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Anselmi diz entender críticas no Botafogo: "Sou burro porque perdemos" A eliminação precoce na pré-Libertadores e a derrota para o Flamengo em mais um clássico ampliaram o clima de pressão no Botafogo neste início conturbado de 2026. O cenário já começa a respingar no técnico Martín Anselmi, alvo de críticas da torcida, embora ainda tenha respaldo interno. Após a derrota por 3 a 0 para o Flamengo, o vestiário do Botafogo ficou movimentado por mais de uma hora no Nilton Santos. Houve uma conversa intensa entre jogadores, comissão técnica e diretoria, em tom de cobrança e lavação de roupa suja entre todas as partes. — Imagine muitas coisas, imagine mais do que realmente está acontecendo. Nós simplesmente conversamos, jogadores, comissão técnica, diretoria, entre nós. Estamos juntos, estamos juntos, estamos muito juntos. Se houvesse algo a mais, ficaria no vestiário. Adoraria contar aos torcedores tudo o que conversamos. Sim, eu gostaria, porque acredito que eles merecem, mas não todo o Brasil. Então, posso dizer que estamos todos juntos e que vamos matar por essa camisa – disse Anselmi sobre o atraso para a coletiva. 1 de 1
Anselmi, em Botafogo x Nacional de Potosí — Foto: André Durão Anselmi, em Botafogo x Nacional de Potosí — Foto: André Durão Só depois disso, Anselmi foi para a entrevista coletiva, em que apareceu mais abatido do que nas últimas partidas. Contra o Flamengo, ele foi xingado de burro por uma parte da torcida. Foi no clássico a maior pressão vinda da arquibancada neste ano, apesar de em jogos anteriores as vaias já ganharem espaço. +Botafogo tem apenas uma vitória contra o Flamengo no Nilton Santos nos últimos 12 jogos +Botafogo se aproxima de contratação do lateral-esquerdo Caio Roque A pressão sobre o treinador argentino existe. Ele segue com apoio dentro da diretoria, mas já não é unanimidade entre os membros do clube, seja na SAF ou no associativo. O entendimento é de que o desempenho deveria ser melhor, mas há um voto de confiança principalmente pelos problemas que dificultaram o início de trabalho, como foi o caso do transfer ban que impediu a inscrição de reforços. Além disso, internamente, a avaliação é que os problemas fora de campo demoraram, mas passaram a influenciar o desempenho da equipe. A missão é tentar novamente blindar o futebol. Textor vive uma longa "guerra civil" com a Ares e praticamente não tem apoio do associativo, que sempre teve como aliado. O embate entre o social e a SAF teve o estopim no empréstimo para o pagamento do transfer ban. +Análise: Botafogo sucumbe em mais um jogo grande e precisa encontrar um rumo em 2026 Além disso, o início do ano foi marcado pela pressão do elenco para o pagamento das dívidas referentes ao direito de imagem que chegou a ficar atrasado por três meses. Depois de regularizar, o Botafogo voltou a atrasar o pagamento das imagens. Apesar disso, a CLT e o FGTS estão em dia. Pressionado por um lado e tendo apoio do outro, Anselmi segue no cargo e terá pela frente dois confrontos em São Paulo pelo Brasileirão: Palmeiras, na quarta-feira, e Bragantino, no sábado. No Allianz Parque, o técnico argentino não estará na beira do gramado porque cumprirá suspensão. + ✅Clique aqui para seguir o canal ge Botafogo no WhatsApp 🗞️ Leia mais notícias do Botafogo 🎧 Ouça o podcast ge Botafogo 🎧 Assista: tudo sobre o Botafogo no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos