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Futebol Fé até o final: vaga na seleção da Copa é possível até o último minuto Pedro Lopes e Danilo Lavieri Colunistas do UOL 16/03/2026 05h30 Deixe seu comentário Kleberson conquistou vaga nos últimos amistosos e foi titular até na final em 2002 Imagem: Getty Images Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A última convocação da seleção brasileira antes da lista final da Copa do Mundo chegou e acontece hoje, na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Perto do fim do ciclo, boa parte das vagas no Mundial está definida, mas boa parte não significa todas. Para quem não se firmou no ciclo, a história mostra que ainda não é hora de desistir: sempre dá para alcançar uma vaga. As últimas duas grandes campanhas vitoriosas da seleção brasileira com Copas do Mundo em 1994, nos Estados Unidos, e em 2002, na Coreia do Sul e no Japão, foram marcadas por jogadores que garantiram seus lugares nos últimos amistosos e acabaram sendo peças fundamentais nas conquistas. Kleberson, em 2002, que foi de nome periférico no ciclo a titular no pentacampeonato. Gilberto Silva foi convocado pela primeira vez em novembro de 2001, não saiu mais do time e foi peça fundamental na conquista. Maria Ribeiro Wagner é brasilidade na máxima potência Juca Kfouri Palmeiras, avarento, segue na frente graças a Flaco PVC Será que atuação de Neymar o levará à seleção? Joildo Santos O Brasil que as marcas ignoram Esse Mundial teve outros jogadores que não brilharam como Kleberson e Gilberto durante a competição, mas que conquistaram seus lugares na bacia das almas, casos de Kaká e Anderson Polga. O técnico Luiz Felipe Scolari pediu, no começo de 2002, uma série de amistosos fora das Datas Fifa, focados principalmente em testar esses e outros nomes que atuavam, em sua maioria, no futebol brasileiro e não tinham tido oportunidades durante as Eliminatórias. "Receber uma oportunidade na reta final é uma alegria gigantesca, mas, por outro lado, você olha para a seleção, era muito difícil se enxergar lá dentro, tantos outros grandes jogadores", conta Gilberto Silva, em entrevista ao UOL . "Chega até a ser intimidador, mas tem que passar rápido essa euforia inicial e continuar trabalhando, se preparando". A entrada no grupo de jogadores na reta final já tinha acontecido em 1994, quando o atacante Paulo Sérgio disputou uma vaga até o último momento com Rivaldo, e conseguiu se garantir no último amistoso. Viola também carimbou seu passaporte no último momento. Na convocação de hoje, brigam por vaga vários jogadores ainda em busca de um lugar na Copa - alguns deles sequer tiveram oportunidade de jogar com Ancelotti. Nomes de peso como Neymar e Endrick, junto com outros que vêm se destacando na Europa como Igor Thiago e Gabriel Sara. Serão testes de fogo, contra adversários fortes: França, no dia 26, e Croácia, no dia 31. O cenário ainda está aberto. A convocação da lista final com os 26 nomes para a Copa do Mundo será no dia 19 de maio. Continua após a publicidade Os amistosos de Felipão em 2002 e a receita de quem já passou por isso Nos amistosos de testes pedidos por Felipão em 2002, a seleção goleou a Bolívia em janeiro em Goiânia (6 x 0), venceu a Arábia Saudita em fevereiro em Riad (1 x 0) e goleou a Islândia em março em Cuiabá (6 x 1). Gilberto Silva, Kleberson e Anderson Polga, que não tinham sido parte integrante do ciclo de Eliminatórias, foram titulares nos três, e marcaram nas goleadas contra Bolívia e Islândia. Kaká também foi testado. O último amistoso antes da lista final, contra Portugal, em abril, voltou a envolver os atletas que jogavam na Europa. Gilberto e Polga começaram jogando, enquanto Kleberson entrou na segunda etapa. Os três garantiram a vaga no Mundial - Kaká também esteve na lista para o amistoso, e, mesmo sem entrar em campo, acabou convocado também para a Copa. "Eu estava acostumado a ver Ronaldo, Rivaldo, Cafu e Roberto Carlos só na TV e no videogame. De repente, estava sentado ao lado deles na mesa do café da manhã e jogando junto (risos)", disse Kleberson, em 2022, em entrevista à ESPN. "Só acreditei mesmo que ia para a Copa do Mundo quando saiu a lista final (risos). Não tinha certeza que tinha carimbado a vaga antes, apesar de ter ido bem nos amistosos. O leque estava muito aberto, havia muitos jogadores em grande fase". Antes dos amistosos contra Bolívia, Arábia Saudita e Islândia, Gilberto Silva tinha sido convocado uma vez e atuado por 28 minutos contra a Colômbia, pelas Eliminatórias, em novembro de 2001. Ele garantiu sua vaga nos amistosos, e agora dá a sua receita para quem briga por espaço em 2026. Continua após a publicidade "Na seleção o treinador tem pouco tempo para te avaliar por completo. É importante que ele veja seu comportamento com o grupo, como você trabalha, sua conduta pessoal e sua forma de relacionamento com os outros. Acho que isso tem um impacto", explica o volante, que seguiu para ter uma carreira de nove anos vestindo a camisa da seleção. "E, acima de tudo, continuar trabalhando bem no clube, isso vale até para quem não foi chamado ou foi chamado poucas vezes. O tempo é curto, não dá para avaliar também, o mais importante é ir fazendo o trabalho no clube, ser uma referência positiva, procurar pensar em fazer bem feita sua parte", finaliza. Amistoso com PSG foi chave em 94 e Paulo Sérgio venceu disputa com Rivaldo Na reta final para a Copa de 1994, um amistoso em abril empatado em 0 a 0 com o PSG foi fundamental para definir as últimas vagas. Em entrevista ao UOL em 2019, o atacante Paulo Sérgio contou que chegou ao amistoso disputando uma vaga na Copa com Rivaldo. "O Parreira falou para nós que estava em dúvida numa posição. Ele colocou o Rivaldo no primeiro tempo do jogo. Eu entrei no segundo. Eu fiz uma fumaça no jogo e praticamente conquistei a vaga. Pensei: 'estou dentro", contou. Ainda tinha mais um amistoso antes da lista final, contra a Islândia. No último teste, Paulo Sérgio vestiu a camisa 10 e foi titular. Viola e Ronaldo, outros testes, completaram o ataque - ambos marcaram e garantiram, ali, a vaga no Mundial. Continua após a publicidade "Eu era reserva total. Na nossa seleção de 94, fizemos questão de nos fechar internamente. Eu fui para a seleção, eu acho, por conta de que eu não ia entrar no lugar de Romário e Bebeto e não ia encher o saco por conta disso", brincou Viola, em 2024, à ESPN. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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