🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Palavras-Chave

Entidades Principais

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Reportagem Embolo joga de bandido e Messi está nas semifinais Juca Kfouri Colunista do UOL 12/07/2026 00h43 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Johan Manzambi, 20 anos, desfalcar a Suíça equivale a Lionel Messi faltar à Argentina, sem se dizer que o time europeu não tem o em torno dos sul-americanos. Se o Brasil lamenta a perda de Estêvão, e Marrocos sentiu a ausência de Ismael Saibari, só resta dizer que os deuses dos estádios com frequência gostam do papel de estraga-prazeres. Kansas City recebia daqueles jogos nos quais se diz que um dos times tinha a obrigação de vencer. PVC Messi lembra Maradona da Copa da Itália Casagrande O peso da história em Argentina x Inglaterra Juca Kfouri Hey, Jude, você salvou a pátria inglesa! Wálter Maierovitch Valdemar, candidato a criminoso habitual Corajosa, a Suíça foi à frente. Aos 9, Messi pegou a bola pela primeira vez. A jogada começada por ele, pela direita, acabou em escanteio, pela esquerda. E lá foi a Pulga bater o escanteio. Bola na cabeça de Mac Allister e os tricampeões mundiais davam mais um passo para o tetra, para reencontrar a Inglaterra nas semifinais: 1 a 0. Com o que o maior goleador das Copas, com 21 gols, tornou-se o recordista de passes para gol: dez. O time do toco y me voy explorava sem cerimônia seguidas ligações diretas. Continua após a publicidade Se a Suíça tinha agredido quando estava 0 a 0 mais motivos tinha para agredir ainda mais com 0 a 1 — e foi o que fez. O problema estava em chutar contra Dibu Martinez. Quando chegou, aos 31, ele dividiu de carrinho e se deu melhor. Mas os suíços davam calor sob 29º. Chuteiras vermelhas, menos um (as de Dan Ndoye), meias vermelhas, calções vermelhos e camisas vermelhas, pareciam dez chamas infernizando os argentinos. Quando o primeiro tempo terminou, quatro dos oito integrantes do restrito clube dos campeões mundiais disputariam as semifinais nas próximas terça e quarta-feiras. Continua após a publicidade A Argentina em busca do tetra contra a Inglaterra, atrás do bi. A França atrás do tri contra a Espanha em busca do bi. Os hermanos completavam mais um tempo obedecendo a lei do menor esforço, modo de jogar que já lhe havia custado caro nos dois jogos anteriores contra Cabo Verde e Egito. Mas seguia 100%. Como reclamar? Messi tinha atuação discreta, havia participado do gol e talvez estivesse na expectativa de o time precisar dele. E começou a precisar mesmo, porque os suíços voltaram com uma fúria que não suspeitamos serem eles capazes de manifestar. Depois de dar dois ou três passes perfeitos sem maiores consequências, ele voltou a se guardar para quando a necessidade chegar. Continua após a publicidade O velho ferrolho suíço se transformava em torniquete e, aos 65, Dibu fez defesa salvadora. A coisa começava a ficar feia para os hermanos. Aos 67, ficou feíssima. Pela esquerda, o tal Ndoye, o das chuteiras brancas, rompeu a barreira azul e empatou 1 a 1. Mas Deus resolveu ser argentino, como dizia o Papa Francisco, e Embolo, que já tinha cartão amarelo, simulou falta no meio de campo e recebeu o segundo amarelo para deixar a Suíça com dez. Exatamente quando a Argentina sucumbia fisicamente e era dominada pelos europeus. Que bobagem! Continua após a publicidade Em seguida a pausa para hidratação caiu do céu de Kansas para o providencial descanso e para Lionel Scaloni botar ordem na Casa Rosada. Nico Gonzalez no lugar de Tagliafico. Era hora de Messi. Aliás, faltava o gol dele. E ele quase fez ao tentar encobrir o goleiro Kobel e não conseguir. De pressionada, a Argentina passou a pressionar. No primeiro minuto dos nove de acréscimos, Messi tirou lasca da trave da entrada da área. Continua após a publicidade Só dava Argentina como só dera Suíça até Embolo enrolar sua equipe. Kobel fez nova grande defesa aos 98 e decretou a prorrogação. Os suíços teriam 30 minutos para levar a decisão da vaga a marca da cal. Lionel Messi tinha 30 minutos para marcar um gol pela décima vez seguida em Copas do Mundo. Os ingleses adoravam o que viam porque os adversários nas semifinais também disputariam prorrogação. Almada no lugar de Enzo Fernandez. Continua após a publicidade Definitivamente a Argentina não queria dançar o último tango em Kansas City. Mas encontrava uma defesa mais fechada que os cofres suíços. Lá se foi o primeiro tempo da prorrogação, 15 minutos que demoraram a passar do ponto de vista dos suíços e rapidamente demais para os argentinos, impotentes diante, agora sim, do ferrolho vermelho. Otamendi no lugar de Romero. Obrigatorio mencionar o desempenho de Xhaka como maestro suíço e reforçar a falta de Manzambi. Flaco López, aos 109, no lugar de Paredes. Frisson em Parque Antárctica. Continua após a publicidade E, finalmente, logo depois de Kobel ter defendido arremate de Messi da meia-lua, Flaco López passou para Julián Álvarez achar um tirambaço no ângulo: 2 a 1. Lautaro Martinez fechou o placar no último contra-ataque do drama: 3 a 1. Que venham os ingleses, desde que a Argentina faça mais do que tem feito. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora De Maradona a Messi e Bellingham: o peso do clássico Argentina x Inglaterra Messi lembra Maradona da Copa da Itália e vai às semifinais com sofrimento Neymar participa de evento de poker em Las Vegas após eliminação na Copa Primeira vez em público: gozei com minha namorada escondida no museu Retorno desnecessário deve garantir a aposentadoria de Conor McGregor