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Futebol Organizadas do Corinthians protestam no Parque São Jorge: 'Intervenção já' Fábio Lázaro e Lucas Batista Do UOL, em São Paulo 22/08/2026 12h17 Atualizada em 22/08/2026 20h16 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Torcedores do Corinthians fizeram uma manifestação em frente ao Parque São Jorge na manhã de hoje para pedir uma intervenção judicial no clube. O que aconteceu O ato teve cantos de ordem contra os dirigentes do Corinthians . Os principais alvos foram o presidente Osmar Stábile, o presidente do Conselho Deliberativo Romeu Tuma Jr., o vice-presidente Armando Mendonça e o conselheiro André Negão. Gaviões da Fiel, Camisa 12, Pavilhão 9, Estopim da Fiel, Coringão Chopp e Fiel Macabra participaram do protesto . A manifestação começou por volta das 11h30 e foi pacífica. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo O único diretor em exercício que esteve presente no ato foi o de tecnologia Marcelo Munhoes. Rozallah Santoro, ex-diretor-financeiro do clube durante a gestão de Augusto Melo, também compareceu. Esse é o terceiro ato da torcida corintiana na semana. Na quarta-feira, torcedores já haviam feito um ato em frente à sede do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), no centro de São Paulo. Houve também manifestações durante o jogo contra o Rosario Central, pela Libertadores, na quinta. Não é mole, não, ou arruma a casa ou não vai ter eleição. Não é mole, não, esse conselho é o câncer do Timão. É guerra, intervenção ou guerra. Organizadas do Corinthians Por que o MP abriu a investigação Luiz Ambra, promotor do MP-SP, em entrevista ao UOL Imagem: Fábio Lázaro/UOL Continua após a publicidade Em entrevista exclusiva ao UOL antes da manifestação, Ambra explicou pela primeira vez por que o Ministério Público decidiu investigar a possibilidade de uma intervenção no Corinthians. A apuração começou após uma representação enviada pelo promotor criminal Cássio Conserino, que conduz outras investigações relacionadas ao clube. Recebemos uma representação relatando inúmeras irregularidades que justificaram a proposição de algumas ações penais. Ele sugeria que esse cenário poderia justificar uma intervenção judicial. Ambra, ao UOL O Ministério Público entendeu que havia motivos para acompanhar o caso porque considera o Corinthians um patrimônio cultural e avalia que uma eventual crise no clube pode afetar milhões de torcedores. O órgão também levou em conta a relação financeira dos torcedores com a instituição. São pessoas que colocam dinheiro no clube, pagam ingresso, compram produtos licenciados e participaram da vaquinha da Fiel. Entendemos que cabia a intervenção do Ministério Público para tutelar o patrimônio cultural e também essa coletividade de torcedores. Luiz Ambra Segundo Ambra, três pontos foram considerados para iniciar a investigação: o tamanho da dívida do Corinthians, as disputas políticas internas e informações sobre possíveis irregularidades cometidas por dirigentes. Esses fatores, de acordo com o promotor, formaram o cenário que levou o MP a abrir o procedimento. O cenário que tínhamos era a notícia de uma dívida gigantesca que poderia inviabilizar a própria existência do clube. Além disso, o ambiente político dificultava que fossem tomadas medidas necessárias para superar esse momento. E havia notícias de ilícitos penais cometidos em tese por ex-dirigentes e que, em tese, lesavam o clube. Continua após a publicidade O que uma intervenção pode significar A investigação ainda está no começo, e o Ministério Público não decidiu se vai pedir à Justiça uma intervenção no Corinthians. Ambra afirmou que, neste momento, não é possível estimar nem mesmo a possibilidade de a medida ser proposta. Existe razão para a investigação. Existem circunstâncias que justificam a apuração. Porém, nós não podemos apontar percentual de chance de ser proposta uma ação e também de ser alcançado seu objetivo. Luiz Ambra Se o MP encontrar elementos suficientes, poderá pedir à Justiça que determine uma intervenção. Isso não significaria necessariamente a saída imediata da atual diretoria nem uma mudança no modelo de funcionamento do clube. A intervenção, segundo Ambra, consistiria na escolha de uma pessoa para assumir determinadas tarefas no Corinthians durante um período limitado. O objetivo seria resolver os problemas definidos pela Justiça e, depois disso, devolver o comando do clube ao funcionamento normal. Seria a nomeação de um interventor para tomar algumas medidas relativas ao clube por prazo determinado, com um objeto previamente definido. Tomadas essas medidas e buscando regularizar situações necessárias, o clube depois retoma seu curso normal. Continua após a publicidade Durante a entrevista coletiva após a manifestação, Ambra e Pascoal também explicaram que uma eventual intervenção não teria como objetivo punir dirigentes ou o próprio Corinthians. A ideia seria proteger os interesses do clube e ajudar a corrigir situações consideradas necessárias. A intervenção judicial não é uma sanção. É um procedimento que busca tutelar os interesses do clube e resguardar os interesses do clube. André Pascoal Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo