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Esporte Futebol De ignorado a indiscutível: como Casemiro virou a cara do time de Ancelotti Thiago Arantes Colunista do UOL, em Lille (FRA) 18/11/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Casemiro, em treino da seleção brasileira: volante ressurgiu com Ancelotti Imagem: Rafael Ribeiro/CBF É impossível escalar a seleção brasileira de Carlo Ancelotti sem passar por Casemiro no coração do meio-campo. Mais do que isso, é obrigatório falar do volante do Manchester United para elencar as principais mudanças implantadas pelo treinador italiano desde a sua chegada, em maio deste ano. Titular sempre que esteve disponível (só não jogou contra a Bolívia, pelas Eliminatórias, porque estava suspenso), Casemiro é uma extensão de Ancelotti em campo e um amigo fora dele. Os dois fizeram uma parceria vitoriosa no Real Madrid e nunca se afastaram. Antes de assinar contrato com a CBF, o treinador mandou uma mensagem, pedindo informações. Depois, voltou a convocar o volante, que havia sido ignorado nas listas de Dorival Jr. Por fim, deu a ele a responsabilidade de ser titular e um dos líderes do time. Em resumo: fez Casemiro ressurgir. Letícia Casado Projeto antifacção é teste de força para Motta Josias de Souza Retórica de Tarcísio muda de direção como biruta José Paulo Kupfer Prévia do PIB confirma desaceleração Ana Carolina Amaral Brasil dribla queixas e cria base de decisão da COP30 Desde a chegada de Ancelotti, são seis jogos do volante, com um gol marcado — no sábado, contra Senegal. Para além dos números, o camisa 5 também recuperou a condição que tinha nos ciclos das Copas de 2018 e 2022: o de figura indispensável para o funcionamento do time. Mas, neste ciclo, nem sempre foi assim. Reaprendendo a jogar Uma parte importante do bom momento de Casemiro tem a ver com a forma de jogar. No "arroz com feijão" de Ancelotti, ele realiza funções semelhantes às que tinha no Real Madrid, e que também tem exercido nos últimos meses, no Manchester United. No breve período em que Fernando Diniz comandou a seleção, o cenário era bem diferente. Sob o comando do hoje treinador do Vasco, Casemiro teve de assimilar conceitos inéditos para ele: sair com a bola dominada entre os zagueiros, por exemplo. O volante entendeu as mudanças e trabalhou para se adaptar rapidamente, mas disse a pessoas próximas que precisava "resetar" tudo o que havia aprendido sobre futebol, para reaprender os conceitos. Quando ele estava neste processo, Diniz acabou demitido. Continua após a publicidade O telefone que não tocou Com Dorival Jr., a situação foi pior. Convocado na primeira lista do treinador, ele acabou cortado por lesão, mas viajou de Manchester a Londres de carro para conversar com o treinador e falar com os colegas, que estavam num período de treinos para amistosos contra Inglaterra e Espanha. Na segunda convocação de Dorival, os problemas começaram: Casemiro já estava bem fisicamente, mas não foi chamado. Diante de uma pergunta a respeito do volante na entrevista coletiva pós-convocação, o técnico disse que se tratava de uma questão técnica, mas também disse que entraria em contato com o jogador, para conversar sobre a situação. Casemiro esperou dias por uma chamada de Dorival nos dias seguintes àquela promessa, mas o telefone demorou a tocar. Quando eles finalmente se falaram, o treinador alegou que o mau momento no clube era a razão pela ausência na lista. De fato, o United não vivia um bom momento, e lesões no elenco levaram Casemiro a ser improvisado como zagueiro. Essa condição passou a ser usada por Dorival para justificar a ausência do jogador em suas convocações. Reviravolta no United A volta de Casemiro à seleção é mais que apenas uma reunião com Carlo Ancelotti. Ela coincide com uma virada do volante também no Manchester United, onde foi de jogador dispensável a peça fundamental. Continua após a publicidade Quando o português Ruben Amorim assumiu o clube inglês, em novembro do ano passado, ele foi claro com alguns jogadores: para Casemiro, disse que precisava de um volante que tivesse mais velocidade para marcar os adversários. Amorim apostou em jogadores mais jovens, como o inglês Kobbie Maino e o uruguaio Manuel Ugarte. Mas, quando as lesões voltaram a aparecer, foi Casemiro que ajudou o time a se recuperar e chegar à final da Liga Europa — perdeu para o Tottenham. Com boas atuações, o veterano colocou o treinador português numa sinuca de bico: como tirá-lo do time? Enquanto pensava na resposta, Amorim manteve Casemiro como titular; e assim se passaram dias, semanas, meses. Atualmente, Casemiro é não apenas titular, mas uma referência do time: em 10 partidas pelo United na temporada, o volante disputou 10 partidas, com três gols e uma assistências. A "virada" no United foi silenciosa, mas é considerada pelo brasileiro um dos momentos mais importantes de sua carreira. Capitão sem braçadeira Na seleção de hoje, a apenas três amistosos da convocação para a Copa, Casemiro é uma bússola para os companheiros. Ele orienta os mais jovens, lidera os experientes e tem uma linha direta com o treinador que nenhum outro jogador consegue ter. Continua após a publicidade Diante de uma liderança tão clara, há quem pergunte por que Ancelotti não deu a braçadeira de capitão ao camisa 5. Quem conhece o "mister" sabem bem os motivos: Ancelotti é um treinador de poucos golpes bruscos na direção, e não é adepto de mudanças que não sejam absolutamente necessárias. Neste caso, trocar o capitão a sete meses da Copa poderia causar um racha, inclusive desmotivando Marquinhos, que ocupa a posição de liderança ao longo deste ciclo. Ancelotti entende que Casemiro não precisa ser capitão para ajudar e motivar os colegas. Sendo assim, prefere ter depois capitães em campo: um com a braçadeira; e o outro, sem. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Oito apostas acertam Lotofácil e ganham R$ 1,3 milhão; confira dezenas Ajuda de Hang não chegou à cidade afetada por tornado antes do governo Lula Leilão da Caixa tem 580 imóveis e três opções na faixa dos R$ 50 mil Inmet emite alerta laranja para tempestades em SP e mais 9 estados Resumo novela 'Dona de Mim' da semana: confira capítulos de 18/11 a 29/11