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Rodrigo França projeta 2026 de Hamilton na Fórmula 1: "Chance de redenção" A contratação do maior vencedor da história da Fórmula 1 pela equipe mais tradicional do grid foi a grande atração do início do ano passado. O box da Ferrari e, em especial o de Lewis Hamilton, era disparado o mais procurado em Melbourne, na Austrália, na primeira corrida de 2025. + Hamilton se diz renovado e rechaça aposentadoria: 'Não vou a lugar nenhum" + Domenicali acredita que F1 pode se manter sem Alonso e Hamilton + Leclerc vê ultrapassagens como grande desafio na F1 2026 1 de 3
Lewis Hamilton, piloto da Ferrari, durante a pré-temporada da F1 2026 — Foto: Hamad I Mohammed/Reuters Lewis Hamilton, piloto da Ferrari, durante a pré-temporada da F1 2026 — Foto: Hamad I Mohammed/Reuters Mas aí a temporada começou, e a decepção de torcedores e do próprio Hamilton foi aumentando exponencialmente, a ponto de o britânico dizer que “talvez a Ferrari devesse procurar outro piloto” . É difícil pensar que tanto “desânimo” venha do homem que igualou os sete títulos mundiais de Michael Schumacher e bateu o recorde de vitórias na F1. O GP da Austrália abre de novo a temporada no próximo domingo, e agora a pergunta que fica é: qual Lewis Hamilton veremos em 2026? Aquele dos títulos e vitórias, que dominou a F1 até o final de 2021, ou o das últimas temporadas? Em 2025, o heptacampeão sequer conquistou um pódio nas corridas principais da Ferrari, tendo como maior êxito a vitória na sprint da China. 2 de 3
Lewis Hamilton guia SF-26 nos testes da F1 2026, no Bahrein — Foto: Joe Portlock/Getty Images Lewis Hamilton guia SF-26 nos testes da F1 2026, no Bahrein — Foto: Joe Portlock/Getty Images É sempre difícil fazer previsões na F1 com base apenas na análise da pré-temporada, ainda mais em um ano de mudanças radicais nos carros. Mas, nos testes do Bahrein, chamou atenção o fato de Hamilton voltar a mostrar confiança e ânimo para bons resultados com a Ferrari em 2026. A equipe italiana foi a grande sensação dos testes no Oriente Médio, fazendo o melhor tempo de todos, com Charles Leclerc, e trazendo inovações impressionantes, como a asa traseira “Macarena”, que dá um giro extra de 180 graus para buscar uma abertura maior e melhorar a performance nas retas. + Sainz entrega bolo e surpreende pequena fã que lhe deu sorte na F1 com unicórnio; veja + Piastri diz que pilotos vão encontrar "muitas anomalias" em corridas de 2026 + Safety car da polêmica corrida do título de 2021 vai à venda por R$ 4,2 milhões Asa da Ferrari de Lewis Hamilton na pré-temporada — Foto: Reprodução/F1 O problema é que a própria Ferrari já teve em passado recente um ótimo desempenho na pré-temporada e acabou não entregando o mesmo rendimento nas primeiras corridas do ano. Os carros de 2026 foram testados primeiro no inverno em Barcelona, em temperaturas pouco similares às da temporada. Depois, no Bahrein, encararam um dos asfaltos mais abrasivos do ano, e o desenho do circuito não é dos mais exigentes no gerenciamento de energia, algo fundamental agora que quase metade da potência dos carros virá do motor elétrico. Apesar de também ter reclamado de que os carros “exigem um diploma” para serem pilotados, Hamilton mostrou alívio com o comportamento do novo F1, que não tem mais o efeito aerodinâmico de “quicar”, característico dos monopostos usados entre 2022 a 2025. Não por coincidência, esses foram os anos em que o rendimento do piloto britânico ficou aquém de seu vitorioso currículo. Assim, uma coisa é certa: uma das grandes histórias de 2026 será analisar a “volta” de Hamilton como aquele piloto agressivo, confiante e vitorioso nas pistas, tornando seu nome ainda mais eterno ao trazer conquistas para a Ferrari. + Veja mais notícias relacionadas à Fórmula 1 Durante a pré-temporada, Hamilton falou sobre o carro da Ferrari: "Sensação de recomeço" Quando fez o movimento de trocar a certeza da Mercedes pelo “incerto” de Maranello, onde uma nova mentalidade e jeito de trabalhar o esperava, Hamilton sabia que o grande ponto de motivação seria 2026, quando todos os times e pilotos começariam do zero por conta da enorme mudança na aerodinâmica e motores dos carros. Que Hamilton e a Ferrari têm capacidade para andar na frente, ninguém duvida. O problema é que nem sempre paciência é a palavra mais usada na F1. O heptacampeão precisa mostrar que ainda é capaz de brigar por pódios, vitórias e, por que não, títulos na maior categoria do automobilismo mundial. Os recordes, ele já tem. A vontade de ampliar estes incríveis números, pelo que apresentou na pré-temporada de 2026, segue intacta. E a primeira corrida do ano em Melbourne será uma oportunidade perfeita para mostrar isso aos seus milhões de torcedores pelo mundo, especialmente os italianos, que ainda não viram esta versão multicampeã de Hamilton vestindo vermelho. 3 de 3
Perfil Rodrigo França — Foto: Infoesporte Perfil Rodrigo França — Foto: Infoesporte