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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Um gol do Haiti dá poucos momentos de felicidade e paz para um povo sofrido Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 19/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Emmanuel Sanon comemora 1º gol do Haiti em Copas contra a Itália, em 1974 Imagem: Mirrorpix/Mirrorpix via Getty Images Nesta sexta-feira (19), o Brasil enfrentará o adversário mais frágil do grupo, mas não sabemos se é tão fraco como alguns pensam. O Haiti representa a resistência pela vida, por uma vida digna, pelo respeito e pela paz que seus cidadãos nunca tiveram. Uma ilha do Caribe que não só sofre com a miséria e a violência, mas também com desastres naturais, como terremotos. Juca Kfouri A triste goleada do Canadá sobre o Qatar Narrativas em Disputa Caso Master vira munição contra Lula nas redes Josias de Souza Wagner enfia espinho do Master no pé de Lula Mauro Cezar O que fará o Haiti frente ao Brasil? Um país que ainda está tentando se reerguer de um dos terremotos mais terríveis de sua história. Em uma terça-feira, 12 de janeiro de 2010, o Haiti foi vítima de um terremoto catastrófico de magnitude 7 na escala Richter, ocorrido a uma profundidade de 10 km. Um país que já convive com severas dificuldades sociais vive sempre com o medo de uma tragédia como essa acontecer novamente. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Abordo esse aspecto do Haiti para valorizar ainda mais a presença de sua seleção na Copa do Mundo de 2026. A seleção haitiana não está estreando em uma Copa do Mundo, pois disputou o torneio de 1974, na Alemanha, e caiu no Grupo 4, ao lado de Polônia, Argentina e Itália (vice-campeã de 1970). Perdeu as três partidas, mas marcou dois gols. A Itália venceu o Haiti por 3 a 1, e o primeiro gol haitiano em uma Copa foi marcado por Emmanuel Sanon. Continua após a publicidade Depois, os haitianos foram goleados pela Polônia por 7 a 0 e perderam para os argentinos por 4 a 1, com gol também de Emmanuel Sanon. E agora, em 2026, a seleção está mais uma vez na competição mais importante do futebol mundial, mesmo com todos esses problemas. É um momento de rara felicidade para um país que vive em extrema pobreza; se não estivesse na Copa, não teria nem esse momento de orgulho. As crianças haitianas não têm a mínima ideia do que é ter uma vida digna, mas, neste momento, têm como heróis os jogadores de sua seleção. Eles sabem que não existe a mínima chance de classificação, que a Copa e essa onda de orgulho acabam na próxima semana e que, depois disso, terão de encarar novamente as enormes dificuldades do dia a dia. Um gol do Haiti não matará a fome de suas crianças nem dará garantia de felicidade ao seu povo, mas proporcionará momentos em que sentirão orgulho de ser haitianos. Continua após a publicidade É a dura realidade do desequilíbrio econômico e social do mundo, mas o futebol faz com que, por alguns dias, semanas ou momentos, tudo isso desapareça da cabeça dos meninos e das meninas por causa de uma bola na rede. Quero que o Brasil vença jogando muito bem, mas torço muito mais para que o Haiti marque um gol. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Fratura de Koné entra para a lista de lesões chocantes em Copas: relembre México 1 x 0 Coreia do Sul | Melhores Momentos | Copa 2026 A triste goleada do Canadá sobre o Qatar Gabriel Sá: 'Raphinha precisa de um choque de realidade e ir para o banco' 'Maior frio do ano a caminho': previsão indica temperaturas de até -8°C