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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Raphinha artilheiro impressiona e abre nova opção para Ancelotti na seleção Thiago Arantes Colunista do UOL, em Barcelona 08/09/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Raphinha comemora gol do Barcelona contra o Rayo Vallecano, pelo Campeonato Espanhol Imagem: David Ramos/Getty Images O início da temporada 2026-27 de Raphinha pelo Barcelona é assustador. Com seis gols em quatro jogos no Campeonato Espanhol, o brasileiro tem números comparáveis apenas aos de Lionel Messi pelo clube catalão, lidera a artilharia e tem feito a torcida esquecer que o time já não tem Robert Lewandowski. Diante da ausência do polonês, que foi para a MLS, o camisa 11 foi colocado pelo treinador Hansi Flick na posição de centroavante. Dizer que a mudança de posição "funcionou" é um eufemismo: ele tornou-se a referência ofensiva de um time que tem Lamine Yamal. A rápida adaptação ao novo posicionamento só não surpreendeu o técnico alemão. "É claro que eu esperava, ele é um jogador de primeiro nível mundial", disse. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo O clube até contratou Gabriel Jesus e subiu o egípcio Hamza Abdelkarim — ambos centroavantes de origem — para o elenco principal, mas Raphinha hoje é o titular absoluto na posição. Com seu "novo" atacante, o clube ganhou as quatro primeiras partidas em La Liga e lidera a competição. Assista aos jogos exclusivos da Copa da Rússia no UOL Play A boa notícia para os catalães é boa também para Carlo Ancelotti e a seleção brasileira. Desde que chegou ao time, em maio de 2025, o italiano procura por um centroavante titular. Em pouco mais de um ano, foram convocados e testados (em jogos e em treinos) nomes como Richarlison, João Pedro, Kaio Jorge e Vitor Roque; para a Copa do Mundo, os chamados foram Igor Thiago e Endrick. Também exerceram a função jogadores como Matheus Cunha, Vini Jr., Rodrygo e Neymar. O próprio Raphinha jogou como atacante central, mas sempre em 4-4-2 ou 4-2-4, com outro atacante a seu lado e outros dois companheiros abertos nas pontas. Em sua nova faceta, o gaúcho oferece ao treinador italiano uma nova opção tática: jogar no 4-3-3 como elemento centralizado. A formação, usada majoritariamente pelo Barcelona e pelo Real Madrid, permitiria à seleção ter mais jogadores no meio-campo, um dos principais debates da última Copa do Mundo, sem sacrificar a formação com pontas — a posição mais abundante da geração atual. Neymar e Raphinha, do Brasil, após a partida contra a Noruega Imagem: JAMES LANG Grandes poderes, grandes responsabilidades A virada de Raphinha no Barcelona veio depois de um momento complicado. Depois de chegar à Copa como um dos candidatos a protagonista da seleção, o camisa 11 machucou-se no duelo contra o Haiti. Com uma lesão muscular, ele até ficou com o grupo esperando poder voltar a jogar nas quartas de final, mas viu a derrota para a Noruega do banco de reservas. Continua após a publicidade A queda prematura e a ausência nos jogos mais importantes, aliadas a declarações em entrevistas, distanciaram o jogador da torcida brasileira. O fato de não identificado com nenhum clube no Brasil aumenta ainda mais esse afastamento. Só que, no Barcelona, a situação é bem diferente. Além de ser o artilheiro do time nesta temporada, Raphinha transformou-se em ídolo e líder do time. Uma posição que, neste ano, ganhou o reconhecimento dos companheiros: ele foi eleito o capitão do time, sendo o primeiro brasileiro a ocupar essa condição de forma fixa. Nos bastidores do clube, o que se comenta é que a braçadeira tem feito bem a Raphinha, não apenas dentro de campo. A avaliação é de que se tornou um líder também no vestiário, ajudando os mais jovens e unindo as diferentes gerações do elenco. "A relação dele com o Lamine Yamal é de irmão mais velho", conta uma pessoa próxima ao brasileiro. Essa postura também interessa à seleção. Ancelotti procura por jovens que ocupem os espaços deixados pela geração que se despediu na Copa do Mundo, mas espaços como o de Neymar e Casemiro — líder técnico e líder dentro de campo — ainda procuram quem os preencha. Raphinha, em sua versão do Barcelona, seria um bom candidato a ambos os "cargos". O grande desafio do atacante, de Ancelotti e da comissão técnica é repetir com a camisa amarela o que ele tem feito com a azul e grená. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Ídolo na Ítalia, Sandro Mazzola morre aos 83 anos Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro' Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido?