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Futebol O que cada estreante significa para o projeto de Ancelotti na seleção Igor Siqueira e Rodrigo Mattos Do UOL, no Rio de Janeiro 09/09/2026 17h04 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlo Ancelotti anunciou hoje a primeira convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo. A lista para os amistosos contra Austrália e Índia tem oito estreantes. O olhar para cada um deles revela o tom do que o treinador do Brasil pensa para o futuro da equipe e também para os planos da CBF, como um todo. As novidades se concentram em quatro setores: goleiros, zagueiros, laterais e meio-campistas. O ataque passou "ileso", por já ter sido renovado recentemente e contar com jogadores do quilate de Endrick, Estêvão e Rayan. Matheus Pichonelli Flávio tira Moraes da TV e ganha reforço de Michelle A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo "Temos jovens que têm qualidade para representar o futuro da Seleção. Temos jogadores que agora estão bem no Brasileiro e outros com idade olímpica. Estamos compartilhando o treinador da sub-17 e sub-20. Nesse momento precisamos priorizar o jovem que tem qualidade para estar na próxima Copa e Copa América", explicou o treinador da seleção. Pedro Morisco e Otávio Entre os goleiros, Ancelotti trouxe Pedro Morisco, do Coritiba, e Otávio, do Cruzeiro, como novatos. É um setor em que deliberadamente Ancelotti quer novatos porque Alisson e Ederson, referências das últimas três Copas do Mundo, já estão com 33 anos. Otavio, goleiro do Cruzeiro Imagem: Gilson Lobo/AGIF Quando olha para Pedro Morisco, Ancelotti recorre a um goleiro que é destaque no clube desde a campanha da Série B. Tem 22 anos e o que especialistas em futebol de base chamam de projeção. Continua após a publicidade Otávio é ainda mais jovem: 20 anos. Tem histórico em seleções de base e idade para estar nos próximos Jogos Olímpicos. "Taffarel está avaliando os jovens agora, me parece que há outros também, não só no Campeonato Brasileiro, mas também na Europa. Me parece que Otávio está atuando muito bem no Cruzeiro, também o Morisco. O Hugo Souza eu já conheço. Não quer dizer que os outros estão excluídos. Alisson conhecemos muito bem. Quando chegar a competição, a próxima Copa América, se Alisson seguir sendo o melhor goleiro do Brasil ele vai jogar. Mas agora temos que priorizar isso, caras novas", disse Ancelotti. Arthur Dias e Jair Arthur Dias, do Athletico, e Jair Cunha, do Nottingham Forest, foram os novatos entre os zagueiros. Eles entram também na leva dos jogadores com idade olímpica com histórico na base da seleção. Arthur poderia até ainda estar jogando na sub-20 (tem 19 anos). Arthur Dias e Gui Negão em ação durante jogo entre Athletico e Corinthians na Copa do Brasil Imagem: Hedeson Alves/AGIF Continua após a publicidade Ancelotti não trata a zaga como um problema. Até porque conta com Marquinhos e Gabriel Magalhães, sem contar Militão (que está voltando de lesão). Victor Reis é outro jovem, mas já tinha sido convocado anteriormente, em março. "Falando de qualidade, eu acho que nesse momento há algumas posições bem cobertas, no futuro não vamos ter problemas com a defesa e com atacantes", disse ele. Matheuzinho e Mauro Júnior Os novatos são Matheuzinho, do Corinthians, e Mauro Júnior, do PSV. O primeiro atua no futebol brasileiro e faz parte de uma busca por alguém que forme dupla com Wesley nessa que é uma das posições mais carentes da seleção. Matheuzinho tem 26 anos. É uma aposta já perto do auge da carreira. Wesley, que deve ser o titular e foi cortado por lesão às vésperas da Copa, é até mais novo (23 anos). Continua após a publicidade Já Mauro Júnior era camisa 10 na base, chegou a defender a seleção sub-20. No PSV, da Holanda, se reinventou: virou lateral/ala. Venceu a concorrência com Kaique Bruno para a lista atual. Tem 27 anos. Pode ser uma solução para o presente da seleção e não um olhar para o futuro. Mauro Júnior é um lateral-esquerdo com característica bastante diferente dos outros, gosta de jogar por dentro, ofensivo, com qualidade. É um lateral-esquerdo que não conheço muito, estamos avaliando todos os laterais-esquerdos que estão na Europa. Temos boas opções, Kaique que está no Como. Todos os laterais da lista larga têm perfil para estar conosco nas próximas convocações. Sobre Mauro Júnior, quero vê-lo de perto, me parece que tem um perfil muito interessante. Carlo Ancelotti Breno Bidon e Gabriel Bontempo Essa é a posição mais carente da seleção. Ancelotti busca opções para o presente e o futuro do Brasil. Breno Bidon, do Corinthians, e Gabriel Bontempo, do Santos, são os novatos da vez. Continua após a publicidade A dupla também pode aparecer na seleção olímpica. Ancelotti os vê como jogadores "box-to-box" e esse perfil, dependendo do sucesso deles, pode condicionar as escolhas táticas do treinador para o futuro. Breno Bidon, do Corinthians, comemora gol contra o Rosario Central Imagem: THEO DAOLIO/F/2.8 NEWS/ESTADÃO CONTEÚDO "Temos que escolher meio-campistas. Nesse momento temos um pouco de carência no meio de campo, isso é óbvio, isso vai determinar também o modelo de jogo para o futuro da seleção. Todo mundo fala do modelo de jogo da Espanha, mas a Espanha pode propor esse modelo porque tem muitos meio-campistas", acrescentou Ancelotti. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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