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Análise dos Times

Selecao Brasileira

Principal

Motivo: A matéria usa a seleção brasileira como pano de fundo para discutir a nova era dos empresários e a gestão de carreira dos atletas que a compõem.

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Motivo: Mencionado apenas no contexto da venda de Endrick, sem viés específico.

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Motivo: Mencionado em uma matéria relacionada ao final do artigo, sem relação direta com o conteúdo principal.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

Palmeiras Arrascaeta Real Madrid Neymar Endrick Vinicius Junior Gabriel Martinelli Marquinhos Danilo Bruno Guimarães Gabriel Magalhães Douglas Santos Lucas Paquetá Matheus Cunha Giuliano Bertolucci Ibañez Thiago Freitas Neymar Pai Roc Nation Cristiano Caús

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Não é só vender! Seleção brasileira reflete era dos empresários "360º" Danilo Lavieri Colunista do UOL 28/05/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Endrick e Vinicius Jr são gerenciados pelo mesmo grupo de empresários Imagem: Reprodução/TV Globo A seleção brasileira que vai disputar a Copa do Mundo de 2026 também representa uma mudança profunda no papel dos empresários no futebol. Se antes eles apareciam quase exclusivamente na janela de transferências, negociando contratos e discutindo cifras, hoje muitos viraram gestores completos de carreira, comandando estruturas que funcionam como empresas de atendimento integral aos atletas. É como se no entorno de cada jogador existisse uma microempresa. Negociar venda, renovação e salários ainda segue como a principal função. Mas o jogador deixou de ser tratado apenas como alguém que entra em campo para chutar a bola. A lógica atual envolve planejamento de imagem, suporte psicológico, estrutura jurídica, organização financeira, marketing, adaptação cultural e até cuidados familiares. Wálter Maierovitch Na Casa Branca, Flávio quis imitar o irmão Eduardo Daniela Lima Parlamento mostrou que quando quer não é surdo Milly Lacombe O efeito da idolatria na luta contra o ódio Josias de Souza Esboço de nova chapa: Caizema ou Zemaiado? A Roc Nation é um dos principais exemplos desse novo modelo. A empresa cuida das carreiras do lateral Douglas Santos, do meia Lucas Paquetá e dos atacantes Endrick, Gabriel Martinelli e Vinícius Júnior. O trabalho vai muito além das negociações com clubes. A estrutura oferece ajuda em renegociações contratuais, busca de patrocinadores, apoio psicológico, contábil e jurídico e organiza praticamente toda a rotina do atleta. A ideia é que o jogador precise se preocupar apenas com o futebol. O caso de Endrick explica como esse trabalho se expandiu. Quando o atacante já havia sido vendido pelo Palmeiras ao Real Madrid, ele já falava inglês e espanhol, em um processo coordenado por sua equipe de gestão de carreira. Liderada pelo rapper Jay-Z, a Roc Nation possui braços espalhados pelo mundo e atua de maneira integrada em diferentes áreas da vida dos atletas. Fomos pioneiros no Brasil. Muito antes da nossa fusão, na percepção de que representar jovens atletas consistia de muito mais do que esperar a hora de os auxiliar com seus contratos. Tínhamos na formação deles, especialmente quando a comparávamos com a de franceses, espanhóis, ingleses e alemães, muito mais lacunas do que temos hoje Thiago Freitas, diretor de Operações da Roc Nations "Avaliamos ao longo de quase uma década mais de 100 atletas que, em algum momento, passaram a receber serviços complementares aos dos clubes. Métricas objetivas mostraram que nem 20% deles faz o uso adequado e/ou se beneficia desses serviços. Passam a tratar como uma obrigação da qual precisam se livrar, e não um privilégio, buscando formas de burlar a cobrança associada a eles. Hoje, conseguimos através de serviços oferecidos fora dos clubes, descobrir cedo, com uma assertividade mais que considerável, quais são aqueles que vão 'ficar pelo caminho' quando a exigência nos clubes crescer", completou Freitas. Outro exemplo desse formato é o empresário Giuliano Bertolucci, responsável pelas carreiras dos zagueiros Gabriel Magalhães, Ibañez e Marquinhos, dos meio-campistas Bruno Guimarães e Danilo e do atacante Matheus Cunha. Continua após a publicidade Seu grupo conta com profissionais conhecidos informalmente no mercado como "faz tudo". São pessoas que acompanham detalhes da vida cotidiana dos atletas, desde aluguel de casas até busca por escolas para os filhos, resolução de problemas com patrocinadores esportivos e ajuda na adaptação em novos países após transferências internacionais. A função do empresário passou a se aproximar mais da figura de um gestor executivo do que da imagem clássica do intermediário de negociações. Para Cristiano Caús, sócio fundador do CCLA Advogados, o empresário moderno virou uma espécie de coordenador de múltiplos especialistas. Ele presta serviços a nomes que estarão na Copa, como Bruno Guimarães e Arrascaeta, além de vários outros do Brasileirão. O gestor de carreira deve ser catalisador de outros profissionais, que atuarão em benefício do projeto 'Atleta Agente'. Todos os especialistas envolvidos, cada um em sua área de expertise, devem agregar valor e contribuir para que o objetivo do atleta seja alcançado. Importante, assim, cercar-se de ótimos assessores de imprensa, fisioterapeutas, preparadores físicos, agentes de viagem, assessores financeiros e, principalmente, advogados. A organização de vários profissionais, com diferentes valências e finalidades, que atuarão em benefício de seu cliente é, portanto, a missão maior do gestor de carreiras, chamado assim de empresário Cristiano Caús , sócio fundador do CCLA Advogados Há ainda casos como o de Neymar Pai, que aproveitou a força comercial da marca construída em torno do filho, Neymar, para ampliar os braços da empresa familiar. Além da captação de patrocínios e da criação de instituto, a estrutura passou a investir em equipes dedicadas às redes sociais do jogador e à produção de conteúdo para plataformas digitais, como canal no YouTube. Os empresários "menores" continuam existindo, mas muitos acabam se associando a grupos com mais recursos justamente para acessar essa estrutura mais ampla. É o caso de Bruno Guimarães e Danilo, que possuem outros representantes, mas se aproximaram de Bertolucci não apenas para aumentar relevância no mercado, como também para utilizar uma rede mais robusta de serviços e apoio. Não por acaso, empresários costumam ser presença constante em jogos importantes, períodos de concentração e principalmente em Copas do Mundo. O tratamento oferecido aos atletas durante o Mundial, as áreas reservadas às comitivas e os acessos aos jogadores sempre viram tema de discussão nos bastidores. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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