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A Copa do Mundo vem aí! E como o clima de futebol já tomou conta, o ge aproveita para relacionar o tema à Fórmula 1; afinal, também se trata de uma competição mundial. Alguns países que estão na Copa são presenças carimbadas no calendário da F1, como Brasil, Inglaterra, Bélgica e Japão. Mas outros tiveram passagens longínquas e esquecidas na lista de grandes prêmios. Acesse o canal de automobilismo do ge no WhatsApp Confira abaixo sete países presentes na Copa do Mundo 2026 que já sediaram corridas da Fórmula 1 – e que você talvez não se lembre. 1 de 11
Michael Schumacher e Eddie Irvine no GP da Argentina de 1998 — Foto: Ercole Colombo / Studio Colombo/Getty Images Michael Schumacher e Eddie Irvine no GP da Argentina de 1998 — Foto: Ercole Colombo / Studio Colombo/Getty Images Marrocos O adversário do Brasil na partida de estreia da Copa do Mundo sediou apenas uma corrida oficial da Fórmula 1, em 1958. O país do norte da África ganhou independência da França dois anos antes e viveu uma expansão esportiva na década de 50. Em 1955, foi construído o estádio Mohammed V, o maior do país. 2 de 11
Circuito de Ain-Diab, no Marrocos, recebeu apenas um GP oficial de Fórmula 1 — Foto: Bernard Cahier/Getty Images Circuito de Ain-Diab, no Marrocos, recebeu apenas um GP oficial de Fórmula 1 — Foto: Bernard Cahier/Getty Images Já em 1957, a cidade de Casablanca ganhou uma pista de rua: o circuito de Ain-Diab . No mesmo ano, o local recebeu uma corrida não-oficial da Fórmula 1, vencida por Jean Behra, da Maserati. No ano seguinte, a prova não só passaria a fazer parte do calendário como se tornaria importantíssima, recebendo a decisão do campeonato. Mike Hawthorn (Ferrari) e Stirling Moss (Vanwall) chegaram à prova marroquina com chance de título. No fim, Moss conquistou a vitória, mas o título ficou com Hawthorn, segundo colocado. A corrida ficou marcada pelo trágico acidente de Stuart Lewis-Evans, que saiu da pista após o seu Vanwall quebrar. O carro pegou fogo e o inglês até conseguiu sair, mas morreu seis dias depois devido à gravidade das queimaduras. 3 de 11
Mike Hawthorn foi campeão da F1 no GP de Marrocos de 1958 — Foto: Klemantaski Collection/Getty Images Mike Hawthorn foi campeão da F1 no GP de Marrocos de 1958 — Foto: Klemantaski Collection/Getty Images Suíça Presente no grupo B da Copa do Mundo, o país europeu recebeu cinco corridas da Fórmula 1, nos cinco anos inaugurais da categoria: de 1950 a 1954. O palco das corridas era o perigoso circuito de Bremgarten – basicamente, um encadeado de curvas de alta velocidade localizado na floresta de mesmo nome, em Berna. 4 de 11
Largada do GP da Suíça de 1954, em Bremgarten — Foto: Getty Images Largada do GP da Suíça de 1954, em Bremgarten — Foto: Getty Images A pista recebia corridas com automóveis desde os anos 30, na época dos Grandes Prêmios, antes mesmo da fundação da Fórmula 1. Com a integração ao calendário da Fórmula 1, o pentacampeão Juan Manuel Fangio triunfou duas vezes e se tornou o maior vencedor do circuito na categoria. No entanto, tudo mudaria após 1955. Durante as 24 Horas de Le Mans (na França) daquele ano, um acidente fortíssimo mataria o piloto Pierre Levegh e 83 espectadores. Diante da tragédia, vários países baniram as corridas em circuitos, mas a maioria deles voltou atrás pouco tempo depois. Não foi o caso da Suíça, que decidiu derrubar a lei apenas no mês passado, após 71 anos. Por consequência, o país nunca mais sediou uma prova de F1. Suécia Classificada para a Copa do Mundo após passar pela repescagem europeia, a Suécia também sediou a Fórmula 1 durante seis anos, entre 1973 e 1978. À época, o automobilismo vivia um crescimento de popularidade no país, graças ao piloto Ronnie Peterson. Embora nunca tenha sido campeão da F1, o sueco venceu dez corridas e teve 26 pódios, sendo duas vezes vice da categoria. 5 de 11
Anderstorp foi o autódromo que recebeu a F1 entre 1973 e 1978 — Foto: Reprodução/rede social Anderstorp foi o autódromo que recebeu a F1 entre 1973 e 1978 — Foto: Reprodução/rede social A casa da Fórmula 1 no país era o Autódromo de Anderstorp , construído em uma área de pântano salgado e bastante peculiar: além de ter a entrada dos boxes no meio do circuito, o que é incomum, o traçado ainda tinha uma grande reta que era usada para pousos e decolagens de aviões - não à toa ela é chamada de Flight Straight ("Reta do voo", em português). A pista foi palco de momentos curiosos da categoria, como a vitória de Jody Scheckter com um Tyrrell de seis rodas, em 1976, e o triunfo de Niki Lauda com um Brabham que levava um "ventilador" na traseira, em 1978 – dois dos carros mais bizarros da F1. No entanto, a morte de Ronnie Peterson durante o GP da Itália de 1978 abalou a popularidade da categoria no país, e a prova de 1979 foi cancelada por falta de verba. 6 de 11
Scheckter venceu uma corrida com a Tyrrell de seis rodas — Foto: Getty Images Scheckter venceu uma corrida com a Tyrrell de seis rodas — Foto: Getty Images África do Sul De volta à Copa após 16 anos, a África do Sul é o último país do continente africano a ter sediado uma corrida, em 1993. Dois circuitos receberam provas: o primeiro foi o de East London , desenhado em volta das dunas na costa do Oceano Índico. O local recebeu três etapas da Fórmula 1, todas nos anos 60. 7 de 11
Público assiste ao GP da África do Sul de 1962, em East London — Foto: LAT Images Público assiste ao GP da África do Sul de 1962, em East London — Foto: LAT Images O mais famoso deles, no entanto, é o circuito de Kyalami , que recebeu 20 corridas entre 1967 e 1993. A pista era considerada bastante rápida e localizada a 1500m de altitude, o que favorecia os carros com turbocompressores na disputa contra monopostos naturalmente aspirados. A realização da corrida foi constantemente criticada devido ao Apartheid, regime de segregação racial que vigorou no país até 1991. Em 1985, a escalada da violência no país fez com que as equipes francesas Ligier e Renault boicotassem a prova – e esta viria a ser a última corrida na África do Sul até o término do regime. 8 de 11
Largada do GP da África do Sul de 1985, em Kyalami — Foto: Reprodução Largada do GP da África do Sul de 1985, em Kyalami — Foto: Reprodução Com o fim do Apahrteid, o circuito de Kyalami voltou a receber provas em 1992 e 1993, mas os altos custos fizeram a África do Sul desistir de sediar uma etapa da Fórmula 1 depois disso. Nos últimos anos, o país trabalha para tentar voltar ao calendário, e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) aprovou um projeto de reformas na pista no ano passado. Coreia do Sul Embora não seja um país tão tradicional no esporte a motor, a Coreia do Sul também já teve um circuito para chamar de seu na Fórmula 1: o Circuito Internacional da Coreia , em Yeongam. A pista entrou no calendário da categoria em 2010 após um acordo de US$ 264 milhões, e o traçado foi desenhado por Hermann Tilke, designer alemão responsável por vários traçados da F1. 9 de 11
Sebastian Vettel no GP da Coreia do Sul de 2013 — Foto: Getty Images Sebastian Vettel no GP da Coreia do Sul de 2013 — Foto: Getty Images A construção por si só teve alguns problemas, como a dificuldade de arrecadar fundos, de achar maneiras de acomodar funcionários e torcedores e até mesmo com as fortes chuvas, que castigaram o asfalto da pista. Quando finalmente saiu do papel, o circuito de Yeongam foi palco de três vitórias de Sebastian Vettel, à época na Red Bull. No entanto, a organização do grande prêmio vinha reclamando dos altos custos desde 2011. A corrida foi realizada normalmente até 2013, mas não foi incluída no calendário em 2014 – embora o contrato seguisse válido. No ano seguinte, os próprios gestores do GP da Coreia declararam que não tinham intenção de realizar a prova, e o país deixou de sediar a Fórmula 1. Argentina Tradicionalíssima tanto no futebol quanto no automobilismo, a Argentina já recebia Grandes Prêmios antes mesmo da criação da Fórmula 1. Com o surgimento da categoria e a consagração de nomes como Juan Manuel Fangio e José Froilán González, o país recebeu uma prova oficial da F1 pela primeira vez em 1953, no Autódromo Oscar y Juan Galvez , em Buenos Aires. O primeiro triunfo no local foi do italiano Alberto Ascari, mas Fangio viria a ganhar as quatro provas seguintes na capital argentina. A prova deixou de ser disputada a partir de 1960, mas voltou nos anos 70 e permaneceu no calendário da Fórmula 1 até 1981, quando viveu mais um hiato, que durou de 1982 a 1994. 10 de 11
Largada do GP da Argentina de 1972, em Buenos Aires — Foto: Reprodução/rede social Largada do GP da Argentina de 1972, em Buenos Aires — Foto: Reprodução/rede social A elite do automobilismo mundial ainda retornou para quatro provas a partir de 1995, mas os altos custos fizeram com que, em 1999, o país desistisse de sediar o grande prêmio. Na atualidade, a Argentina vive um novo salto de popularidade da F1 com a chegada do piloto Franco Colapinto, e o governo local tenta convencer a categoria a voltar a realizar a prova em Buenos Aires nos próximos anos. Turquia Entre todos os países dessa lista, a Turquia é quem recebeu a Fórmula 1 há menos tempo: a última visita da categoria ao circuito de Istambul Park aconteceu em 2021. Assim como aconteceu com a pista sul-coreana, o traçado é de autoria de Hermann Tilke e caiu nas graças do público - em especial pela rápida curva 8, considerada como uma das mais marcantes da categoria e até chamada de “Diabolica”, em brincadeira com a “Parabolica”, famosa curva de Monza. 11 de 11
Massa controla Hamilton durante o GP da Turquia de 2008 — Foto: Getty Images Massa controla Hamilton durante o GP da Turquia de 2008 — Foto: Getty Images O Istambul Park foi inaugurado em 2005 e recebeu corridas ininterruptamente até 2011, com direito a três vitórias de Felipe Massa – recordista da pista. No entanto, deixou de fazer parte do calendário em 2012 e só retornou em 2020, com o intuito de ajudar a substituir as etapas canceladas após a pandemia de Covid-19. A permanência do circuito na Fórmula 1 parecia encerrada após o fim da pandemia, mas os fãs do autódromo ganharam uma boa notícia no fim de abril: o Istambul Park vai voltar ao calendário da categoria em 2027, com permanência garantida até 2031.