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Futebol Europa e nova ordem do futebol desafiam identidade própria da Argentina Do UOL, em Kansas (EUA) 11/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Argentina defende o título da Copa do Mundo com jeito próprio de ser e jogar Imagem: Elsa/Getty Images Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A Argentina de Lionel Scaloni, Lionel Messi e cia tem um jeito próprio de viver, sentir e jogar o futebol. Se no Brasil, a discussão é sobre a construção de uma identidade própria, disso nossos vizinhos dão aula. Em 2022 atingiram o ápice com a conquista do Mundo. Agora esta personalidade é colocada à prova contra uma investida pesada da elite europeia que retomar a taça e simboliza uma nova ordem do futebol mundial que se forma na Copa de 2026. A Argentina defende o título e é a única seleção fora do velho continente que segue na disputa. O Mundial agora tem os semifinalistas França e Espanha, além de Suíça, adversária dos sul-americanos, e Inglaterra e Noruega que também se enfrentam neste sábado. No dicionário, o significado de identidade é "o conjunto de características únicas que definem quem você é, permitindo o seu reconhecimento individual ou como parte de um grupo". E é sendo tão fiel a si mesma que a Argentina consegue fazer frente a essas potências europeias ou aos países emergentes. Sabe exatamente quem é e o que quer. Da personalidade ao estilo de jogo. No comportamento, uma palavra resume: paixão. O sentimento entra em campo em jogos épicos como a vitória sofrida diante de Cabo Verde na prorrogação ou o drama cinematográfico na virada por 3 a 2 sobre o Egito. Um misto de amor, garra e uma confiança absurda construída nos últimos anos com a conquista de 2022. Desde então, o grupo vive uma eterna lua de mel em torno da Scaloneta e de seu ídolo máximo Lionel Messi. Juca Kfouri França x Espanha: final antecipada uma pinóia Ronilso Pacheco Michelle Bolsonaro já tem tudo desenhado PVC Jorge Jesus fala a verdade sobre Neymar e CR7 Casagrande França entrará para história como uma das melhores Scaloni deixa bem claro o legado que quer deixar. Na coletiva antes do jogo, ele lembrou o vídeo que viralizou de um garotinho fazendo um discurso na escola em comemoração ao dia da Independência do país em que de repente começa a gritar "Vamos, Argentina. Vamos, seleção". "Nós jogamos futebol para isso, para ver essas coisas, não se joga para ganhar, simplesmente. E essas coisas saem do coração, porque tudo sai do coração, é incrível que um garoto dessa idade diga isso. Se isso se chama de legado, isso é o que queremos. Que no dia de amanhã, esse garoto, todos ali pensem que podem estar aqui. E que se brindem como se brindem esses garotos, no final. Disso se trata jogar para uma seleção. Para uma equipe de futebol, não sei. Não estou dirigindo uma equipe de futebol. É totalmente diferente", disse. Tudo isso se reflete no jeito de jogar. Para bater a atual campeã, a maior parte das seleções europeias adotaram uma espécie de "nova ordem mundial". Se um quem dia brilhou e ditou os rumos foi o Tik Taka, que chega em nova versão com a semifinalista Espanha, a Copa 2026 é a o Mundial da intensidade. Ficará marcado por equipes intensas, verticais e obcecadas por pressionar o tempo todo, recuperar a bola rapidamente e adotar transições em velocidade. A Argentina vai em outra direção. Prima pela posse de bola, gosta de dominar e controlar o ritmo e o território e espera a hora certa de agredir. Os números dizem isso. A seleção de Scaloni, por exemplo, está entre as que mais têm precisão no passe (91%). Já tem um número baixo de tentativas de quebra da linha ofensiva (89 contra 132 da França) que mostra quantas vezes um passe tenta romper a linha de marcação adversária. Ou seja, mais paciente na circulação da bola. O jornalista Luciano Castañares, da Rádio Mitre, acredita que isso se dá pela característica dos jogadores. "Me dá a sensação de que é uma seleção de meio campistas quando a tendência mundial é de atacantes ofensivos como tem a França e o Brasil. Não temos mais um Di Maria que poderia comparar com Dembelé não algum neste nível. Mas no meio tem muita qualidade Paredes, Enzo Fernández, Nico Paz, Mc Allister e outros", disse. Continua após a publicidade A ideia de contrariar toda influência europeia começa pelo treinador. Lionel Scaloni nunca foi um técnico de ponta europeu. Era auxiliar de Jorge Sampaoli e, quando o técnico deixou o cargo, a Associação de Futebol Argentina vivia uma grande crise. Vários técnicos consagrados recusaram o convite e Scaloni ganhou um voto de confiança para assumir o time em 2019. Deu tão certo que a Scaloneta virou uma cultura que reflete o argentino. "É uma personalidade, levantar ante a adversidade, a iniciativa de seguir buscando quando as coisas não saem bem. Lionel teve que jogar cinco Copas do Mundo para ganhar sua primeira", diz o jornalista Gustavo Exequiel, do El Liberal. "Acho que isso tem a ver com a nossa cultura. No futebol isso é replicado na máxima potência, mas é a vida cotidiana do argentino", finaliza Luciano. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Advogado relata agressão de PM e teve carteira recusada: 'Falou que era IA' Final antecipada uma pinóia! Sobe pra sete número de suspeitos mortos pela Rota após ataque a tenente 'Uma máquina': Scaloni não se surpreende com o desempenho de Messi aos 39 anos Resumo da novela 'Quem Ama Cuida' da semana: capítulos de 11/7 a 18/7