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O torcedor do São Paulo tem muitos motivos para sorrir em 2026. Com a vitória sobre a Ponte Preta , o time chegou a seis jogos de invencibilidade, avançou de fase no Paulistão e ainda celebrou a chegada do meia Cauly, ex-Bahia , um dos reforços mais aguardados do ano. + Siga o canal ge São Paulo no WhatsApp A contratação de Cauly atende a um pedido antigo da torcida: um armador de origem, o famoso camisa 10. Qual foi o último camisa dez de verdade que o clube teve em seu elenco? Luciano, por exemplo, sempre rendeu melhor como segundo atacante; Gabriel Sara foi brilhante como falso-ponta, mas também não era esse típico organizador. Não é exagero dizer que Nenê, hoje no Botafogo-SP, foi o último real meia armador que esteve no elenco. 1 de 6
Cauly é anunciado pelo São Paulo — Foto: São Paulo FC Cauly é anunciado pelo São Paulo — Foto: São Paulo FC + São Paulo faz acordo para pagar atrasados ao elenco + Por que Cauly perdeu espaço no Bahia e como ele pode ser importante para o São Paulo + "É um meia que não temos": Crespo elogia contratação de Cauly e valoriza diretor do São Paulo Baiano de Porto Seguro, Cauly saiu cedo do país, fez base e se profissionalizou no Colônia, da Alemanha. Depois de cinco anos, buscou novas vivências no Ludogorets da Bulgária, mirando a sonhada disputa da Champions. Ao retornar ao Brasil pelo Bahia, rapidamente se tornou referência de criação, fundamental naquele time de Rogério Ceni que chegou a liderar o Brasileirão de 2024. O segredo estava no posicionamento: jogava como um camisa 10 clássico na fase ofensiva, mas, sem a bola, aparecia quase como um falso nove, facilitando a recomposição defensiva e garantindo equilíbrio ao meio-campo. É um jogador "sabor Messi", digamos. 2 de 6
Sem a posse de bola, Bahia faz um 4-1-4-1 com Cauly na frente — Foto: Reprodução Sem a posse de bola, Bahia faz um 4-1-4-1 com Cauly na frente — Foto: Reprodução + LEIA MAIS SOBRE CAULY: A tática do Bahia de Rogério Ceni, vice-líder do Campeonato Brasileiro Rogério Ceni comenta saída de Cauly para o São Paulo: "Não deveria ter ido embora" A missão do novo reforço é clara: ser o elo qualificado entre os volantes Danielzinho e Marcos Antônio e o trio de ataque, finalmente reunido com Luciano, Lucas e Calleri entre os titulares. E agora, Hernán Crespo? Como o treinador pode montar o time com o tão sonhado camisa 10 do São Paulo? O ge imaginou algumas opções táticas para o treinador, imaginando a força máxima exibida contra a Ponte Preta”: 1) No time ideal, Cauly é o meia armador num 4-2-3-1 Quando for registrado no BID e estiver pronto para jogar, esse é o time ideal do Tricolor: uma linha de meias composta por Luciano, Cauly e Lucas, com Calleri na frente. A dupla Danielzinho e Marcos Antônio é cada vez mais intocável, e o jeito é Crespo tirar Bobadilla do time para encaixar o meia. Forte ofensivamente e muito criativo, esse esquema tático exigiria o esforço de Luciano e Lucas para voltarem para marcar. Será que conseguem? 3 de 6
Cauly chega para ser o camisa 10, jogando centralizado num 4-2-3-1 — Foto: Reprodução Cauly chega para ser o camisa 10, jogando centralizado num 4-2-3-1 — Foto: Reprodução 2) Cauly pode jogar mais atrás, num esquema 4-3-2-1 Com Lucas e Luciano cada vez mais afiados perto de Calleri, Crespo pode encaixar Cauly como um terceiro jogador de meio-campo. Ele teria que voltar mais para marcar e fechar junto a Marcos e Danielzinho, liberando Lucas e Luciano para ficarem na frente e puxarem contra-ataques. Essa postura defensiva é um dos fortes do renascimento do Tricolor. O esquema, aqui, seria um 4-3-2-1, inspirado pelo Milan de Carlo Ancelotti. Será que dá certo? 4 de 6
Cauly pode jogar mais atrás, num esquema 4-3-2-1 — Foto: Reprodução Cauly pode jogar mais atrás, num esquema 4-3-2-1 — Foto: Reprodução 3) Um losango no meio-campo é outra (boa) opção Torcedor, estamos em ano de Copa do Mundo. Por mais que você sonhe com o time titular ideal, é muito pouco provável que Crespo consiga repetir escalações, ainda mais sabendo da condição física de Lucas. O importante no futebol brasileiro (e no mundo todo) é ter um elenco qualificado. Com isso em mente, o treinador pode colocar Cauly com três volantes atrás, o chamado losango no meio-campo. O ataque tem Luciano e Calleri. Ou André Silva e Tapia, que jogaria mais centralizado. Ou Lucas e Luciano. Variações para um ano com muito jogo e pouco tempo de treino. 5 de 6
Num 4-3-1-2: opção para o calendário — Foto: Reprodução Num 4-3-1-2: opção para o calendário — Foto: Reprodução 4) Crespo gosta de três zagueiros, e Cauly pode encaixar neste sistema também O treinador já disse que não pensa em esquemas, mas sim em uma estrutura de disposição, intensidade e doação. Com Doria e Ferraresi na zaga, Cauly poderia jogar como um meia mais solto na frente, com Luciano e Calleri no ataque. André Silva, que já provou sua qualidade, pode disputar e até ganhar vaga por abrir mais espaços e permitir que o reforço chegue na frente e faça mais gols. 6 de 6
Cauly seria meia de ligação num esquema com três zagueiros — Foto: Reprodução Cauly seria meia de ligação num esquema com três zagueiros — Foto: Reprodução O mais importante é a continuidade do jogo, manter a estrutura, modelos de jogos com três zagueiros, quatro, pontas. Acho que interpretamos muito bem o que precisávamos fazer contra o Grêmio. Entenderam a colocação de cada um, o que tinham que fazer e como. Muita disposição com e sem a bola. — Hernán Crespo, após vitória contra o Grêmio + Leia mais notícias do São Paulo E agora? Qual opção você prefere? Deixe nos comentários! 🎧 Ouça o podcast ge São Paulo🎧 + Assista: tudo sobre o São Paulo no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos