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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Por que a parceria Flamengo e BRB sobrevive à crise do banco Rodrigo Mattos Colunista do UOL 31/03/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Flamengo e BRB renovaram sua parceria até 2027 com presença deste na camisa do time. O modelo de contrato, no entanto, mudou e passou a ser só de licenciamento. Há uma relação complexa desde 2020 que contribuiu para a manutenção da relação. O valor total do novo acordo é de R$ 42,6 milhões por ano, um aumento pouco superior à inflação. E é válido até março de 2027. Antes, eram dois acordos - patrocínio e licenciamento - de R$ 40 milhões. Depois da assinatura, o deputado distrital Ricardo Vale (PT-DF) questionou o contrato por causa da situação financeira do banco . Pediu cópia do acordo e uma análise pelo Tribunal de Contas do DF. Amanda Klein Caiado é direita; não há centro nesta eleição Alicia Klein Mais que o Brasil, Itália vive crise existencial no futebol Sakamoto Eleição de 2026 nos lembra que 1964 ainda está aqui Carlos Nobre Por que não negacionistas elegem negacionistas Banco público do governo do Distrito Federal, o BRB envolveu-se no escândalo do caso do Banco Master - sua antiga diretoria tentou comprar a instituição de Daniel Vorcaro. Isso gerou uma crise nas finanças da entidade. Por isso, houve uma determinação do governo de que os patrocínios não ultrapassem R$ 50 milhões no ano neste cenário. O contrato rubro-negro, no entanto, é de licenciamento. No Flamengo, houve uma discussão sobre a manutenção do patrocínio por uma questão de reputação. O bom valor de patrocínio e a complexa ligação entre clube e banco pesaram para sequência. Explica-se: a parceria gerou a criação do banco digital Nação BRB. Será essa a marca exibida agora na omoplata da camisa rubro-negra. Esse banco tem 3 milhões de contas, não se sabe quantas delas são ativas. O Banco Nação pertence integralmente ao BRB, mas usa a marca do Flamengo. A gestão seria compartilhada, mas, agora, o clube pediu para sair do comitê de gestão. Mas o Flamengo só conseguiria romper esse acordo se o BRB entrasse em recuperação judicial. Isso não aconteceu até agora. Sem isso, não haveria mecanismos legais para rescindir o licenciamento, só o patrocínio, que vence em 31 de março. Continua após a publicidade Se pela parte do governo do Distrito Federal e do banco houver uma decisão política de romper o acordo, o banco digital perderia a possibilidade de uso da marca Flamengo. O banco Nação BRB continuaria a existir e teria de fazer a gestão da carteira dos clientes. Mas, na prática, perderia seu propósito inicial que era atrair torcedores do Flamengo. Sem a marca do clube, difícil saber se manteria os clientes que só se associaram para se ligar ao Rubro-Negro. O BRB também precisa do Flamengo como uma âncora de reputação em meio à crise. Isso pesou na insistência em manter o acordo. Do lado do Flamengo, o clube também minimizou o risco de pagamento com uma quitação antecipada de metade do valor em um período curto, isto é, receberá cerca de R$ 20 milhões. Isso ajuda o caixa rubro-negro. O futuro da parceria depende da situação financeira do BRB e dos desdobramentos políticos do caso. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rodrigo Mattos por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Caiado é direita; não há centro nesta eleição Silvia Abravanel defende Ratinho após fala contra Erika Hilton: Não é crime PM que matou a esposa em clínica de Santos vai a júri popular Argentina ré por injúria racial terá de pagar R$ 97 mil para sair do Brasil Fascite plantar: tratamento fecha vasos sanguíneos para aliviar a dor