🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Palavras-Chave

Entidades Principais

Conteúdo Original

Futebol Pressão de Trump põe Fifa em encruzilhada e pode ajudar Claus na Copa Danilo Lavieri e Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunistas do UOL, em Boston (EUA) 08/07/2026 15h27 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao colocar sob suspeita a atuação de Raphael Claus na Copa do Mundo criou um problema institucional para a Fifa que pode acabar beneficiando o árbitro brasileiro. Embora inicialmente ele não estivesse cotado para receber novas escalas, a entidade agora avalia com cuidado os próximos passos para evitar a impressão de que cedeu à pressão política de um chefe de Estado. Claus segue normalmente concentrado com os demais árbitros em Miami. Ele participa das atividades diárias promovidas pela comissão de arbitragem da Fifa, permanece oficialmente à disposição para novas partidas e continua recebendo as diárias pagas pela entidade durante o período de concentração. Antes da repercussão das declarações de Trump, a expectativa era de que Claus encerrasse sua participação após os dois jogos que apitou na competição: Espanha x Arábia Saudita e Estados Unidos x Bósnia Herzegovina. A avaliação interna era semelhante ao roteiro vivido na Copa do Mundo do Qatar, em 2022, quando também comandou apenas duas partidas. Juca Kfouri O VAR seletivo e a proteção à Argentina PVC Fifa abriu a porta do inferno com o caso Balogun João Paulo Charleaux Flávio calcula errado, e estratégia sai pela culatra José Paulo Kupfer FMI está mais otimista com o Brasil que os brasileiros Agora, porém, a situação mudou. Segundo apurou o UOL Esporte , uma eventual dispensa imediata poderia transmitir a imagem de que a Fifa alterou seus critérios por influência das críticas do presidente norte-americano. Um dos cenários discutidos é manter Claus até o fim da competição, preservando a posição institucional da entidade, mesmo que ele não volte a ser escalado para atuar em campo. Outra possibilidade é ele ser escalado pelo menos como 4º árbitro. Mas dificilmente ele vai ser mandado de volta para casa, ainda que esteja fora da escala. Nos bastidores, pessoas próximas ao árbitro relatam que Claus demonstra tranquilidade apesar da repercussão internacional do caso, que fez seu nome aparecer em manchetes de diversos países. Após as declarações de Trump, Fifa, CBF e Conmebol divulgaram manifestações públicas de apoio ao brasileiro, reforçando confiança na lisura de sua atuação. Os outros representantes da arbitragem brasileira vivem cenários distintos. Ramon Abatti Abel também dirigiu duas partidas, Suíça x Canadá e Bélgica x Egito, e foi designado como quarto árbitro para o confronto entre Espanha e Bélgica, e deve se despedir em seguida. Quem chega mais fortalecido ao momento decisivo da Copa é Wilton Pereira Sampaio. O brasileiro já acumula três escalas, incluindo o jogo de abertura entre África do Sul e México, além de Noruega x Senegal e do confronto da 2ª fase entre Holanda e Marrocos. Pelo número de partidas e pela avaliação positiva de seu desempenho, Wilton aparece entre os cinco principais candidatos para comandar uma das semifinais ou até mesmo a grande decisão, dependendo das seleções classificadas e da estratégia adotada pela Fifa para evitar conflitos de nacionalidade e de confederação. Também está em avaliação o peso de ter o mesmo árbitro abrindo e fechando a Copa. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Bombardeios 'vão ficar piores' se Irã não interromper ataques, diz Trump Carioca, Tarcísio critica Marina e Tebet por se candidatarem em SP Renan Santos rebate Flávio Bolsonaro: 'É especialista em defender inimigos' Arsenal prepara oferta final de meio bilhão de reais por Bruno Guimarães Irã relata explosões no sul do país; EUA confirmam ataque