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Análise dos Times

Palmeiras

Principal

Motivo: O artigo foca diretamente nas melhorias do gramado do Palmeiras, citando a participação ativa do clube e a satisfação dos seus atletas, evidenciando um tratamento favorável.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

palmeiras allianz parque andreas pereira fifa soccer grass alessandro oliveira daniel gonçalves rojero antunes

Conteúdo Original

O que mudou no novo gramado sintético do Allianz Parque, estádio do Palmeiras A cada dois meses, um grupo de funcionários sobe ao campo do Allianz Parque para avaliar uma série de características do gramado. Entre elas, a dimensão das linhas, a altura dos fios e até o quique da bola, como forma de manutenção do campo sintético modificado para 2026. É perceptível a diferença de cor (mais verde) em relação ao ano passado, mas a coloração, conseguida através de testes em laboratório, está longe de ser a única mudança no novo campo do Palmeiras . + Nubank assina naming rights, mas aguarda definir novo nome do estádio 1 de 8 Novo gramado sintético do Allianz Parque — Foto: Camila Alves Novo gramado sintético do Allianz Parque — Foto: Camila Alves Mais notícias do Palmeiras : + Veja valores de proposta do Grupo City por atacante sub-20 + Abel Ferreira ainda será desfalque: assim ficou a pena do STJD Visitamos o estádio com o engenheiro da WTorre, Rojer Antunes, o CEO da Soccer Grass, Alessandro Oliveira, e o coordenador do Núcleo de Saúde e Performance do Palmeiras , Daniel Gonçalves, para explicar o que mudou. São bastidores que revelam, inclusive, práticas pouco (ou mesmo nunca) faladas sobre a forma de trabalho do clube. Uma curiosidade, por exemplo, é que o novo gramado tem impacto direto nas características e nos recursos de jogo do Palmeiras . + Siga o ge Palmeiras no WhatsApp 2 de 8 Rojer Antunes, engenheiro da WTorre, Daniel Gonçalves, coordenador do NSP do Palmeiras, e Alessandro Oliveira, CEO da Soccer Grass — Foto: Camila Alves Rojer Antunes, engenheiro da WTorre, Daniel Gonçalves, coordenador do NSP do Palmeiras, e Alessandro Oliveira, CEO da Soccer Grass — Foto: Camila Alves O gramado anterior havia perdido "memória", que é a capacidade da grama de voltar à posição vertical após o uso, e isso impactou na velocidade do jogo, que se torna mais rápido, e até na forma que os jogadores podem encaixar o pé na bola. – Quanto menor a altura da grama, o atleta não consegue entrar embaixo da bola, então são mais propícios para o passe mais chapado – explica Daniel Gonçalves, coordenador do Núcleo de Saúde e Performance do clube. – E quanto maior a cerda ou a altura da grama, te permite entrar com o pé embaixo da bola. E isso faz com que essas bolas mais longas, as viradas, sejam permitidas – completa Daniel, demonstrando a diferença com o próprio pé no gramado. Coordenador do Núcleo de Saúde do Palmeiras explica como clube avalia gramado sintético 3 de 8 ANTES: Gramado do Allianz Parque em julho de 2025 — Foto: Camila Alves ANTES: Gramado do Allianz Parque em julho de 2025 — Foto: Camila Alves 4 de 8 DEPOIS: Novo gramado sintético do Allianz Parque — Foto: Camila Alves DEPOIS: Novo gramado sintético do Allianz Parque — Foto: Camila Alves Não à toa, o Palmeiras tinha algumas exigências durante o processo de troca: que o gramado tivesse boa "jogabilidade", velocidade adequada, conforto e segurança em relação aos movimentos de rotação (de joelho e tornozelo, por exemplo) e a possibilidade de o pé do jogador entrar embaixo da bola. Hoje, os atletas estão satisfeitos com a rolagem e velocidade de jogo, considerada não excessiva. Jogadores do Palmeiras elogiam novo gramado do Allianz Parque: "Melhor do Brasil" Mas como o clube faz essas avaliações do gramado? O Palmeiras se baseia em dois aspectos: o conhecimento objetivo, vindo de testes e dados, e o subjetivo, em cima do relato de atletas, comissão técnica e equipes adversárias. Por isso, além do teste anual obrigatório da Fifa, realiza constantemente testes de rolagem, de quique de bola, de tração da chuteira e da força reativa do solo, por exemplo, para alimentar a parte dos dados. Ao mesmo tempo, desenvolveu com o NSP um questionário. – Os atletas a cada jogo reproduzem notas, sobre quique e rolagem da bola, torção, segurança e o conforto de maneira geral. É feito um filtro dessas informações através dos questionários – explica Daniel. 5 de 8 Elenco do Palmeiras treina no novo gramado do Allianz Parque — Foto: Cesar Greco Elenco do Palmeiras treina no novo gramado do Allianz Parque — Foto: Cesar Greco E a partir de informações como essas, criou-se uma comissão, incluindo gerentes de logística, técnicos e engenheiros, para chegar em um consenso sobre o campo que mais se adequaria às exigências. Mesmo agora, após a troca, completa o coordenador do NSP, o clube continua colhendo esses relatos. E eles têm impacto na rotina de manutenção por parte da Soccer Grass e WTorre, administradora do estádio. – Se algum atleta sente alguma deformação ou algo fora do padrão, mesmo que a gente saiba que não está, a gente mede de novo – diz o engenheiro da WTorre, Rojer Antunes. – A própria Fifa no teste anual, se tem uma deformação, por exemplo, de mais de um 1cm, eles pedem o reparo. Se não, o campo é reprovado – completa. Engenheiro da WTorre explica como funcionam testes do gramado sintético do Palmeiras 6 de 8 Allianz Parque passa por vistoria de laboratório autorizado pela Fifa — Foto: Allianz Parque / Divulgação Allianz Parque passa por vistoria de laboratório autorizado pela Fifa — Foto: Allianz Parque / Divulgação O Palmeiras , inclusive, para além dessas medições e questionários, armazena dados comparando, por mil horas praticadas em jogos e treinos, o uso dos gramados naturais e dos sintéticos nos jogos disputados pelo clube. – A gente percebe que nosso índice de lesão é extremamente aceitável de acordo com a literatura recomendável – diz Daniel Gonçalves. Mais macio? O que sentiram, por que há diferença... Além da possibilidade de encaixar o pé embaixo da bola, logo quando testaram pela primeira vez os atletas do Palmeiras , como Andreas Pereira, falaram ter sentido o gramado “mais macio”. Há motivos para isso: o novo amortecimento e a densidade da cortiça, que preenche os filamentos da grama. – Existe uma mudança na parte do Shock Pad, que é a manta amortecedora, e na quantidade de Infill, a cortiça, que hoje é um pouco menos e tem menor densidade, o que torna o campo mais leve. Isso fez com que fique muito mais confortável – explica Alessandro Oliveira, CEO da Soccer Grass, que instala e faz a manutenção do gramado. CEO da Soccer Grass explica mudanças no gramado sintético do estádio do Palmeiras 7 de 8 Novo gramado do Allianz Parque entra na fase final de instalação — Foto: Reprodução Novo gramado do Allianz Parque entra na fase final de instalação — Foto: Reprodução ...e como ficou verde E por fim, a cor, visivelmente diferença em relação ao ano passado. Era uma reclamação frequente de alguns torcedores, não pelo que viam pessoalmente no estádio, mas pela forma amarronzada que o gramado aparecia nas transmissões dos jogos. Para atingir a nova cor, mais verde, houve uma mudança na coloração do filamento da nova grama, trabalhada em laboratório. – Existem alguns túneis de luz que a gente consegue aferir a pigmentação da cor e fazer ajustes nessa coloração. Tudo em laboratório para achar a melhor solução – diz o CEO da Soccer Grass. Um dos fios foi alterado e hoje o gramado tem 60% desse fio no produto. Isso fez com que atingisse os melhores parâmetros de testes da Fifa – finaliza. 8 de 8 As cerdas da grama do estádio do Palmeiras e a cortiça, chamada de Infill, entre os filamentos — Foto: Camila Alves As cerdas da grama do estádio do Palmeiras e a cortiça, chamada de Infill, entre os filamentos — Foto: Camila Alves + Veja mais notícias do Palmeiras 🎧 Ouça o podcast ge Palmeiras 🎧 + Assista a tudo do Palmeiras na Globo, sportv e ge 50 vídeos