Conteúdo Original
Futebol Corinthians: polarização e ato pró-Augusto motivaram cláusula antipolítica Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo (SP) 29/08/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Clipe de Memphis motivou discussões sobre manifestações políticas entre jogadores do Corinthians Imagem: Paulo De Tarso/AGIF A cláusula que restringe manifestações políticas de jogadores do Corinthians existe há alguns anos, mas foi incorporada de vez à rotina do alvinegro na atual gestão, presidida por Osmar Stabile. O item prevê desconto de até 20% do salário em situações desse tipo. Não há clareza, porém, se a regra abrange apenas questões relacionadas à política do clube ou se também se estende a manifestações sobre política nacional. O UOL apurou, porém, que a cláusula passou a constar nos contratos dos profissionais corintianos em meio ao cenário de polarização política iniciado em 2018. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Polarização nacional e no clube A decisão esteve relacionada a dois fatores: a interferência política no clube durante a gestão do ex-presidente Augusto Melo e as investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo contra o Corinthians. A medida ganhou força desde o início da atual administração. Durante a gestão de Augusto Melo, jogadores do elenco se posicionaram favoravelmente à permanência do então presidente no cargo. As manifestações ocorreram em meio ao processo político que futuramente resultou no impeachment do dirigente. O segundo fator considerado pela atual gestão foram as investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo contra o Corinthians. De acordo com apuração do UOL , a avaliação interna é de que, embora o MP-SP seja uma instituição isenta, as questões que levaram às investigações tiveram motivações políticas. A visão nos bastidores é que esse cenário prejudica o Corinthians na captação de recursos e na busca por investidores no mercado. Por isso, o clube entende que manifestações de profissionais que tenham impacto na política interna podem contribuir para uma situação considerada prejudicial à instituição. Caso Memphis É nesse contexto que o Corinthians avalia punir Memphis Depay pelo clipe em que faz críticas à gestão política do clube . O vídeo inclui, entre outras imagens, a do Parque São Jorge em chamas. Continua após a publicidade O UOL apurou que a diretoria chegou a avaliar a possibilidade de aplicar a punição por meio de um abatimento na dívida que o Corinthians possui com Memphis. O clube, porém, não encontrou mecanismos jurídicos para viabilizar a medida. Agora, o Corinthians discute a aplicação da "cláusula antipolítica". A diretoria busca se resguardar juridicamente antes de tomar uma decisão sobre uma eventual punição ao atacante. O presidente Osmar Stabile também foi cobrado pela classe política do clube para que as providências previstas em contrato sejam tomadas. Entre os que fizeram a cobrança está o vice-presidente Armando Mendonça. A cláusula prevê desconto de até 20% do salário em casos de manifestações políticas. Ainda não está definido se o dispositivo será aplicado a Memphis pelo conteúdo do clipe. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso Lula e Janja vão a SC pela 1ª vez na campanha e buscam voto feminino Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro' Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar