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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Corinthians ganha três pontos que só o Athletico sabe explicar Juca Kfouri Colunista do UOL 19/02/2026 21h41 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Com seis estrangeiros, entre argentinos, colombianos e um italiano, o Athletico recebeu o Corinthians e perdeu dois gols em menos de dez minutos, com o colombiano Kevin Viveros. Pressionados, a cada falta que sofriam os corintianos ficavam no chão, em busca de quebrar o sufoco. Mas, aos 12, quem fez falta foi o Corinthians, e dentro da área, exatamente em Viveros, a primeira feita por Gustavo Henrique, não assinalada, e depois por Bidu, inescapável. Juca Kfouri Só o Athletico sabe explicar a vitória do Corinthians Sakamoto 'Defesa' da família mobiliza; soltar Bolsonaro, não M.M. Izidoro Por que a falta de cinema não branco não incomoda? Gustavo Miller Como Bad Bunny fez o Brasil se reconhecer latino Julimar tirou Hugo Souza da cobrança, mas tanto que bateu para fora. É aquilo: contra pegador de penais o cobrador tira tanto que o goleiro nem precisa defender. Três oportunidades claras perdidas pelo Furacão em gramado artificial triste de se ver. Como o futebol é um esporte cruel e surpreendente, aos 20, bola afastada pelo também colombiano Carlos Terán caiu nos pés do argentino Rodrigo Garro na entrada da área e ele mandou no ângulo, na primeira finalização alvinegra, num golaço. Dois minutos depois Viveros se livrou de Gustavo Henrique e bateu cruzado para boa defesa de Hugo. Dorival Júnior deveria comprar corda e mandar amarrar Viveros. Continua após a publicidade Aos 28 nem o deus dos estádios sabe como o Athletico não empatou, em bola que pererecou na pequena área, Viveros chutou à queima-roupa, a bola bateu em Hugo e Raniele acabou mandando a escanteio. Compreensivelmente inconformado com tantas chances perdidos, Viveros deu uma de artista e simulou agressão de Gabriel Paulsta que o VAR não comprou. A torcida do Furacão não compareceu em peso e os quatro mil ingressos para a Fiel foram devidamente esgotados. Era o 30° jogo entre ambos na Arena da Baixada e a vantagem paulista aumentava para 13 vitórias contra 10. Aos 46, Hugo fez que foi e não foi em cobrança de escanteio e Julimar simplesmente furou o cabeceio que valeria o empate. Sem Bidon e sem Yuri, machucados, o Corinthians ia para o intervalo com placar inacreditavelmente positivo. Continua após a publicidade Dorival Júnior havia escalado o time da, teoricamente, melhor maneira possível, mas nem Memphis, nem, principalmente, Vitinho, rendiam o que deles se esperava e André, no banco, muito provavelmente seria chamado para o segundo tempo. A exemplo do primeiro tempo, em sete minutos, três chances claras de gol para os donos da casa, com o garoto Chiqueti em campo no lugar de Portilla. Depois, o gramado lamentável prejudicou Viveros em lance agudo. A coisa estava feia e a providência veio com Allan, André e Gui Negão, nos lugares de Charles, Vitinho e Garro, aos 15. Viveros era o alvo preferencial dos corintianos que não o poupavam de pancadas em cima, em baixo, com o braço ou com o pé. Bruninho e Léo Derick dentro, Julimar e Esquivel fora, aos 23. Continua após a publicidade Matheus Pereira, machucado, também foi embora e André Ramalho o substituiu, aos 30. Memphis surpreendia por permanecer em campo no gramado que rejeita com razão. Mas participava pouco do jogo. O Furacão errava demais na hora agá, apenas quatro arremates no gol contra um do rival, o do gol de Garro. Se o Corinthians não mereceu perder três pontos na estreia contra o Bahia, na Vila Belmiro, ia levando outros três da Arena da Baixada graça à pontaria descalibrada do rubro-negro. Carrillo no lugar de Memphis, aos 36. E Dudu e João Cruz nos de Zapelli e Mendoza, diante de quase 17 mil torcedores, muito pouco para os anfitriões em jogo que poderiam assumir a liderança do campeonato com 100% de aproveitamento em três jogos, também porque, punido, houve limitação para a compra de ingressos, para mulheres, crianças e idosos. Continua após a publicidade Gostaria de poder elogiar o sistema defensivo paulista, mas, na verdade, vivia noite mais de sorte que de juízo, Aos 43, Hugo desviou a escanteio cabeçada no meio do gol, em boa defesa. Em seguida devolveu mal a bola com os pés e para sua felicidade na conclusão do lance Viveros voltava em impedimento embora tenha se chocado feio com o atacante. Nove minutos de acréscimos dão a medida de quanto tempo houve perdido em interrupções do jogo. Depois, mais quatro. O Athletico não tem do que se queixar a não ser dele mesmo. E o Corinthians só tem de agradecer aos deuses dos estádios, nenhum chute ao gol no segundo tempo de 58 minutos. Continua após a publicidade O embate, aliás, parecia que não acabaria nunca. E se durasse mais três dias o empate não aconteceria. O Magrão Doutor Sócrates, no dia de seus 72 anos, armou a cena com gol da camisa 8. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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