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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Goleadas mascararam os problemas defensivos do 'Novo Palmeiras' Rodrigo Mattos Colunista do UOL 24/10/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, durante jogo contra a LDU Imagem: Rodrigo BUENDIA / AFP Diante do Universitario, o técnico Abel Ferreira escalou VItor Roque e Flaco Lopez pela primeira vez, e goleou. Contra o Internacional, usou uma formação com um quadrado de meio e os dois na frente, e de novo conseguiu uma goleada. A partir daí, houve uma sequência de atuações de ótimo nível ofensivo com profusão de gols. E uma fluidez no jogo. Abel passou a priorizar um segundo volante que jogasse bola, mesmo quando perdeu Lucas Evangelista - Andreas foi recuado. Até Fuchs jogou como primeiro volante. Reinaldo Azevedo A família Bolsonaro tem de ser banida da política Daniela Lima Lula arroja para projetar poder em momento crucial TixaNews Joesley, Lula e a química se completam na Indonésia José Paulo Kupfer Bolhas mantêm mercado financeiro em suspense Só que a fragilidade ofensiva dos rivais mascarou os problemas que o Palmeiras tinha para competir no meio quando não tinha a bola. Desde a partida contra o Inter, o time alviverde jogou nove vezes e tomou nove tentos, um por partida. O time dominou a posse de bola diante do Flamengo, mas deu muitos espaços nas suas costas. Um quadro bem diferente do habitual diante do principal rival dos últimos anos. Foi um Palmeiras ofensivo e exposto. O time rubro-negro o puniu com três gols. Contra a LDU, Abel Ferreira optou por um meio com Martínez, Andreas, Veiga e Felipe Anderson. Em sua coletiva posterior, explicou, por exemplo, que Veiga e Martínez tinham funções de bloquear determinados jogadores da LDU, o que não funcionou. Martínez deveria ter parado Villamil, que fez dois gols. Além disso, Andreas, que é muito bom jogador, sempre teve problemas para competir quando atua de segundo volante. Não por acaso a entrada da área palmeirense estava desprotegida quando ele meteu a mão na bola e fez um pênalti. Aliás, um jogador meio azarado em Libertadores. Jogando na altitude, pode-se defender tendo a bola ou se trancando para competir lá atrás. Abel queria ter a bola pela formação escolhida, embora tenha feito duas modificações no meio em relação ao Flamengo. Continua após a publicidade Ao final do 1o tempo, seu time teve 30% de posse. Abel reconheceu em coletiva que o Palmeiras não competiu diante de um adversário agressivo. Ramirez, Villamil e Gruezo foram muito superiores no setor. Antes desses seis gols em dois jogos, o Palmeiras foi testado contra alguns times mais fortes, River Plate (duas vezes) e Bahia. Diante do River, começou e terminou muito bem (1o tempo da ida, e o 2o tempo da volta), mas fez outros dois tempos com dificuldades. E perdeu do Bahia. Na transformação que fez no Palmeiras, Abel achou um futebol ofensivo que talvez nunca tenha praticado na sua era vitoriosa do clube. Mas ainda não foi capaz de aliar isso à segurança que tinha anteriormente. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rodrigo Mattos por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Matheuzinho vive auge no Corinthians, mira Europa e tem 'lobby' na seleção Sem investir em sucessor, Lula quebra promessa de não tentar quarto mandato Ela tem doença degenerativa: 'Corpo não responde, mas mente continua viva' Cão internado reage ao ouvir voz do dono; ciência explica como é possível Brasil quer pausa no tarifaço e não crê em emboscada em encontro com Trump