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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Herói contra o Brasil, croata negou-se a jogar e virou problema na Espanha Thiago Arantes Colunista do UOL, em Barcelona 31/03/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Livakovic com a bola na partida entre Brasil e Croácia, pela Copa do Mundo Imagem: JACK GUEZ / AFP Há cenas que estão tatuadas na memória do torcedor brasileiro desde o último encontro com a Croácia, nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022. A jogada inteira que acaba no gol de Bruno Petkovic, a bronca de Neymar em Fred — "Vai subir pra quê?", o pênalti de Marquinhos batendo no pé da trave... e as defesas de Dominik Livakovic. O goleiro croata foi um dos nomes da partida. Além da defesa na cobrança de Rodrygo, que abriu a decisão por pênaltis, ele brilhou no tempo regulamentar e na prorrogação. Foram 11 defesas, incluindo jogadas de 1 contra 1 diante Neymar, Paquetá e Vini Jr. A atuação de Livakovic ficou registrada nos livros de história das Copas: além de ter sido eleito o melhor em campo, ele alcançou o maior número de defesas em apenas um jogo de todo o Mundial, empatado com Szczesny (Polônia) diante da Argentina. Na soma de todos os jogos da campanha, o croata foi o goleiro que mais parou finalizações, com 25 defesas. Josias de Souza Caiado se apresenta como Frankenstein ideológico Milly Lacombe Ancelotti manda recados com convocação de Danilo Mauro Cezar Vencer a Croácia está longe de ser relevante Felipe Salto Os impactos da guerra na economia brasileira Três anos e meio depois, o homem que impediu a semifinal entre Brasil e Argentina no Qatar voltará a se encontrar com a seleção pentacampeã. Só que, desta vez, o contexto é bem diferente. É verdade que o croata defende o mesmo clube da época da Copa-2022 — o Dínamo de Zagreb — mas o mundo dele deu muitas voltas desde então. Dominik Livakovic defende finalização de Vinicius Jr em partida da Copa Imagem: REUTERS/Lee Smith O pós-Copa Depois de brilhar na equipe terceira colocada o Qatar, Livakovic passou a ser procurado por clubes de ligas mais potentes da Europa. Em agosto, ele chega ao Fenerbahçe, da Turquia, depois de ser contratado por 6,6 milhões de euros (cerca de R$ 33 milhões em valores atuais), em um contrato de cinco temporadas. Em setembro, ainda como consequência da boa Copa do Mundo que fez, o croata foi indicado ao Prêmio Yashin, de melhor goleiro do mundo — acabou em 7º lugar; o vencedor foi o argentino Emiliano Dibu Martínez. Depois de duas temporadas no Fener, o croata teve o Brasil novamente em seu destino: em agosto de 2025 o clube contratou Éderson, goleiro da Seleção, que chegou com status de titular. Continua após a publicidade Sabendo que não seria mais o dono da posição, Livakovic pediu para sair, e o clube turco fechou um empréstimo com o Girona, da Espanha. Caos na Espanha A ideia inicial do croata era disputar a posição de titular do Girona com o argentino Paulo Gazzaniga, mas o técnico Míchel Sánchez não demorou para escolher o argentino como seu favorito. Na reserva desde a pré-temporada, Livakovic não soube lidar bem com a nova situação. Nos bastidores do Girona, comenta-se que a situação tornou-se insustentável em pouco tempo. Em novembro de 2025, dois meses depois de chegar, o croata já havia dito à diretoria que não queria mais jogar, mesmo que Gazzaniga estivesse machucado O problema havia explodido internamente já em outubro, quando Míchel avisou a Livakovic que ele seria titular do duelo contra o Constància, da quinta divisão espanhola, na Copa do Rei. O croata disse primeiro que tinha um problema físico; depois, revelou que não queria mais jogar pelo clube. Em janeiro, Livakovic deixou o Girona sem nunca ter estreado pelo clube, e com uma péssima imagem. A avaliação foi que ele quis ter privilégios que nunca conquistou nos treinamentos. Dias depois da saída, a equipe catalã anunciou a chegada de Marc-Andre Ter Stegen, emprestado pelo Barcelona. Continua após a publicidade A volta pra casa Após a passagem conturbada pela Catalunha, o croata retornou ao Dínamo de Zagreb, o grande clube da sua vida. Ele voltou já recuperando a posição de titular do time, que lidera com tranquilidade e caminha para o título. Na seleção, mesmo durante os momentos conturbados que viveu na Liga Espanhola, Livakovic nunca teve a posição questionada. Ele foi titular durante todo o ciclo desde 2022 e, salvo algum problema físico, também o será na Copa. O duelo desta terça, às 21h (horário de Brasília) marca mais um passo do goleiro croata rumo a seu terceiro Mundial, o segundo como titular. Aos 31 anos, ele terá a chance de se reencontrar com o rival que o consagrou. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Trump diz que EUA não ajudarão mais Reino Unido em Hormuz: 'Lutem sozinhos' Caiado se apresenta ao eleitor como Frankenstein ideológico Sem Sincerão, BBB vira 'Porta da Esperança' e impede novos conflitos 'Neymar não é coitado nem vilão', diz Arnaldo Ribeiro Lula confirma Alckmin como vice e diz que 18 ministros deixam o governo