresso.
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Quando renovou o vínculo com a Superbet, em abril de 2025, o São Paulo também estabeleceu um mecanismo para acompanhar a evolução dos contratos de patrocínio de Flamengo , Palmeiras e Corinthians . A ideia era permitir reajustes no acordo tricolor caso os valores praticados pelo mercado sofressem mudanças relevantes ao longo dos seis anos de contrato.
Na ocasião, o diretor de marketing do clube, Eduardo Toni, explicou que o mecanismo funcionaria a partir de um "delta" em relação aos contratos dos três rivais, com possibilidade de alteração do valor da parceria conforme as movimentações do mercado.