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Análise dos Times

Brasil

Principal

Motivo: O artigo foca na eliminação do Brasil, detalhando as falhas e criticando a falta de profundidade e criação, o que indica uma análise crítica, embora baseada em fatos.

Viés da Menção (Score: -0.2)

Motivo: A China é mencionada como adversária que venceu o Brasil, com o placar, mas sem julgamentos sobre sua performance, caracterizando um tom mais neutro.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Palavras-Chave

Entidades Principais

belgica brasil franca china republica tcheca australia pokey chatman kamilla cardoso damiris dantas bella nascimento

Conteúdo Original

China 83 x 71 Brasil | Melhores momentos | 5ª rodada | Pré-Mundial feminino de basquete O golpe sofrido pela seleção brasileira feminina de basquete nessa terça-feira, no Pré-Mundial, foi duro e ainda vai reverberar por algum tempo. Isso porque ao ser derrotada pela China na casa das anfitriãs por 83 a 71, as comandadas por Pokey Chatman deram adeus ao sonho de disputar a Copa do Mundo desse ano, que será disputada em setembro, na Alemanha. Uma derrota, uma eliminação que frustra, sobretudo porque estivemos muito perto de voltar a figurar entre as protagonistas da bola laranja depois de 12 anos. Juntar os cacos, mapear os erros, pôr uma lupa nas deficiências, entender o que não funcionou e olhar para a estrutura como um todo, de cima, é um ritual que infelizmente nos acostumamos a cumprir ao longo dos últimos anos. + Brasil perde para a China e fica fora do Mundial feminino de basquete pela 3ª edição seguida 1 de 3 Brasil perdeu para a China no Pré-Mundial feminino de basquete — Foto: Fiba Brasil perdeu para a China no Pré-Mundial feminino de basquete — Foto: Fiba Do ponto de vista da quadra, está muito claro quais as principais valências dessa seleção. Momentos de aplicação e intensidade defensiva para contra-atacar defesas ainda em fase de recomposição, jogo individual de Damiris Dantas, Kamilla Cardoso alimentada no garrafão e lampejos da jovem e talentosa Bella Nascimento. No entanto, em competições de nível global, em que temos que lidar com forças como Bélgica, China, França, Austrália e até seleções de uma segunda prateleira técnica, o pacote que temos não tem se mostrado suficiente. Podemos até ser eventualmente competitivos, como fomos em todo o primeiro tempo contra a China. Mas é difícil não mencionar a falta de uma profundidade de elenco, de uma homogeneidade. Nas derrotas que tivemos dentro da competição (para Bélgica, Rep. Tcheca e China) Damiris, Kamilla e Bella anotaram em média 65% dos pontos do time. Ao longo do Pré-Mundial, o Brasil mostrou pelo menos uma lacuna inegável no ataque e na defesa. No ataque, nos faltou variação. Nos faltou criação efetiva de jogadas na meia quadra que abrisse o leque, que gerasse vantagens consistentemente, que nos permitisse fugir de arremessos contestados ou da abordagem previsível (Damiris ou Kamilla acionadas como opções de segurança). 2 de 3 Damiris Dantas no Pré-Mundial de basquete — Foto: FIBA Damiris Dantas no Pré-Mundial de basquete — Foto: FIBA E essa lacuna se dá em parte porque nos falta uma armadora acima da média, que: 1) coloque a equipe em caminhos certos dentro do jogo, 2) avance no 1x1 ou a partir do pick and roll para criar vantagem que desdobre em ataque de 4x3, 3) minimize erros sob pressão e 4) potencialize, dê a Damiris e Kamilla a possiblidade de encarar defesas menos fechadas em função das ajudas que essa armadora pode induzir. Defensivamente o Brasil sofreu contra seleções de maior nível técnico e consciência tática. Sofremos contra seleções que rompem o 1x1, que criam vantagens consistentemente e que rodam a bola com contundência para punir as brechas. Evitar isso, prevenir atrasos e impedir arremessos limpos exige um patamar alto de afinamento, de comunicação na rotação defensiva. Não mostramos isso. Contra Bélgica e China, cedemos um combinado de 22 bolas de três com 45% de aproveitamento dessas adversárias. Um número alto demais e que derruba a competitividade de qualquer equipe. Surge no horizonte um novo objetivo: a classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, que não disputamos desde 2016. É difícil prever os próximos capítulos dessa história. Algumas lacunas podem ser corrigidas ou minimizadas com trabalho, outras são mais profundas e estruturais. 3 de 3 Seleção brasileira feminina de basquete comemora vitória sobre Mali — Foto: Divulgação / CBB Seleção brasileira feminina de basquete comemora vitória sobre Mali — Foto: Divulgação / CBB De todo modo, é impossível vislumbrar um Brasil brigando nas prateleiras de cima do basquete mundial se não houver fomento das ligas domésticas, disposição para massificar, investimento na base que nos possibilite gerar talentos de impacto, especialmente na armação, posição tão crucial no basquete moderno. Não existe sucesso em Pré-Mundial ou em Pré-Olímpico sem elenco sólido, assim como não existe elenco sólido para esse nível de disputa sem trabalho de base bem feito e incentivado.