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Só para assinantes Assine UOL Reportagem A bolha estourou? Brasil convive com janela mais pobre e transfer bans Rafael Reis Colunista do UOL 16/08/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Flamengo foi um dos principais responsáveis por inflacionar os valores no Brasil Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF A era de sucessivas quebras de recordes de contratação mais cara da história e de reforços do nível de Memphis Depay, o maior artilheiro da história da seleção holandesa, e de Lucas Paquetá, que ainda era um nome importante da milionária Premier League inglesa, chegou ao fim. Ou, pelo menos, deu um tempo. Na atual janela de transferências, o futebol brasileiro não tem mais se comportado como aquele rico comprando tudo o que deseja sem se preocupar muito com o preço. Pelo contrário. Até a última sexta-feira (14), os 20 clubes da Série A haviam investido juntos um total de 80,2 milhões de euros (R$ 486,4 milhões) em novos jogadores neste Mercado da Bola de meio de ano (julho/agosto e setembro). Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Trata-se de uma retração de 61,7% na comparação com o recorde de 209,5 milhões de euros (quase R$ 1,3 bilhão) que foram gastos com reforços no mesmo período da temporada passada. Assista aos jogos exclusivos da Copa da Rússia no UOL Play Classificação e jogos Brasileirão É verdade que a janela no Brasil ainda tem quase um mês pela frente (vai até 11 de setembro). No entanto, são fortes os indícios de que o volume de negócios não crescerá tanto assim. Para começar, os dois clubes mais ricos do país parecem já ter encerrado suas atividades nesta edição do Mercado da Bola. E sem terem conseguido contratar as peças que mais desejavam. O Palmeiras foi incapaz de conseguir convencer o Botafogo a lhe vender o meia Danilo Santos, cria da base alviverde. O Flamengo, por sua vez, perdeu Thiago Almada para o River Plate e achou caro demais o pedido financeiro feito pelo Zenit São Petersburgo para liberar Luiz Henrique. Outros times importantes do cenário nacional, como Corinthians, Santos e São Paulo, estão sob efeito de transfer bans ou ameaçados de serem proibidos de registrar novos jogadores justamente por não terem quitados dívida provenientes de outras transações. "O que aconteceu nos últimos anos é que vivemos uma bolha, que aparentemente começou a estourar. Ela ainda não estourou 100%, mas [os valores] reduziram muito porque estavam lá nas alturas", afirma Amir Somoggi, diretor da consultoria Sports Value. Continua após a publicidade Relacionadas Os 10 reforços mais caros de cada liga da elite europeia nesta temporada Mercado da Bola: 5 brasileiros com futuro ainda em aberto na Europa Por que Barcelona e Real Madrid já terão folga na 1ª rodada do Espanhol? Segundo o especialista em marketing esportivo, Flamengo e Palmeiras provocaram uma inflação no mercado nacional nos últimos anos porque arrecadaram muito dinheiro com venda de jogadores e reinvestiram o que faturaram em jogadores melhores e mais caros. Outros clubes, na tentativa de não ficarem para trás, gastaram o que não tinham e se endividaram. Contribuiu também para esse processo a alavancagem das SAFs, como Atlético-MG, Bahia, Botafogo e Vasco, que usaram um dinheiro que não existia no orçamento original dos clubes e que saiu diretamente das contas dos seus proprietários. "Foi um movimento artificial de crescimento do futebol brasileiro. Uma coisa é certa: os clubes brasileiros estão extremamente dependentes da venda de jogadores. Quando vendem, têm dinheiro para contratar. Enquanto a gente não crescer de forma substancial em receitas recorrentes, marketing, sócios, direitos internacionais, vamos ficar sempre nesse voo de galinha", completa o especialista em marketing esportivo. Quanto os brasileiros gastaram na janela de meio de ano? 2026: 80,2 milhões de euros (até o momento) 2025: 209,5 milhões de euros 2024: 195,4 milhões de euros 2023: 69,5 milhões de euros 2022: 82,1 milhões de euros 2021: 45,4 milhões de euros 2020: 50,3 milhões de euros 2019: 48 milhões de euros 2018: 46,1 milhões de euros 2017: 23,2 milhões de euros 2016: 56,3 milhões de euros Fonte: Transfermarkt Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. 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