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Análise dos Times

São Paulo

Principal

Motivo: A matéria é focada em um ex-jogador e atual técnico da base do São Paulo, destacando suas conquistas e filosofia de trabalho dentro do clube.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

São Paulo Libertadores Paris Saint-Germain Guarani Raí Telê Santana Adílson Cilinho Mundial de 1992 Gamba Osaka

Conteúdo Original

Adílson fala sobre formação dos atletas no São Paulo: “Eu não faço tática para o sub-13" Quando era zagueiro, Adílson cometia poucas faltas e detestava dar chutões para frente. Hoje, como técnico do sub-13 do São Paulo , ele prioriza a técnica apurada aos ensinamentos táticos. Essa é a filosofia adotada pelo ex-jogador, multicampeão pelo Tricolor nas décadas de 80 e 90, para tentar se tornar um bom formador de atletas, como foram Telê Santana, Cilinho e Pepe, suas inspirações. – No sub-13, eu não faço nenhum tipo de tática, mas faço muito trabalho técnico. Deixo jogar futebol. Uma das coisas que prezo muito é não tirar o drible de ninguém. Eles podem fazer o que quiserem no jogo. Eu falo: se vocês quiserem dar um chapéu, dar um boné, façam! Mas com o objetivo de fazer o gol, sempre para frente. Essas coisas eu peguei do Cilinho. – O Telê também trabalhava muito a parte técnica. Ele sempre dizia para nós: não adianta você fazer a parte tática se eles não têm a técnica. Então, como são crianças, nós trabalhamos bastante a parte técnica. Telê e Cilinho foram os professores que eu sempre coloquei algumas coisas deles no meu tipo de trabalho – completou Adílson. + Siga o canal ge São Paulo no WhatsApp 1 de 3 Adílson foi campeão do mundo em 1992 pelo São Paulo e hoje é treinador do sub-13 do clube — Foto: João Pedro Brandão Adílson foi campeão do mundo em 1992 pelo São Paulo e hoje é treinador do sub-13 do clube — Foto: João Pedro Brandão Mais do São Paulo : + São Paulo perde dois jogadores por suspensão para o duelo contra o Flamengo + São Paulo demonstra interesse em renovar com executivo de futebol Cilinho foi responsável por revelar diversos jogadores no São Paulo , em especial os que formaram o time que ficou conhecido como "Menudos do Morumbi", que contava com Muller, Silas e Sidney. O apelido era em alusão à famosa banda de Porto Rico que fazia muito sucesso à época. Adílson conta sobre os métodos revolucionários de treinamento de Cilinho no São Paulo As estratégias dele estão na cabeça de Adílson até hoje: – Cilinho dava bolinha de tênis, depois de borracha e depois a normal. Quando você pegava a bola normal, parecia que tinha dimensões diferentes e isso faz com que domine melhor e tenha mais confiança no dia a dia. Lá atrás, em 1985, 1986, ele já fazia o treino em campo reduzido e agora todo mundo fala do reduzido. Ele estava muito à frente... 2 de 3 Cilinho com os "Menudos do Morumbi" — Foto: Arquivo Pessoal Cilinho com os "Menudos do Morumbi" — Foto: Arquivo Pessoal + Leia mais notícias do São Paulo A educação dos garotos é algo de extrema importância para Adílson, que se preocupa em formar não apenas jogadores, mas boas pessoas para a sociedade. – No meu treino não tem palavrão, não gosto de palavrão, porque eu acho que o palavrão traz coisas ruins para o grupo. Eles entenderam isso aí... Outro dia um segurança aqui veio falar comigo que ouve os pais conversando e eles dizem que os meninos melhoraram o comportamento em casa – contou. Do recorde de jogos à saída conturbada Como jogador, o ex-zagueiro tem oito títulos pelo São Paulo : Mundial de 1992, Copa Libertadores de 1992 e 1993, Brasileiro de 1986 e Paulista de 1987, 1989, 1991 e 1992. Apenas seis jogadores têm mais títulos do que ele pelo Tricolor. Rogério Ceni (18), Ronaldão (12), Zetti (11), Muller (11), Cafu (10) e Raí (nove). Adílson tem também o recorde de maior sequência de partidas como titular do São Paulo . Foram 52, de setembro de 1987 a 1989. 3 de 3 Adílson, zagueiro do São Paulo — Foto: Reprodução/Instagram São Paulo FC Adílson, zagueiro do São Paulo — Foto: Reprodução/Instagram São Paulo FC Apesar de todas essas conquistas e do sucesso dentro de campo, com 136 vitórias, 81 empates e 49 derrotas com a camisa tricolor, sua saída não aconteceu da melhor forma. Após o titulo mundial de 1992, o ex-zagueiro recebeu uma proposta importante do Gamba Osaka, do Japão, mas encontrou barreiras na diretoria da época. – Eu ia fazer um contrato de cinco anos. Estava tudo certo, de repente, quando voltei para o São Paulo em 93, que era para poder viajar, aconteceu um monte de problema e acabei não indo – contou Adílson. Adílson, campeão mundial, conta os motivos de sua saída do São Paulo em 1993 A pedido de Telê, o zagueiro renovou o contrato com o Tricolor por um período curto para a temporada de 1993, foi campeão de Conmebol Libertadores, mas logo se despediu rumo ao Guarani. – Eu fui obrigado a renovar o contrato de três meses com o São Paulo , para disputar a Libertadores que o Telê tinha pedido. Eles me falaram: só vamos pagar isso para você. – Isso me deixou bastante magoado. O São Paulo é soberano sempre, mas as pessoas que estavam lá me prejudicaram nesse sentido. E aí eu resolvi ir para o Guarani. Tinha uma transação do Jura, que era do Guarani, vindo para o São Paulo , nós fizemos, e eu fui – encerrou o ex-zagueiro. 🎧 Ouça o podcast ge São Paulo 🎧 Longe do exterior e da Seleção Sem conseguir a sonhada transferência para o Japão, Adílson encerrou a carreira sem atuar fora do país. Depois de sair do São Paulo , ainda teve uma oportunidade de jogar em Portugal, mas acabou não se concretizando pela ausência de jogos de Adílson pela Seleção, algo que era exigência à época. A última oportunidade surgiu quando Raí, seu antigo companheiro de Tricolor, estava no Paris Saint-Germain. O camisa 10 do título mundial de 1992 recomendou o amigo ao clube francês, mas quando parecia caminhar para um desfecho positivo outro empecilho apareceu. – Tive uma outra chance, quando o Raí foi vendido para o Paris Saint-Germain. Um mês de PSG, ele me liga: "Olha Adílson, eu quero te trazer aqui para o Paris Saint-Germain, quer vir? Mas você vai ter que fazer uma experiência". Só que naquela semana o treinador que ia me levar para lá caiu, foi demitido. O zagueiro terminou a carreira sem atuar por clubes estrangeiros, mas jogou em outros gigantes do Brasil, como Internacional e Fluminense. Adílson, técnico do São Paulo sub-13, conta como lidar com as crianças e pais dos atletas O atual técnico do sub-13 do São Paulo não carrega mágoas sobre a impossibilidade de jogar fora do Brasil e na Seleção, mas crê que ficou faltando um pedacinho de história em sua carreira. – Acredito que faltou esse pedaço, mas mágoas jamais, porque naquela época tinha Mozer, Ricardo Rocha, Ricardo Gomes, Júlio César, Mauro Galvão, muitos zagueiros de alto nível – encerrou Adílson.