🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Palavras-Chave

Entidades Principais

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Os jacobinos negros chegaram para salvar o futebol através do encantamento Milly Lacombe Colunista do UOL 01/07/2026 11h16 Deixe seu comentário Mbappé comemora gol da França contra a Suécia, pela Copa do Mundo Imagem: Dustin Satloff - FIFA/FIFA via Getty Images Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Todos apaixonados pelo futebol francês. Um futebol que há pouco tempo não era grande coisa. Era conservador, branco e derrotado; e hoje é transgressor, negro e vitorioso. O futebol francês soube fazer a sua revolução, como bem colocou em palavras meu amigo Walter Casagrande. O que vemos em campo é daquelas coisas que nos elevam a um estado de encantamento, de amor, de mais significado. Ritmo intenso, movimentação delirante, técnica apurada, jogo coletivo, ousadia, verticalidade, alegria, música. A França assumiu seu multi-culturalismo e escureceu. Os deslocamentos em campo talvez sejam reflexo da coragem de uma diáspora que chegou ao continente para criar uma nova integralidade e uma nova consciência. Os franceses jogam hoje um futebol dinâmico e inteligente muito diferente daquele que antecedeu Zidane e sua geração. Ver a França atuar é ter a certeza de que o futebol pode mais, precisa de mais, deve mais. Posições fixas são o sonho de treinadores que querem aparecer mais do que o corpo dos atletas. Um jogador e uma jogadora que chegam a esse nível de profissionalismo possuem um tipo de inteligência tática que, se deixada livre, acha caminhos de encantamento. A França tem um treinador experiente e capaz que acredita na sagacidade de cada um de seus atletas e oferece a eles liberdade para criar e pede disciplina para defender. PVC Como Ancelotti freou Haaland no passado Josias de Souza PF associa pastor Sóstenes ao 8º pecado capital Sakamoto Flávio vira cúmplice do linchamento a Michelle Milly Lacombe Jacobinos negros chegam para salvar o futebol Enquanto a França trabalhava na sua revolução, o Brasil fazia sua contra-revolução. Deixamos de formar jogadores livres e ousados para exigir marcação e rigidez tática. Nada de meias, queremos volantes. O máximo que conseguimos é celebrar Casemiros e Paquetás pelo que podem entregar, que é o que estão entregando, entendendo de maneira conformada que um Vini Jr. não faz verão. Nos anos 80 fomos nós que provocamos no planeta esse choque de amor que a França hoje coloca em circulação. Foram as seleções de Telê que criaram a ideia do jogo bonito que até hoje está colada à camisa amarela. Não ganhamos Copas, mas ganhamos respeito. A França pode não levar essa taça, e isso não diminui a importância do que ela está fazendo pelo jogo. Hoje celebramos uma vitória apertada contra o Japão e na sequência temos que ver alguns de nossos jogadores irem às redes sociais tirar sarro dos derrotados e dos que previram a derrota. Uma seleção que possui maturidade para jogar o mundial sub15 é a que temos para chamar de nossa. E estamos testemunhando ao vivo Endrick ser transformado em jogador obediente como se alguém pudesse ganhar alguma coisa com essa transformação. A França está lá entregue à sua desobediência, ao desacato posicional, à rejeição da rigidez. Em campo, faz o tempo parar e oferece a todos e a todas nós o maior presente que o futebol pode dar: o direito de sentir e de amar. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês O título desse texto tirei do livro de C.R.L James, "Os Jacobinos Negros", escrito em 1938 e que trata da revolução haitiana. Eu indico que leiam para compreender o mundo em que vivemos. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora PF associa o deputado-pastor Sóstenes ao 8º pecado capital Argentino é preso no Rio suspeito de dar golpe de R$ 1 milhão em brasileira Procuradoria da Itália pede rejeição da extradição de Carla Zambelli Remédio barato de diabetes pode frear perda de visão por idade, diz estudo IA vigiada: entenda o caso da Anthropic e por que isso afeta o mundo todo