🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Palavras-Chave

Entidades Principais

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Público veio ao estádio ver Cristiano Ronaldo e foi apresentado ao futebol Julio Gomes Colunista do UOL 17/06/2026 16h20 Deixe seu comentário Estádio todo vermelho durante a partida entre Portugal e RD Congo Imagem: Julio Gomes - 17.jun.2026/UOL Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Em sei lá quantos jogos de sete Copas do Mundo, eu nunca havia visto o que vi em Houston. Um estádio inteiro, mais de 60 mil pessoas, que vieram ao campo para ver um jogador. Não um jogo. Não uma seleção. Não a Copa do Mundo. Mas um jogador. O estádio estava pintado de vermelho. Com alguns pontinhos azuis. Mas não se ouviu o nome de um país ser entoado. Somente "Criiiiiistiano Ronaaaaaldo, Criiiiiistiano Ronaaaaaldo". Os portugueses de verdade, que acham que neste ano "vair dar", como diz o lema, saem de campo preocupados com o empate por 1 a 1 com a aguerrida República Democrática do Congo. O resto da galera sai frustrada. Cristiano Ronaldo não fez gol. Mal tocou na bola. Foi quase um peso morto, falemos o português bem claro. A boa notícia para a turma é que eles foram apresentados a um negócio bacana chamado futebol. Fu-te-bol. Portanto, por favor, não peçam "money back". O produto de verdade foi entregue. Este esporte incrível em que o favorito se atrapalha todo. Ontem, o técnico de Portugal disse que seria necessário "atingir a mesma vontade do Congo em campo". Não atingiram. Voltando a uma Copa depois de 52 anos (quando o país se chamava Zaire e saía de um período tenebroso e assassino de colonização belga), os congoleses botaram a alma na ponta da chuteira. Jogaram em um honesto 5-3-2, deram a posse de bola para Portugal, fecharam a casinha e ainda souberam sair em contra ataques. Milly Lacombe Inglaterra mostra por que é forte candidata ao título Mauro Cezar Ao contrário de Messi, CR7 dá sinais de que acabou Casagrande Comparação de Neymar a craques da Copa é patética Josias de Souza Trump é o artilheiro da campanha de Lula Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por UOL Esporte (@uolesporte) Há várias maneiras de ganhar um jogo de futebol. O Congo não ganhou. Mas saiu com seu primeiro gol, seu primeiro ponto. E fez a história do jogo ser outra, não a do script imaginado pelo público de Houston. Uma rápida caminhada pelo lado de fora do estádio, antes da partida, já dava o tom do que seria visto nas arquibancadas. Gente do México (muita), diferentes partes dos Estados Unidos, da China, de El Salvador, da Índia, do Canadá, de todas as partes do planeta, usavam a camisa de Portugal. Mas não qualquer camisa. Era sempre a camisa 7. "Por que Portugal?", eu perguntava. A resposta era sempre a mesma. "Ronaldo". Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Quando o hino de Portugal foi tocado, um hino que tem uma parte forte "Às armas, às armas", era muito difícil ouvir algo vindo das arquibancadas de Houston. Claro. Portugueses portugueses mesmo eram poucos. Mais do que congoleses, que tiveram seus vistos negados pelo governo americano e apareceram em número pequeno, ainda que bem animados. Com um minuto e meio de jogo, o estádio começou a gritar: "Criiiiiistiano Ronaaaaaldo, Criiiiiistiano Ronaaaaaldo". Não teve "Por-tu-gal". Nem "Coooon-go". Nem dancinhas africanas. A cada toque na bola, um alvoroço. Era muito mais um público para ver um pop star do que um jogo de Copa do Mundo. O problema - para o público e para Portugal - é que os toques foram fugazes. Apenas 16 no primeiro tempo, sem um chute a gol sequer ou um drible. No segundo tempo, vieram duas finalizações para fora. Uma delas, entrando na frente de uma jogada que não era para ele. Continua após a publicidade Ao final da partida, ele foi um dos primeiros a ir embora pelo túnel, sendo fotografado e ganhando "joias" de pessoas que usavam a a camisa 7, mas não estavam chateadas pelo empate de Portugal. O resto do time, enquanto isso, foi até onde estavam alguns poucos lusitanos para aplaudir os que viram o time ter a bola durante quase o jogo todo, mas só finalizar sete vezes. "Portugal deve ser grato ao Cristiano Ronaldo para sempre. Mais do que os navegadores, mais do que tudo o que foi a história portuguesa... atualmente Portugal é conhecido no mundo por causa de Cristiano Ronaldo". Quem me disse isso foi um jornalista, Nuno Luz, do canal de TV SIC Notícias. O mundo veio ver Cristiano Ronaldo. E viu do que é capaz o futebol. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Julio Gomes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Ao contrário de Messi, Cristiano Ronaldo dá sinais de que... acabou Sul-africano expulso por árbitro brasileiro na Copa pega gancho de 3 jogos Laura Keller promete exibir resultado de cirurgia íntima em ensaio inédito Trump canta vitória, mas acordo mostra que EUA perderam guerra para o Irã Portugal 1 x 1 RD Congo | Melhores Momentos | Copa 2026