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Brasil 3 x 0 Haiti | Melhores momentos | 2ª rodada | Copa do Mundo 2026 Com a bola nos pés, Matheus Cunha, Vini Jr. e Paquetá foram os craques da vitória de 3 a 0 sobre o Haiti nesta sexta-feira (19), na Filadélfia. Mas o futebol também é um jogo que se joga sem a bola. Na maior parte do tempo, o jogo acontece em disputas por espaço, pressão e ocupação de campo. Nesse quesito, Bruno Guimarães foi o grande destaque da Seleção contra o Haiti. + Brasil de Ancelotti mostra sua melhor versão contra o Haiti: poucos toques e muita velocidade 1 de 4
Bruno Guimarães em ação na estreia do Brasil na Copa do Mundo, contra Marrocos — Foto: Richard Sellers/Sportsphoto/Allstar via Getty Images Bruno Guimarães em ação na estreia do Brasil na Copa do Mundo, contra Marrocos — Foto: Richard Sellers/Sportsphoto/Allstar via Getty Images Jogando como segundo volante ao lado de Casemiro no 4-4-2/4-2-3-1 híbrido de Carlo Ancelotti, ele foi uma das peças centrais da equipe de Carlo Ancelotti. Teve importância fundamental especialmente quando não tinha a bola nos pés: ajudou a marcação lá na frente e fez movimentos que ajudavam Paquetá e Vini a terem mais espaços em campo. + Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de todos os jogos Bruno liderou o quesito "Offering to Receive", indicador que mede quantas vezes um jogador se movimenta para criar uma linha de passe e se apresentar como opção para os companheiros. Foram 36 movimentações entre as linhas de marcação do Haiti, 19 deslocamentos à frente da jogada e mais 8 movimentos abrindo espaço pelos lados do campo. Ranking de movimentação da Seleção contra o Haiti Raking do tipo de movimentação feita Jogador À frente da jogada Entre as linhas Abrindo o campo Total Bruno Guimarães 19 36 8 63 Lucas Paquetá 18 26 13 57 Vinicius Júnior 10 21 12 43 Matheus Cunha 11 19 4 34 Rayan 5 18 9 32 Casemiro 10 15 2 27 Douglas Santos 7 14 3 24 Marquinhos 5 12 1 18 Gabriel Magalhães 4 11 1 16 Fonte: FIFA deslize para ver o conteúdo O terceiro gol é um grande exemplo do gráfico. O Brasil começa saindo lá de trás com Casemiro e Bruno começa a correr para frente. A intenção é criar uma linha de passe ao companheiro. Quem recebe é Paquetá, que dá belo passe para Vini Jr. fechar o placar em 3 a 0. 2 de 4
Bruno Guimarães liderou os movimentos de correr para criar linhas de passe — Foto: Reprodução Bruno Guimarães liderou os movimentos de correr para criar linhas de passe — Foto: Reprodução Ancelotti analisa atuação do Brasil contra o Haiti: "Muito melhor no primeiro tempo" Nos outros dois gols, Bruno novamente foi fundamental ao pressionar e marcar de forma inteligente o Haiti. Segundo dados da FIFA, o Brasil realizou 195 ações de pressão sobre o portador da bola e forçou 39 perdas de posse do adversário. Em vários desses momentos, o camisa 8 foi o responsável por iniciar a perseguição ao jogador haitiano, fechar linhas de passe e induzir erros na saída de bola. O primeiro gol é um ótimo exemplo. A jogada começa com Bruno Guimarães saindo lá de trás e dando um pique junto com Vini Júnior, como na imagem. Ele ajuda o Haiti a dar o passe sob pressão para Matheus Cunha roubar, acelerar e concluir o rebote de Vini. Esse gol não aconteceria sem essa pressão inteligente. 3 de 4
Bruno Guimarães dá um pique e ajuda o Haiti a errar o passe — Foto: Reprodução Bruno Guimarães dá um pique e ajuda o Haiti a errar o passe — Foto: Reprodução No segundo gol, Bruno ajuda ao fechar a linha de passe do meia. Isso faz com que o Haiti só consiga jogar pelo lado, onde Paquetá estava posicionado para roubar a bola. 4 de 4
Lance do segundo gol começa com Bruno fechando um passe — Foto: Reprodução Lance do segundo gol começa com Bruno fechando um passe — Foto: Reprodução Contra o Marrocos, Bruno também apresentou números relevantes. O volante concluiu cinco das seis tentativas de quebra de linha, atingindo 83% de aproveitamento, uma das melhores marcas entre os jogadores brasileiros. Foi um dos melhores numa atuação coletiva ruim. Os protagonistas costumam aparecer nas estatísticas de gols e assistências. Mas toda equipe vencedora depende de jogadores que sustentam o funcionamento coletivo. São atletas que pressionam, ocupam espaços, oferecem linhas de passe e permitem que os jogadores mais criativos recebam a bola em melhores condições. Contra o Haiti, Bruno Guimarães foi dono do posto de "motor invisível