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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte No Corinthians, Diniz se perdeu do dinizismo Milly Lacombe Colunista do UOL 03/08/2026 10h43 Deixe seu comentário Garro e Villagra disputam em lance entre Internacional e Corinthians Imagem: Roberto Vinicius/AGIF Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Fernando Diniz chegou ao Corinthians e eu pensei: ele chegou em casa. Se tem uma torcida que saberia lidar com o modelo de jogo que ele implementa em seus times essa torcida é a corintiana. Mas eis que, no Timão, Diniz se perdeu do dinizismo. O que estaria acontecendo? Antes de responder a essa pergunta vamos falar sobre os valores do dinizismo. Trata-se de um sistema de jogo contra-hegemônico. O medo dá lugar à ousadia, a dinâmica do futebol de rua engole esquemas táticos rígidos, o grupo se sobrepõe ao individualismo. Diniz trabalha a potência máxima de todos os seus atletas, tira valores de meia onde só víamos volâncias, recua marcadores para a zaga, libera a criatividade e exige solidariedade. É um Deus nos acuda, mas é um modelo vivo que respeita a inteligência da classe trabalhadora. Quem não entende o que está em campo reduz o dinizismo a saídas de bola com toques curtos. É uma análise simplória e superficial. O dinizismo é o nosso futebol sendo resgatado. É a coragem que supera o medo. É a emoção que se agiganta à razão. É o universo das coisas subjetivas ganhando do das coisas objetivas. Nem sempre funciona, mas quando funciona tem a força de uma supernova. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo No Corinthians, Diniz se distanciou do dinizismo. O time joga espaçado, Garro não assumiu que é um 10 jogando com a 8, o time parece desconcentrado e atomizado. Não tem nem mesmo a saída de bola que muitos acham que é a totalidade do esquema. Diniz teria cansado de remar contra a maré? Teria aberto mão de seus valores para dialogar com o medo que rege tudo a nossa volta? Ou o barulho extracampo que reina em Itaquera não está deixando Diniz trabalhar? A torcida corintiana dançaria seu poropopó para o dinizismo. Saberia sofrer, saberia sonhar, saberia cantar. Quem sabe uma virada heroica sobre o Inter na quinta-feira traga de volta o dinizismo de Fernando Diniz? Contemos com os céus para iluminar esse elenco. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Lula e Janja vão a SC pela 1ª vez na campanha e buscam voto feminino Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso