Conteúdo Original
Futebol Gol da virada do Brasil saiu em estratégia da moda na Copa. Entenda Rodrigo Mattos Colunista do UOL, em Miami (EUA) 30/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Martinelli, da seleção brasileira, comemora em jogo contra o Japão Imagem: Lars Baron/Getty Images O gol de virada do Brasil contra o Japão foi marcado em um tipo de jogada que é uma tendência na Copa 2026. É o que mostrou um levantamento do TSG (Grupo de Estudos Técnicos) da Fifa sobre a primeira fase do torneio. A jogada começa do lado esquerdo da defesa brasileira e gira para Danilo na direita. Ele tabela com Rayan, avança e toca para Endrick. Mas Tanaka rouba a bola do atacante brasileiro. Então, Rayan, que estava próximo, recupera na sequência a posse e dá para Bruno Guimarães no meio. O volante serve Martinelli para fazer o gol. Casagrande Alemanha e Uruguai deram vexame nessa Copa Milly Lacombe Alemanha está afundada na maldição do 7 a 1 Juca Kfouri Endrick mudou a energia do time brasileiro Janaína Figueiredo Flávio 'pisa em ovos' para falar sobre EUA e Michelle Esse tipo de marcação é chamado de contrapressão. E depende da capacidade do time se posicionar de forma a recuperar rapidamente a bola após perdê-la em um ataque. "Alguns times têm uma filosofia clara. Tenho feito jogos do Estados Unidos, Canadá. É parte do DNA, Espanha também. A estrutura de quem tem a filosofia de passes curtos. Criam a estrutura para contrapressão melhor. Em vez de descer e voltar a defender em bloco baixo. Dá para ver a atitude que os permite contra-atacar", explicou o ex-jogador argentino Pablo Zabaleta, que integra o grupo da Fifa. A Espanha, com esse sistema, tem a maior posse de bola do torneio até agora. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês O Brasil conseguiu recuperar a bola com Rayan justamente porque tinha feito uma troca curta de passes em que havia alguns jogadores no setor, o próprio ponta, Danilo e Endrick. Para o brasileiro Gilberto Silva, campeão em 2002, esse tipo de pressão depende da característica dos jogadores para dar certo. "As pessoas dizem que a melhor defesa é o ataque. Mas isso, se perder a bola, e tentar recuperar. Ou então vão ter que correr atrás. Os jogadores têm que se encaixar nesse sistema", contou Gilberto Silva. Continua após a publicidade Outra explicação para a contrapressão é que o sistema reduz o cansaço dos jogadores. Porque o time não tem que correr o campo inteiro para voltar para defender perto do gol. "É cansativo correr atrás da bola. Isso é frustrante. Se tem a possibilidade (da contrapressão), é uma grande coisa", analisou o ex-jogador Otto Addo. O gol japonês também sai em uma contrapressão, embora com um espaço de tempo maior na troca de posse. O Brasil consegue recuperar a bola e quando Danilo vai dar um passe no contra-ataque, Sano se posiciona bem e recupera a bola. Avança, dribla Casemiro e faz o gol. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Alemanha e Uruguai: duas campeãs do mundo que deram vexame nessa Copa Resumo da novela 'Quem Ama Cuida' da semana: capítulos de 30/6 a 4/7 Holanda cai em duas Copas em decisões por pênaltis com família Kluivert Milly Lacombe: 'Alemanha está afundada na maldição do 7 a 1' 'Grande goleiro azarado', diz Rodrigo Mattos sobre Verbruggen