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Futebol Romário diz ser 'um dos 5 maiores jogadores de todos os tempos'; veja lista Do UOL, em São Paulo 06/06/2026 13h48 Deixe seu comentário Resumo Romário se coloca entre os cinco maiores jogadores da história do futebol Imagem: Phil Cole/Getty Images Romário se colocou entre os cinco maiores jogadores da história e disse que um título do Brasil na Copa do Mundo pode aliviar a tensão política no país. O que aconteceu Romário afirmou que se vê no topo do futebol mundial e deu uma nota acima do máximo para a própria carreira. "Eu me considero um dos cinco maiores jogadores de todos os tempos", disse em entrevista ao jornal britânico Guardian. Ao listar os nomes do grupo, o ex-atacante incluiu duas lendas argentinas, dois craques atuais e dois brasileiros. "Pelé, Maradona, Messi, Cristiano Ronaldo, eu e Ronaldo. É isso. Eu me daria 11 de 10 como jogador", afirmou. Josias de Souza Bolsonaro soluça a dias da reanálise de domiciliar Sylvia Colombo Peru aprendeu a viver sem acreditar na política Milly Lacombe Fifa cancela ingressos 'grátis' devido a erro em site Tostão Certas discussões sobre a seleção são obsoletas Na mesma entrevista, Romário comparou o cenário atual do Brasil a 1994, ano em que foi campeão do mundo e eleito o melhor da Copa. "Estamos em uma situação muito parecida com a de 1994", declarou. Ele disse que a polarização e a violência aumentam a sensação de crise e que um título teria efeito simbólico para o país. "Politicamente falando, o país está uma bagunça. Há essa polarização entre esquerda e direita e a violência está alta", completou. Romário afirmou que uma conquista poderia trazer alívio para parte da população, embora veja o caminho como difícil. "Há muita notícia negativa em todas as partes do país. Estou dizendo isso por experiência pessoal porque vivi aquilo: uma vitória do Brasil traria alívio e alegria para o nosso povo que está sofrendo. Tenho certeza de que isso vai aliviar as tensões no país. O título da Copa traz esperança de dias melhores, esperança de coisas boas. Eu realmente espero que o Brasil ganhe a Copa do Mundo, mas vai ser muito difícil", disse. Romário TV e a volta ao passado O ex-jogador contou que criou um projeto de entrevistas no YouTube para conversar com nomes do futebol e revisitar a própria trajetória. "Essa coisa toda de Romário TV é uma situação totalmente nova na minha vida", afirmou. Ele disse que o formato o aproxima de momentos que viveu como atleta, especialmente quando encontra personagens da mesma geração. "É definitivamente uma forma de me reconectar com o meu passado. Eu parei de jogar em 2006. Esse papel de entrevistador me leva de volta a momentos que eu vivi, especialmente quando entrevisto pessoas da minha geração. Talvez esse seja um dos motivos mais importantes de eu estar gostando do que faço agora", disse. Continua após a publicidade Romário também comentou que a ausência de redes sociais em sua época permitia uma vida fora de campo menos exposta. Ele afirmou que gostaria de ter tido esse tipo de vitrine para que mais gente acompanhasse seus jogos. Ao mesmo tempo, ele reconheceu que a exposição teria ampliado a cobrança sobre comportamentos fora do futebol. "Mas tem o outro lado. As pessoas não sabiam das merdas que eu fazia. Isso teria sido um pesadelo, mas faz parte da vida. Se as redes sociais existissem na minha época, provavelmente não teria feito tanta merda também. Mas o pouco que eu fiz, as pessoas teriam sabido", disse. Críticas, seleção brasileira e política Romário voltou a rebater a imagem de que não gostava de treinar e disse que o desempenho em campo era a resposta. "Romário era preguiçoso", afirmou, ao repetir uma crítica que diz ouvir com frequência. Ele sustentou que não seguia o padrão de preparação esperado por parte do público, mas que entregava gols. "Romário não treinava do jeito que muita gente achava que eu deveria treinar. Mas eu fazia gols", disse. Ao falar da seleção, Romário avaliou que o problema recente não é falta de talento, e sim de desempenho quando os atletas vestem a camisa do Brasil. "O Brasil tem jogadores que vão bem nos clubes. Eles jogam muito bem na Premier League e em La Liga. São ídolos nos times deles. Mas quando vestem a camisa do Brasil, não entregam. Espero que isso tenha ficado para trás e que eles consigam jogar pelo menos a 80% do nível que mostram nos clubes. Se conseguirem, o Brasil vai ter chance de ganhar o título", afirmou ao Manual. Continua após a publicidade Ele também disse que segue atuando na política com foco em áreas sociais e no esporte. "Meu foco é educação, saúde, questões sociais e esporte", afirmou. Romário disse que não apoia pautas como liberar armas e que só assina projetos com os quais concorda. "Eu luto pelas pessoas com deficiência, pela inclusão das pessoas. Eu não pressiono ninguém a assinar meu projeto em troca de algo, como legalizar drogas. Legalizar aborto? Eu não assino isso. Armar o país? Eu não assino isso. Eu só assino projetos que eu acredito que são bons", declarou. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Seleção feminina sabotada e ganhadora Endrick aproveita chance, marca após dois anos e cria dúvida para Ancelotti A seleção brasileira ama o passado e não vê Sem Marta, Brasil ganha de virada dos EUA com festa e estádio cheio em SP Raphinha mostra pessimismo após lesão de Wesley na seleção: 'Muito triste'