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Só para assinantes Assine UOL Opinião Meus 75 anos salvos pelo Microfone FC! Milton Neves Colunista do UOL 06/08/2026 08h30 Deixe seu comentário Endrick, Milton Neves e Douglas Ramos, pai do craque do Palmeiras, durante a premiação do Campeonato Paulista 2024 Imagem: Marcos Júnior Micheletti/Portal Terceiro Tempo Resumo Cheguei em São Paulo em 1972 de malona a tiracolo, desci na Paulista e parei na Pamplona vindo da velha Rodoviária Júlio Prestes. São 54,5 anos de São Paulo! Cheguei de Muzambinho-MG e fui até a "Pensão do muzambinhense Dalton Gaspar" em um velho casarão da Alameda Jaú, quase esquina com a Pamplona. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Tinha 21 anos e estava perdidinho da silva e da vida. Mais tarde aluguei, um de cada vez, é lógico, dois pequenos apartamentos na Aclimação porque antes já estava morando em um porão da Rua Alfredo Ellis, 185. À época, tinha passado no vestibular da SUPERO, hoje UNIP Paraíso. Era "Comunicação Social" e, como colegas, destaque para Paulo Rachid Saab, da Jovem Pan, o multi-jornalista e escritor Ricardo Carvalho, o saudoso Ubirajara Valdez, da Band, e o... Oscar Maroni (!!!), falecido recentemente. E tive também duas colegas especiais de jornalismo no Objetivo em 1972: uma filha do ex-árbitro Anacleto Pietrobom, o Valussi, e Maria Amélia de Brito, filha do primeiro casamento da estrela do teatro e da TV Glória Menezes. Éramos uns... 200 (!!!) alunos no terceiro andar do prédio da Gazeta, na Avenida Paulista, 900. Continua após a publicidade Juntos, na primeira fase do curso, ficamos misturados, no básico, alunos de jornalismo e de psicologia. Dois meses depois, fui impedido de entrar para as aulas por uma severa fiscal-porteira, uma japonesa. Ela foi correta porque eu devia os dois meses iniciais do curso, mesmo já utilizando os pequenos e novos estúdios de rádio e TV - um assombro nas faculdades para a época - e vinha sendo elogiado pelos professores mineiros Luciano Ornelas, do Jornal da Tarde, e Miguel Jorge, do Estadão (o mesmo Miguel Jorge que mais tarde tornou-se ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Governo Lula, em 2007). José Hamilton Ribeiro e o saudoso Sérgio de Souza também foram nossos professores, além de Paulo Kobayashi, Heródoto Barbeiro e Arnon Hollaender, genial. Mas, e minha falta de pagamento? Minha tia Antônia, professora primária em Minas Gerais, coitada, não tinha como me manter em São Paulo pagando a pensão, a comida da pensão e a faculdade. Continua após a publicidade Chorei e Ricardo Carvalho, Paulo Saab e Bira Valdez viram e me puxaram para a garagem. Lá ficamos "de guarda" do lado do Mach 1 de Jorge Brihy e do Mercedes-Benz de João Carlos Di Genio, placas DI-5000. "Uma hora eles aparecem", exclamou Ricardo Carvalho. E apareceu logo o Di Genio, apressado. Só deu tempo para "o moço de Lavínia-SP" ouvir a explanação do pedido de bolsa para mim com os três dizendo que eu tinha futuro. Com o elevador quase já subindo, Di Genio falou alto lá do fundo: "Grandão, vá na Jovem Pan e fale com o Fernando (Fernando Vieira de Mello, hoje nome de túnel) e diga que eu te mandei". Continua após a publicidade Fui e gravei um teste com o jornalista Marco Antônio Gomes e com o operador Chico Vieira. Era só uma lauda apanhada aleatoriamente em cima de uma mesa lá da redação da Avenida Miruna, 713, Aeroporto, em texto que noticiava um acidente. E gravei! "Evitem a Celso Garcia, tudo parado por lá devido a um acidente entre um táxi placa tal e um ônibus da Auto Viação do... PARE", falei. Fernando foi verificar a gravação e ali ouvi a primeira de uma das 2.873 broncas que levei dele de 1972 até 1992, quando ele deixou a Pan pela Trianon (faleceu em 2001, vítima de Alzheimer ). "Não é PARE, burro, caipira, é PARI! Mas está contratado em estágio. E não encha mais o saco", esbravejou! Continua após a publicidade "Mas 'cumé ki é o negócio'", perguntei. E ele, já às gargalhadas ao lado de Reali Júnior, Wilson Fittipaldi, Antônio Del Fiol, Sargentelli e Ney Gonçalves Dias em sua sala de vidro no canto da redação, mudou de novo seu rosto sorridente para um olhar duro e com dentes cerrados. "Gostei de você falar 'negócio', do 'Pare', tem voz boa, acaipirada, e você vai para o Detran substituir o Clóvis Messias que foi para a Bandeirantes". "Mas o que vou fazer?" "Você vai ser repórter de trânsito pelas ruas da cidade e no Detran". "Mas eu não conheço nenhuma rua de São Paulo", balbuciei. Continua após a publicidade "Então vai para a 'pqp'! Vire-se, moleque, estude, é assim, ou nada", ralhou para mim e piscando para o Marquito, Marco Antônio Gomes. Era o sinal de "contratado"! Ufa! E voltei às aulas com dinheiro emprestado pelo saudoso muzambinhense Marino Campedelli, mais tarde ressarcido, mesmo ele não querendo o dinheiro de volta. Foi meu início e o resto, o "restão", tem para todo lado no meu livro, aí pela internet da vida e na memória de milhões de pessoas por esse Brasilzão. E andei pensando nisso tudo às portas de meus 75 anos, nesta quinta, dia 6. Continua após a publicidade Foram 75 anos bons demais em tudo, por mais que os últimos tenham sido tão difíceis com a partida de minha amada Lenice, a quem devo tudo que realizei na minha vida pessoal e profissional. Afinal, eu só conseguia encarar o ritmo insano de trabalho, fundamental para o meu sucesso, porque em casa eu tinha uma companheira de fibra que me apoiava incondicionalmente e que cuidava praticamente sozinha de nossos três amados filhos, Rafael, Fábio e Netto. E eu seria muito feliz mesmo só com 3,47% do realizado, efetivado, conseguido, suado e obtido na base do imponderável e do muito improvável. Obrigado, Deus, Jesus, mãe Carmen, pai Milton, minhas tias Antonia e Chiquita, amada esposa Lenice, avós, filhos, Di Genio, Objetivo, Fernando Vieira de Mello, Jovem Pan, Seo Tuta (mesmo tão infeliz a ponto de minha saída de lá ter sido por despedida indireta), Luís Antônio Piccolo e Seo Adhmar da Rede Zacharias (a minha "Waldemar de Brito" na publicidade), Paulinho Gonçalves, Osmar Santos, Marcos Arbaitman e Francesco Giuliano (que me levaram para Israel e mudaram a minha cabeça), J. Hawilla, Johnny Saad, Dênis Munhoz, Bispo Honorilton, Luciano Calegari, Marcelo Mainardi, Mário Baccei, Benedito Dino (que me revelou para o rádio) mais uma vez e obrigado também a todos os jogadores de futebol do mundo, de ontem (principalmente) e de hoje. E muito obrigado ao Corinthians (risos)! E hoje na vida que vivo em São Paulo, em Minas e nos Estados Unidos, só peço para Deus duas coisas: saúde para minha família e um CD ou um pen-drive completos contendo tudo de todos os atletas de qualquer esporte do mundo e de todos os jornalistas esportivos dos últimos 100 anos. Continua após a publicidade Aí, o meu "Que Fim Levou?", do Portal Terceiro Tempo, paixão da minha vida, ficará completo! Puxa, e como foi rápido chegar aos 75! Duro foi conseguir ter 18 anos para poder entrar no Cine São José de Muzambinho em " filmes de mulher pelada" (risos). A mesma foto, porém a original e ela colorizada (por Valter de Oliveira). Em pé: a prima Beatriz, Vovó Beatriz e o irmão Homero. Sentados estão o primo Humberto (em 2010 prefeito da cidade de Monte Belo-MG), o emburrado Miltinho e Luís Carlos, o Caio, também primo. A foto é de 1955 e foi tirada no jardim da Praça dos Andradas, em Muzambinho-MG, diante do "Pirulito". Na verdade, trata-se de um monumento feito pela comunidade da cidade em homenagem aos oito pracinhas de Muzambinho que participaram heroicamente da 2ª Guerra Mundial, em Monte Castelo, na Itália. No interior do monumento estão depositados fuzis, revólveres, (fardamentos em péssimo estado) e botas inadequadas que os heróis receberam para que defendessem o mundo contra o nazismo, mesmo em condições desumanas, enfrentando temperaturas de -10ºC Continua após a publicidade Esta é a única foto que Milton tem ao lado de seu pai (Milton), junto ao irmão Homero. Sr. Milton, pai de Milton Neves, morreu com apenas 39 anos Muzambinho em 1954: Marina, a mãe Carmen e Teresa Guilherme. À frente, os irmãos Homero e Milton, com a mãozinha na boca Continua após a publicidade Reunidos em 1961, Carmen Fernandes Neves, Margarida Neves, Milton Neves, Homero Neves (segurando o primo Celso) e a vovó Isolina. A pequena garota é a prima Maísa. Da esquerda para a direita, em pé: Renê Rodrigues (mora em Campinas-SP, aposentado pela Petrobras), José Eduardo Botelho (o Du Esqueleto Humano), João Batista Benetti (o João Mula), o cantor Rui Evilásio Rodrigues (o Rui Cabeludo), Antônio Carlos Gonçalves (o Toninho Ratinho ou Toninho Pernaiada, ex-comandante da PM de Minas Gerais, hoje aposentado) e Lino Fazzi Filho (o Lininho). A menina ao centro, é Conceição Aparecida Teixeira. Agachados: Milton Neves, Cláudio Portugal (o Figo) e Roberto de Araújo (o Nenzinho, que mora em Piumhi-MG). Foto enviada por Sueli Vieira Campos dos Reis Continua após a publicidade Da esquerda para a direita, o cantor Rui Evilásio Rodrigues (o Rui Cabeludo), João Batista Benetti (o João Mula), Milton Neves e Roberto de Araújo (o Nenzinho). Foto enviada por Sueli Vieira Campos dos Reis Da esquerda para a direita, o cantor Rui Evilásio Rodrigues (o Rui Cabeludo), Antônio Carlos Gonçalves (o Toninho Ratinho ou Toninho Pernaiada, ex-comandante da PM de Minas Gerais, hoje aposentado), Conceição Aparecida Teixeira, Milton Neves (ao fundo), João Batista Benetti (o João Mula) e Renê Rodrigues (mora em Campinas-SP, aposentado pela Petrobras). Foto enviada por Sueli Vieira Campos dos Reis Continua após a publicidade Dois momentos da saudosa mãe de Milton Neves, Carmen Fernandes Neves, falecida em 1995 Motivo de orgulho e emoção para Milton Neves. Em novembro de 2013, a Ponte dos Remédios, na Lapa, Zona Oeste de São Paulo, recebeu o nome Carmen Fernandes Neves, por iniciativa do vereador Toninho Paiva, com decreto assinado pelo então prefeito Fernando Haddad Nesta homenagem aos 74 anos do aniversariante, dois momentos de Milton. Pequeno, em um dia de braveza na sua amada Muzambinho, e em imagem de julho de 2025, em Guaxupé, quando esteve presente na abertura da Taça Milton Neves - Café Evolutto APROVEITAMOS PARA DEIXAR REGISTRADAS ALGUMAS IMAGENS DE UMA PESSOA MUITO IMPORTANTE NA VIDA DE MILTON NEVES, SUA TIA ANTONIA CARLOS FERNANDES, QUE NOS DEIXOU EM JUNHO DE 2015 Continua após a publicidade Antonia Carlos Fernandes, saudosa tia de Milton Neves, foi professora em Muzambinho. Na imagem, com Fábio Lucas Neves e Giulia, neta de Milton e Lenice Continua após a publicidade Observe o filete verde serpenteando no jardim. É o fio de um microfone, o microfone estilizado na ponta. Obrigado, Microfone! Na Faculdade ? Estudantes de jornalismo, em 1972. Em uma sala de aulas das Faculdades Objetivo, na Avenida Paulista, o "menino? Milton Neves, aos 20 anos. Com ele, na foto, quatro "sumidos? colegas de classe Continua após a publicidade F ormatura em Muzambinho-MG -Em janeiro de 1969, Milton, à cabeceira da mesa, com amigos de formatura, em Muzambinho, preparando-se para morar em São Paulo. Ao lado de Milton, de camisa branca, Tôti. O cardápio do jantar? Só dá para saber que o azeite, à direita, era Carbonell. E o outro, à esquerda, era Maria Milton "Michels? ? Aventura como técnico de garotos em Muzambinho Milton Neves, o pequenininho, com o irmão Homero Continua após a publicidade Com as netas Giulia e Maria Beatriz, filhas de Fábio e Roberta Milton Neves, o quarto em pé, como zagueirão em Muzambinho Mãe Carmen, a primeira, tia Margarida, na outra ponta, vó Isolina, irmão e primos Continua após a publicidade Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milton Neves por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? 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